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Claudenir de Oliveira, 32, conhecido como “Pataxó”, o frentista de Antônio Carlos que “sumiu” em 29 de dezembro do ano passado por causa de uma paixão da internet, agora está de volta à cidade. Além de vida nova e esquecer a breve “loucura”, Claudenir procura um novo amor, de preferência que seja de Antônio Carlos e, quem sabe, tenha a mesma paixão dele por ciclismo.

Oliveira sumiu repentinamente da cidade. Era 29 de dezembro do ano passado. Os amigos apelaram para as redes sociais em busca de informações sobre o paradeiro do frentista. Pensaram até que, num dos treinos de Claudenir (ele costumava fazer longos passeios de mountain bike por estradas interioranas de Antônio Carlos), ele pudesse ter sido assaltado e morto já que tinha uma bicicleta esportiva de grande qualidade e caríssima.

Na realidade, ele havia vendido a bicicleta às pressas e, com o dinheiro, comprou uma passagem aérea para Fortaleza, no Ceará. Embarcou no aeroporto Hercílio Luz e nem avisou a família.

Ele mantinha pela internet contato havia por volta de um ano com uma moça da cidade de Viçosa do Ceará, interior daquele estado nordestino, e resolveu conhecê-la pessoalmente. Seus planos eram procurar um emprego lá e casar-se.

No entanto, a saudade apertou e sua mãe, que mora em São Pedro de Alcântara, convenceu-o a voltar para Antônio Carlos, onde ele vivia num apartamento alugado no centro daquela cidade, perto do seu antigo local de trabalho.

Além do mais, as condições de vida no interior do Ceará deixaram-no impressionado. “Lá é muito quente. Não tem coleta de lixo. Os cearenses jogam lixo em tudo quanto é canto. Quando eu estava com ela (referindo-se à moça daquele estado), na casa dela não havia cama para dormir. Eles dormem em rede. No banheiro, não dá para tomar banho porque não tem chuveiro. Só com balde”, conta.

Falando em linguagem popular: percebendo que se encontrava numa “roubada”, como se diz na gíria, Claudenir viu que o negócio era mesmo cair fora o mais rápido possível.

 

RETORNO

O apelo de sua mãe, de intensa saudade do filho, foi o suficiente retornar o mais rápido possível. Aliás, o retorno se deu no dia 7 de janeiro último, há quase três semanas. Com relação ao trabalho, Oliveira conta: “Eu estou esperando o gerente do posto me ligar. Eu estive hoje a tarde (ontem, quinta, 25/01) no posto falando com o gerente. Aí ele vai falar com a dona do posto e me dar uma resposta”.

Oliveira torce para que os antigos patrões o perdoem pela “loucura” de abandonar tudo de repente e ir parar no Ceará por causa de uma “paixonite” de internet. Se houver o perdão, certamente o frentista não voltará mais a fazer uma loucura dessas. Pelo menos, vai avisar sem deixar ninguém aflito pensando que alguma coisa ruim aconteceu a sua pessoa.

Eu gostaria também de pedir desculpas às mulheres de Antônio Carlos sobre o que disse. Não era minha intenção”, conta Claudenir.

É que em entrevista a este jornal, Oliveira justificou a sua ida ao Ceará devido ao fato de não conseguir uma namorada em Antônio Carlos, cidade onde vive desde a tenra infância. Na realidade, ele é muito tímido. Daí a dificuldade de relacionamento.

Mas Claudenir não quer falar mais sobre isso. Quer esquecer tudo e tocar a vida prá frente. O negócio é passar uma borracha.

Atualmente morando na casa de sua mãe, aguarda a resposta do posto de gasolina para voltar a trabalhar e anuncia que está a procura de um amor.

Ele continua a manter o ritmo de atleta (cuida bem da alimentação e faz exercícios físicos diariamente). Nunca relaxou a aparência. Pelo contrário. Mas o que ele gostaria mesmo é ter uma namorada perto e não no outro lado do país, numa Ceará da vida (ainda bem que não foi no Amapá, perto da fronteira com a Venezuela!)

Portanto, a moça que se interessar por ele, não tenha vergonha e contate-o pelo whattsapp. Conversar não arranca pedaço. O número dele é (48) 9-9857-6770.

 

Claudenir vendeu esta bicicleta Mountain Bike por R$ 1 mil para pagar passagem de avião de Florianópolis ao Ceará. (Foto Divulgação)

Claudenir é ciclista amador. (Foto Divulgação)

 

Frentista adorava longas pedaladas e visitar lugares distantes. (Foto Divulgação)

 

Claudenir e namorada cearense: a distância e a saudade da família não permitiram que esse amor tivesse maior duração. (Foto Divulgação)
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