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O julgamento em 2ª instância do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) será no próximo dia 24 de janeiro deste ano. Ocorrerá no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) que decidirá se a condenação do juiz Sérgio Moro será válida ou não.

Ao todo, Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter ocultado a propriedade daquele famoso Triplex do Guarujá, uma propina disfarçada da OAS em “retribuição” por favores que Lula fez para a empresa junto à Petrobrás.

Se condenado, Lula está enquadrado na Lei da Ficha Limpa, o que impediria sua candidatura a presidente em outubro deste ano.

Não importando o resultado, a direção nacional do PT afirma que Lula será candidato sim, pois conseguirá uma liminar para poder disputar a eleição.

 

AVALIAÇÃO

E dias conturbados deverão acontecer na política brasileira. O fato é muito simples: Lula lidera as pesquisas. Para a maioria da população, não importa que Lula seja ladrão ou não. Aliás, ele pode roubar até mesmo abertamente.

Segundo analisou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que é doutor em sociologia, para o jornal O Estado de SP, esse fenômeno explica-se pela palavra “Populismo”. A população pobre vota em que lhe dá vantagens, no caso de Lula, que, quando governou, distribuiu fartamente o “Bolsa Família”.

Para a população, “todo política rouba”, mas se ele me der “Bolsa Família”, cesta básica e outras vantagens, eu voto nele mesmo sabendo que se trata de um corrupto. Esta é a mentalidade do eleitor pobre e isso é explicação bem simples do fenômeno.

Segundo Fernando Henrique, no “Populismo”, a meta dos políticos populistas é tirar dinheiro dos impostos cobrados pela população que trabalha para usar no financiamento de “Bolsas Famílias” e outras vantagens a serem dadas à população mais carentes. Como esta é mais numerosa, essa população garante a eterna eleição dos políticos “populistas” e o país entra num ciclo vicioso de corrupção, altos impostos, degradação moral e econômica.

 

TEMER: O “CABO ELEITORAL” DE LULA

E a coisa não para por aí. O governo Michel Temer (PMDB), que articulou a derrubada da incompetente presidenta Dilma Rousseff em 2016, ainda não disse para que veio. O fato é que nunca a gasolina ficou tão cara. Tirando a Previdência e alguns pontos da legislação trabalhista, não apresentou uma ampla reforma política, tributária, judiciária, eleitoral e outras mudanças para modernizar o Brasil e tirá-lo do atoleiro de atrasos em que está afundado.

Para a população pobre, a mentalidade é simples. Na época de Lula, a vida era melhor. Tínhamos “Bolsa Família”, emprego, comida em casa. Dilma caiu porque não soube administrar como Lula e, agora, com Temer, a coisa ficou pior ainda. Só a gasolina, por exemplo, está mais de R$ 4,00 o litro, um absurdo. Então, a solução é a volta de Lula.

A população pobre, em sua maioria, não faz a ligação entre a crise econômica com Lula, ou seja, para que a “bomba” explodisse na mão de Dilma Rousseff, reeleita em 2014, os erros surgiram na época de Lula e este foi convivente com o verdadeiro saque à Petrobrás e outros órgãos públicos. Também a população pobre não faz a conexão com o fato de que Lula não fez nada; apenas “surfou” na onda das providências deixadas pelo antecessor, Fernando Henrique Cardoso.

Conclusão de tudo: dentro da legislação absurda em vigor no Brasil, é bem possível que Lula seja condenado, mais continuará dentro do páreo eleitoral e com chances reais de ganhar.

 

RACHANDO O PAÍS

Isso vai rachar o país porque entre 30% a 40% da população simplesmente não o aceita. Mesmo podendo ganhar a eleição, 30% a 40% de uma população total de 207 milhões, Lula conta com milhões de cidadãos que simplesmente não o aceitam em hipótese alguma.

Por isso, ao invés de baixar a poeira da crise, só acentuará. Vale lembrar o caso da Venezuela. A pobreza lá é a maioria e deu sustentação ao regime de Chavez/ Maduro. A classe média não o aceitou, mas, como não tem maioria, não derrubou nas urnas o notório regime corrupto e incompetente do Chavismo.

Resultado: a Venezuela vive uma crise em precedentes. E talvez isso possa ser algo que o Brasil possa experimentar no futuro caso não acabe com a “jararaca” chamada Lula.

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