Publicidade

O laudo do IML (Instituto Médico Legal) foi categórico: a causa da morte do menino Murilo Thiesen Machado, 7, ocorrida na manhã de domingo (07/01), na Praia das Cordas, em Governador Celso Ramos, foi por afogamento e não pelo rojão (ou foguete de vara) solto pelo pedreiro Jean Fabrício Hang, preso na ocasião acusado de ter provocado a morte da citada vítima.

Hang ficou preso até o final da tarde de domingo (07/01), na Central de Polícia de São José, até ser liberado pelo delegado Alexandre Carvalho após receber o laudo do IML que, tecnicamente, o redime de responsabilidade pela tragédia.

Agora o processo está sendo realizado pela Delegacia de Polícia de Governador Celso Ramos. O objetivo é responder a questão: até que ponto o rojão solto por Hang, que não negou ter feito uso desse fogo de artifício, foi ou não responsável pela morte da criança?

Segundo o legista, não havia qualquer sinal de pólvora ou de explosão no corpo da criança. Isso ajuda tremendamente na defesa do pedreiro Jean Fabrício. No entanto, o que pesa contra ele são testemunhas que estavam na praia das Cordas naquela ocasião, que afirmaram ter o rojão solto por Hang explodido perto do local onde o pai e a criança encontravam-se.

 

DÚVIDAS

As dúvidas são várias. A primeira é: até que ponto há a possibilidade da criança ter se assustado com o barulho da explosão, caído na água, perdido os sentidos e afogado-se?

A segunda é: será tudo pura coincidência? A criança afogou-se, os responsáveis não haviam percebido, algum breve tempo passou e, por coincidência, o pedreiro soltou o rojão perto do local onde a mesma se encontrava. Então os pais e os frequentadores deram-se conta com a criança desacordada e associaram o desfalecimento do menino com o estouro do rojão? Então, frequentadores foram em cima de Jean Fabrício prendendo-o até a chegada da Polícia Militar, que foi acionada.

Ou seja, dentro dessa hipótese, Hang estava no local e na hora erradas e soltando rojões num dia e local reconhecidamente INAPROPRIADOS.

Ninguém está afirmando nada. Apenas tentando entender, através de hipóteses, para saber o que teria acontecido para provocar a tragédia.

 

DEFESA

Hang concedeu entrevista a uma televisão e disse que usou um foguete de varinha de bambu. “Não tem como segurar essa varinha na mão”, disse sem explicar qual a razão de estar soltando foguete numa praia em plena manhã de domingo.

O ato de ter soltado rojões na praia atraiu contra ele a raiva popular. Agora se isso foi a causa da morte do menino, só a polícia para desvendar o que realmente aconteceu.

O menino Murilo será enterrado em Charqueadas, cidade do interior do Rio Grande do Sul. Sua família havia mudado-se para Palhoça recentemente.

 

Murilo Thiesen Machado, 7, foi enterrado em Charqueadas, interior do Rio Grande do Sul. (Foto Facebook)

 

Murilo Thiesen Machado. (Foto Divulgação Facebook)

 

Segundo o IML, a causa mortis foi afogamento e não explosão do rojão solto pelo pedreiro Jean Fabrício Hang. (Foto Facebook)

 

Jean Fabrício Hang: laudo do IML ajuda na sua defesa, mas o inquérito só está começando. (Foto Facebook)

 

Por que soltou rojões numa praia numa manhã de domingo? (Foto Facebook)

 

Apesar de solto, Jean Fabrício Hang, que admitiu ter soltado rojões, responde inquérito agora sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil de Governador Celso Ramos. (Foto Facebook)
Publicidade