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 O operário Paulo Benaia da Silva, 37, aquele que sofreu acidente por eletrocutamento na manhã da quinta-feira da semana passada (17/08), no CTG Sela de Prata, no bairro Fundos, Biguaçu, já está melhor, falando e telefonou para a reportagem do JBFoco para agradecer a corrente de fé e os inúmeros amigos que se mobilizaram nessa hora difícil.

Paulo aguarda o parecer do cirurgião plástico que deverá analisar os dedos de seu pé direito por onde saiu os 13 mil volts da descarga elétrica que sofreu.

Recordando: o operário trabalhava na laje de uma torre que está sendo construída com o objetivo de instalar um transformador. Por cima da laje, passava um cabo de energia que, no momento do acidente, não estava desligado. Segundo uma testemunha, Paulo deu um passo para trás e, sem querer, encostou a cabeça por trás no fio quando houve a explosão.

“Não me lembro de nada do acidente. Só me lembro dos bombeiros me tirando da laje e fazendo os primeiros socorros”, conta o operário.

 

CONTRATO

Paulo conta que estava trabalhando na obra havia uma semana e um dia. “Eu comecei a trabalhar lá na quarta-feira da semana anterior ao acidente (09 de agosto último). Acertei com alguém para terminar a laje”, conta o operário sem lembrar o nome.

Quem era essa pessoa? Do CGT, Celesc ou da empresa contratada para instalar o transformador? Eis a questão. Desde que o JBFoco vem acompanhando o caso, nenhuma das instituições citadas contaram com o jornal para dar suas versões sobre o caso.

Paulo relata que recebeu do engenheiro de uma empresa que estava empreendendo alguma obra na rede elétrica o rascunho do projeto do que deveria ser feito na laje. “Eu estava lá na laje para fazer o serviço. Não imaginava que o fio estava energizado nem do perigo que estava correndo”, observa.

 

ITENS DE SEGURANÇA

Paulo observa que não estava usando bota de borracha, capacete e nem luva especial. “Ninguém me exigiu nada”, conta.

Quando questionado se ele mesmo tem bota de borracha, luva ou capacete pessoal, ou seja, que ele comprou para usar nas obras que faz, Paulo observou que não. “Só tenho uma luva, mas não é para usar em eletricidade. Já o capacete tenho na obra, mas não estava usando no acidente, o que me arrependo”, conta.

 

FAMÍLIA

Paulo quer voltar a trabalhar. Ele torce para que seus dedos do pé direito não sejam amputados. Há uma chance que isso não aconteça, mas o cirurgião plástico vai avaliar. Há uma possibilidade de que poucos dedos serão amputados. Dos males, o menor, como se diz.

Quando sair do hospital, Paulo pretende dar um abraço muito apertado em seus dois filhos (eu penso neles o tempo todo) e nos seus 11 irmãos, além de sua mãe, septuagenária. Além disso, deverá procurar a sra. Rosiane Francisco, 35, e sua filha Maria Fernanda Francisco da Anunciação, 14, que testemunharam o acidente e chamaram o socorro. Ele quer dar um abraço nelas pelo apoio nessa hora tão difícil.

“Agradeço a Jesus pela chance que me deu”, observa.

Sobre o acidente, a família buscará investigar os detalhes do caso e ingressar com a devida ação judicial. O objetivo é que nenhuma outra família de operário da construção civil venha a sofrer o que sofreu a família de Paulo.

 

Foto tirada na quarta, 23.08.17 de Paulo Silva no seu quarto no Hospital Regional de São José. (Foto Família)

 

Cirurgião plástico avaliará se deverá amputar dedos do pé direito do operário. (Foto Família)

 

Operário Paulo Benaia da Silva na emergência do Hospital Regional de SJ. Foto tirada na sexta da semana passada, 18.08.2017. (Foto Família)

 

 

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