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A Executiva do PMDB de Biguaçu decidiu que não irá expulsar do partido o vereador Manoel José de Andrade (PMDB), popular “Maneca” caso este parar de cometer “adultério político”, informa o presidente do partido, João Domingos Zimmermann (PMDB), popular “Nino”.

“ Se Maneca continuar na sua rebeldia, infelizmente teremos de expulsá-lo do partido”, advertiu Nino.

O mal estar entre Maneca e o PMDB começou na eleição de outubro do ano passado. É que chegaram aos ouvidos dos principais líderes do partido a história segundo a qual Maneca teria pedido votos para Vilson Alves (PP), então candidato a vice-prefeito na chapa de Ramon Wollinger (PSD), adversário do então candidato Tuta (PMDB).

O problema foi que não havia uma prova contundente contra Maneca, ou seja, não há vídeo ou gravação de áudio mostrando que o vereador rebelde realmente cometendo “adultério político” contra o PMDB.

Ou seja, o PMDB está seguindo a máxima do direito que diz: “in dubio, pro reo” (“Em caso de dúvida, em prol do réu”.)

Por isso, segundo observa Nino, Maneca será “perdoado” caso estiver “arrependido” e parar de negar-se a seguir as diretrizes partidárias.

O PMDB atualmente é um partido de oposição em Biguaçu. Há certos projetos de lei apresentados pelo prefeito Ramon Wollinger (PSD) para votação na Câmara que, no entendimento do PMDB, são prejudiciais à coletividade e, por isso, precisam ser rejeitados.

O problema é que o vereador Maneca não acompanhando o votos de seus colegas de partido na Câmara, o que vem alimentando comentários tipo “o PMDB de Biguaçu dorme com o inimigo”, “Maneca está fazendo gol contra” etc e tal.

 

ELEIÇÃO 2016

Há uma ala radical dentro do PMDB de Biguaçu que não quer conversa: Maneca tem de ser “guilhotinado” o quanto antes. Mas a ala de Nino quer dar uma chance ao vereador rebelde e manter a unidade. Quer queira, quer não, o PMDB não tem maioria na câmara e nenhum aliado pode ser desprezado.

“Maneca terá de se decidir”, observa Nino lembrando que o vereador em questão não se elegeu sozinho, isto é, para se eleger, ele precisou dos votos da legenda do partido.

Tuta perdeu a eleição para Ramon Wollinger por míseros 83 votos de diferença. Sim, a última eleição municipal de Biguaçu foi decidida, se fosse comparada a uma corrida, por meros poucos centímetros de nariz.

Militantes do partido alegando que, se Maneca tivesse trabalhado a favor de Tuta em seu bairro, o Bom Viver, o mais populoso de Biguaçu, o candidato a prefeito pelo PMDB teria vencido a eleição.

Mas como diz o ditado, “águas passadas não movem moinho”. O estrago já está feito.

Neste ano de 2017, o vereador rebelde votou no candidato a presidente da câmara não apoiado pela bancada do PMDB. Ou seja, não se limitou a fazer gol contra na eleição de outubro de 2016. Continuou fazendo, segundo a ótica peemedebista, neste ano de 2017.

 

LEGISLAÇÃO

Apesar de ter sido eleito pela legenda do partido, Maneca, se for expulso, não correria risco de perder o mandato, caso não haja algum agravante não informado. No entanto, quer queira, quer não, há sempre um desgaste em qualquer episódio de expulsão.

O JBFoco está à disposição do JBFoco para seus esclarecimentos.

 

Nino, presidente do PMDB de Biguaçu: analisando os prós e contras. (Foto Arquivo JBFoco)

 

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