Joceli Coan, popular “Celi”, antigo dono do restaurante São Miguel, atuante na Acibig (Associação Empresarial de Biguaçu) e futebolista, leu a reportagem anterior sobre a possibilidade, ainda neste ano, de ser inaugurada FINALMENTE a primeira linha de transporte coletivo marítimo.

Conforme escrito antes, deverá ser inaugurada uma linha de catamarã entre Florianópolis a São José. Os passageiros irão embarcar no trapiche a ser reformado no Centro de Eventos CentroSul, na baía sul de Florianópolis, e irão para o trapiche da Praia da Ponta de Baixo, em São José.

Tudo lindo, maravilhoso, “bacana”, ainda mais que o cataramã, que transportará 176 passageiros sentados, oferecerá ar condicionado (uma bênção no verão), Wi-Fi (uma maravilha tecnológica indispensável nesses tempos de smart phones disseminado a todos) e TV (uma distração durante a travessia).

No entanto, a previsão é que a tarifa custará R$ 10,00, o que é muito caro para os bolsos dos trabalhadores da Grande Florianópolis que precisam deslocar-se para a capital.

Joceli Coan, que conhece muito bem o Rio Grande do Sul, também ficou p. da cara com essa história de tarifa de R$ 10,00. Eis aqui seu breve depoimento: “Caríssimo !!! A travessia entre as cidades de Rio Grande e São José do Norte, no sul do Rio Grande do Sul, extensão de seis quilômetros, com catamarã com capacidade para 200 pessoas, custa R$ 3,20 (três reais e vinte centavos). O serviço funciona de 30 a 30 minutos durante a semana e de hora em hora aos finais de semana, das 6h da manhã às 23h. É um transporte rápido e super eficiente com preço justo.”

Então vamos analisar. A distância do CentroSul (Florianópolis) até a praia da Ponta de Baixo (São José) é de 8 quilômetros. Já a distância entre Rio Grande e São José do Norte (RS) é um pouco menos- 6 quilômetros. Mas o catamarã gaúcho transporta 200 passageiros enquanto a futura embarcação que deverá atender na Grande Florianópolis carrega 176, um pouco menos.

No entanto, nada explica tamanha diferença de tarifa. Se em Rio Grande funciona o serviço há tanto tempo, como é que prefeitura de Florianópolis não enviou uma equipe de pesquisa para visitar in loco e pesquisar o transporte marítimo daquela cidade do Rio Grande do Sul? Se eles conseguem oferecer o serviço a uma tarifa de R$ 3,20, conforme testemunha Celi, como é que em Florianópolis, uma ilha situada no mesmo país chamado Brasil, não consegue oferecer o mesmo serviço com tarifa mais acessível?

Muito obrigado pelo testemunho, Celi.

Celi Coan. (Foto Divulgação)

 

Transporte Marítimo não poderia ser mais barato?