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Quantas vezes o jornal Biguaçu em Foco já chamou a atenção para o problema demonstrado na foto que ilustra esta matéria? Ao longo dos últimos anos, este jornal já deve ter publicado entre cinco a 10 matérias a respeito. Em todas as matérias e artigos a respeito, apresentamos a proposta da implantação do serviço do “Papa Entulho Municipal GRATUITO” como solução para o problema, mas a prefeitura de Biguaçu nunca enviou resposta nem apresentou outra ideia para resolver o problema.

Sobre o “Papa Entulho Municipal Gratuito”, nossos argumentos são os seguintes.

Os caminhões da coleta de lixo não recolhem restos de materiais de construção. Pela lei, os cidadãos devem contratar empresas particulares para recolher restos de materiais de construção. O problema é o preço. Às vezes as sobras de um puxadinho aqui, um conserto ali ou uma obra acolá são poucos e muitos não querem pagar para ter esse lixo recolhido.

O resultado é simples: muitos aproveitam a calada da noite ou a “Cara de Pau” pura e simples em plena luz da via para jogar esse lixo em terrenos baldios mais próximos. E a Praia João Rosa, em Biguaçu, por exemplo, tem sido o lugar mais procurado para a “desova” desse material.

Quando não há terreno baldio por perto, a “solução” é jogar no meio da rua. Quem sabe o caminhão do lixo recolhe. A foto que ilustra esta matéria foi tirada hoje (domingo, 24/09/2017), na rua Rosa, no bairro Prado de Baixo, Biguaçu.

 

PROBLEMA

O JBFoco denunciou o problema em várias edições ao longo dos últimos anos e sugeriu que a prefeitura criasse um “Papa Entulho Municipal”. A ideia seria justamente colocar papa entulhos para que os cidadãos pudessem descartar seus restos de materiais de construções nesses recipientes.

 

COMO SOLUCIONAR?

A questão é: como solucionar o problema? No mínimo, a prefeitura terá de conversar com a comunidade local e implantar algum serviço gratuito de papa entulho. Do contrário, os “Sem Noção” continuarão a jogar seus entulhos.

Para evitar o problema do descarte de entulhos de materiais de construção em qualquer lugar, a prefeitura poderia colocar coletores em certos lugares estratégicos da cidade e informar a população sobre a existência dos mesmos. Quem fizer alguma obra, poderia telefonar para a prefeitura para que esta providencie o coletor nas proximidades para que o dono da obra, ao invés de colocar os entulhos no carro e ir no primeiro terreno baldio mais próximo para descartar, venha a fazer o mesmo, mas jogando esse material no coletor mais próximo.

Dias depois, a prefeitura recolheria e daria um destino adequado aos entulhos.

 

RECICLAGEM

Anos atrás a rede Globo apresentou uma reportagem a respeito de dois irmãos que, numa cidade paulista chamada Embuguassu, próxima a São Paulo capital, criaram uma empresa que recicla restos de materiais de construção transformando-os em argamassa. Eles vendem o produto quase a metade do preço mais barato do que a argamassa tradicional.

Não faz muitos meses que o Diário Catarinense publicou reportagem sobre uma indústria instalada numa cidade do Vale do Itajaí que justamente recicla restos de materiais de construção.

Por que a prefeitura de Biguaçu não contata a Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) para descobrir o nome e endereço da empresa de reciclagem de restos de materiais de construção?

Já imaginaram um projeto de instalar coletores de entulhos de materiais de construção em Biguaçu para que o povo não jogue nos terrenos baldios e o material recolhido ir para a tal empresa de reciclagem?

Em resumo: transformar o que antes era problema ambiental em trabalho, renda e negócio?

 

 

FOTOS

Como na rua Rosa não tem mais terreno baldios, entulhos foram para a calçada da via em questão. (Foto JBFoco)
Entulhos debaixo da passarela da rua Lúcio Born, centro de Biguaçu. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Entulhos são jogados em terrenos baldios do bairro Praia João Rosa. (Foto Arquivo JBFoco)

 

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