Publicidade

O vereador Elson Silva (PSD), popular Elson da Rússia, conta sobre a razão de sair do PSDB de Biguaçu. Quem um dia vier a escrever sobre a história da política biguaçuense, seu relato será importante para entendermos os bastidores desse momento dos bastidores políticos e entender as conjunturas atuais e futuras dos próximos pleitos na região.

“Eu saí do PSDB em 2015 porque não tive espaço. A direção estadual não abriu espaço para nosso grupo. Não houve a possibilidade de renoção da direção do partido em Biguaçu. Nós queríamos estar na frente do processo e dar uma nova dinâmica. Infelizmente fomos ignorados e desprezados pela direção estadual”, conta Elson.

“O PSDB vinha de uma decadência desde a eleição municipal de 2004. Naquela eleição de 2004, elegemos três vereadores: Ademir Corrêa, Salete Cardoso e Ramon Wollinger. Foi nosso auge. Em 2008, já começou a decadência. O PSDB elegeu José Braz da Silveira e Salete Cardoso. Em 2012, o PSDB só elegeu um vereador, o Braz. Já em 2016, conforme eu e nosso grupo já prevíamos um ano antes, o partido não elegeu um só representante”, observa Elson.

“O que a gente analisou em 2015 e prevíamos que aconteceria na eleição de 2016, aconteceu exatamente o que imaginávamos: a derrocada do PSDB. Só não imaginava que seria mais radical do que nossa previsão. O partido precisava de renovação. O presidente do PSDB estadual, Marcos Vieira, insistiu em não dar ouvidos à renovação. Preferiu apostar na continuidade, na Velha Guarda, na direção de sempre. Não tirando os méritos da Velha Guarda, que tem valor, fez história, que fundou o partido, mas essa direção não percebeu que o mundo e a sociedade mudam, que os discursos precisam renovar-se e estar em sintonia com a comunidade, Marcos Vieira não soube conduzir o processo e ouvir a palavra amiga. O resultado foi o desastre. O que tenho a dizer ao sr. Vieira, o qual respeitamos, apesar das divergências políticas, é que a realidade nua a crua apareceu”, observou Elson.

 

DERROCADA

“Pelo fato de que não fomos ouvidos, o PSDB em 2015 perdeu os seguintes filiados: 1) eu (Elson da Silva), 2) Chimia, 3) Ronaldo Veríssimo, 4) Afonso Anderson, que foi ex-presidente e fundador do partido em Biguaçu, 5) Adilson Marcelino, 6) tio Moaça, entre outros. Já o Kléber Corrêa e Ademir Corrêa não saíram do partido, mas também não se envolveram fortemente na eleição de 2016. Já a Janete, que não saiu do partido, mas ficou neutra. Aliás, a Janete ajudou discretamente o Chimia, que virou candidato a vereador pelo PSD”, observa Elson.

“A maioria dos dissidentes do PSDB filiou-se no PSD, onde tivemos voz. Por enquanto, o PSD tem sido sensível à voz da renovação. Tanto é que nossa coligação, a do PSD e PR, elegeu quatro representantes na Câmara. Aliás, dois dos eleitores foram eu e o médico Adriano. Isso significa 50% da renovação da Câmara”, computa.

“Estávamos corretíssimos. Pena que o antigo PSDB não ouviu e, tivesse ouvido, teríamos certamente no mínimo 2 vereadores. O primeiro seria eu e o segundo o Chimia. Mas a história foi outra, né senhor Marcos Vieira!!!”, observa o vereador Elson.

 

FUTURO

“Continuo no PSD, o partido que me deu oportunidade para me eleger vereador depois de sete tentativas anteriores.  Acho que qualquer previsão futura para qualquer partido de Biguaçu passará pelo resultado da eleição estadual e federal do ano que vem (2018)”, salienta Elson.

“Douglas Borbas certamente sairá do PP para ingressar no PSDB com o objetivo de ser candidato a prefeito já que não tem chance no PP de Vilson Alves. Se Douglas tem chances ou não de eleger-se prefeito pelo PSDB, não sei, mas está fomentando seu nome para eleições futuras. Ele é jovem e muito água pelo rio Biguaçu passará”, disse.

“Os possíveis “prefeituráveis” e “vice-prefeituráveis”, a meu ver, são o já citado Douglas Borba, Salete Cardoso, Ângelo Ramos, Marconi Kirch e Vilson Norberto Alves. Aliás, eles já trabalham abertamente dentro de seus partidos e articulando-se”, observa Elson.

“Meu objetivo no PSD é fortalecer o nome da sigla e nosso futuro próximo candidato que será definido. Só sei que o Ângelo Ramos, presidente da câmara e filiado ao PSD, já informou que pretende candidatar-se a prefeito se tiver o apoio do partido. Eu já adianto que, se Ângelo for candidato, terá todo meu apoio”, finaliza Elson da Rússia.

Publicidade