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No noticiário evita-se falar abertamente o termo “suicídio”, mas hoje já há um entendimento de que o assunto tem de ser abordado abertamente tal como antigamente evitava-se falar a palavra “câncer”.  Tanto é que a NSC, sucessora da RBS, em seu telejornal do meio dia, falou abertamente a palavra “suicídio”. Fazer de conta que isso não existe não tem resolvido o problema.

Sim, Luiz Carlos Cancellier cometeu suicídio ao jogar-se do quinto ou sexto andar do Beiramar Shopping. Este centro de compras tem uma arquitetura diferente: há um grande vão central, por sinal, muito belo, por onde são instaladas maravilhosas decorações festivas.

No entanto, com todo o respeito à direção do shopping, é preciso dizer o seguinte: é necessário instalar alguma tela de proteção ou grade ou o que seja para evitar que pessoas com problemas psiquiátricos venham a jogar-se de cima desse citado vão.

Não faz muitos anos que uma mulher, de Biguaçu, veio a fazer o mesmo que praticou o sr. Cancellier, ou seja, jogou-se daquele mesmo vão.

Na época, não noticiamos essa tragédia porque a regra era evitar usar o termo “suicídio” e correlatos, mas hoje há uma campanha pública para que o assunto seja debatido abertamente, sem censura alguma.

Dentro dessa nova perspectiva, o Beiramar Shopping precisa mesmo instalar uma grade ou rede ou alguma coisa que impossibilidade alguém jogar-se desse vão. Como não foi a primeira vez, o sinal vermelho já foi acionado.

Esperamos que nossa sugestão seja recebida sem hostilidades, pois pensem bem: já imaginaram alguém estar passando embaixo do vão no exato momento do corpo despencando?

Em vista disso, fazer modificações é mais que urgente.

Por outro lado, a sociedade precisa discutir o assunto “suicídio”, pois desse debate pode sair políticas que melhorem a ajuda àqueles que sofrem de depressão e outros males psiquiátricos.

Sobre as questões jurídicas, se a prisão dele foi ou não abusiva, se ele é ou não inocente das acusações que ele sempre negou de ter cometido, se ele praticou o ato de tirar a própria vida como gestão para “lavar a honra” ferida ou foi a prova de que era culpado, tudo isso cabe aos juristas, advogados e estudantes de Direito debaterem.

Sim, que a morte de Luiz Carlos Cancellier não seja mais outra mera estatística de mortes por suicídio, mas que também inspire mestrados e doutorados em Direito para debater quais são os limites das prisões preventivas e como acusar alguém sem deixar a mínima sombra de dúvida sobre sua culpabilidade.

 

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