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Acabei de receber a notícia devastadora do falecimento de meu grande amigo, André Luiz da Fonseca, conhecido como “DJ Mago”.

Seu falecimento ocorreu à meia noite e 10 de hoje (domingo, 05/11/2017) no Hospital de Caridade, em Florianópolis, onde André estava internado por causa de fortes dores estomacais que apareceram há poucas semanas.

Estou estupefato. Visitei André no hospital no início do mês de outubro deste ano de 2017. Ele aparentava estar bem e muito humorado tanto que logo conseguiu alta.

Retornou para sua casa em Palhoça, mas as dores retornaram e ele voltou a ser internado. Agora recebemos essa notícia tão devastadora. Os exames para detectar qual a doença que estava acometendo André ainda não chegaram. Não é possível afirmar qual foi a causa mortis sem o resultado dos exames.

Minha Nossa!!! Como a vida é tênue. Numa hora estamos aqui, na outra talvez não estaremos mais.

André Fonseca é natural de São Paulo onde nasceu no início da década de 1970, se não me engano em 1971. Muitos dos seus amigos o conhecem por “André Paulista”.

Conheci-o no Colégio Catarinense entre 1985 a 1987. Morava com seus avós, um ex-comandante da Polícia Militar de São Paulo (in memoriam) que, após a aposentadoria, resolveu mudar-se para o Estreito, Florianópolis.

Desde cedo André demonstrou um talento excepcional para a eletrônica. Sim, André sabia tudo sobre equipamentos eletrônicos. Arrumava, consertava, fazia, resolvia, enfim, era uma mão na roda quando o assunto era equipamentos e instalações com dispositivos eletrônicos. O “André Paulista” passou a ser chamado de “Mago Eletrônico” e, quando passou a ser atuar com música eletrônica, ganhou o nome de “DJ Mago Eletrônico”.

 

ITÁLIA

No final da década de 1980, André viajou para a Itália. Foi-lhe literalmente uma escola de vida. Ficou uns dois ou três anos, não me recordo com exatidão. Lá André, além de aprender italiano em duas semanas, aproveitou para fazer um curso de aperfeiçoamento em eletrônica, sua paixão desde a infância. Segundo sua avó, desde que André se deu por gente já estava montando e desmontando e colocando peças de aparelhos eletrônicos.

 

RÁDIO

Retornando ao Brasil com um dinheiro trazido da Itália, onde trabalhou e estudou, André passou a atuar na área da eletrônica. Montava equipamentos, iluminação, caixas de som e outros aparatos da área. Era um profissional muito requisitado. Quando dava alguma pane, era só chamar o André.

Mas no início da década de 1990, André descobriu outro talento: o da voz. Sim, André passou a trabalhar como locutor de rádio em Florianópolis.

Não me recordo com exatidão, mas ele prestava serviço na manutenção eletrônica de uma rádio em Florianópolis e, certa vez, o locutor de certo programa não apareceu e, no desespero, André, que era o técnico de sonoplastia, sozinho, sem ter a quem apelar, resolveu fazer alguma coisa para “tapear” a ausência do titular do programa.

Pois então! André pegou o microfone e passou a falar. Começou a imitar o “manezinho da ilha”, entre outras vozes.

André tinha um grande talento para imitar vozes. E qual foi o resultado? Demissão? Não. O dono da rádio adorou e André passou a atuar como locutor.

O leitor se lembra do “Ângelo Toni”, aquele boneco das programas dos supermercados Angeloni? Pois bem! Quem inventou a voz do “Ângelo Toni” foi André Luiz da Fonseca.

Vale lembrar que Ângelo Toni foi muito famoso no início dos anos 1990.

 

TALENTO E CARA DE FAMOSO

Estivemos um pouco afastados. André mudou-se para o nordeste brasileiro onde foi atuar como técnico em eletrônica e voltou para Florianópolis onde montou uma loja de eletrônicos.

Reencontramo-nos através do Facebook e, a partir daí, não perdemos mais o contato.

André tinha uma personalidade cativante. Era humorado e querido com os amigos. Poucos anos atrás, André ganhou uma viagem para a China. Por causa de seu talento notório de eletrônica, André inventou uma captação melhor para determinado instrumento musical e uma empresa chinesa interessou-se pelo projeto.

Enfim, André foi à China ajudar a empresa a produzir o equipamento e aconteceu um detalhe: André não podia andar nas ruas lá da China, pois era sempre parado nas caminhadas. Os chineses pediam autógrafo para ele, pois André tinha cara de gente famosa. DJ Mago contava essa história às gargalhadas. André era famoso por ter “Cara de Famoso”.

 

MÚSICA

Estou escrevendo este texto ao ritmo das lembranças, mas sem precisar períodos. Não sei dizer quando André passou a atuar como DJ, mas foi por décadas e ele se tornou um dos mais requisitados nesta área na Grande Florianópolis. Uma festa com o DJ Mago só podia dar em magia.

 

A VIDA PROSSEGUE, MAS…

Acordo nesta manhã de domingo (05/11/2017) com a triste notícia do falecimento súbito, repentino, inesperado de André.

Seu velório está marcado para às 17h de hoje (domingo, 05/11) no crematório Catarinense.

André deixa sua esposa, Sônia Torino, sua avó nonagenária, mãe e uma legião de incontáveis amigos.

André querido. Vá com Deus, que os anjos o ajudem e até o nosso próximo encontro na vastidão da eternidade. Sim, a morte não é o fim. É um ciclo de reencarnações. Certamente nos próximos anos ou poucas décadas, você irá retornar e mais um mago da eletrônica precoce vai nascer. Escrevo isso lembrando das palavras de sua avó que me disse certa vez que acreditava que seu talento para a eletrônica tinha uma explicação: seus conhecimentos que vinham de várias vidas.

Vá em paz, André, e descanse em paz!

André e esposa Sônia Torino. (Foto Divugação)

 

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