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Em seu site oficial, a prefeitura de Biguaçu publicou ontem (segunda, 19/02) uma nota de pesar pela morte (estúpida, revoltante, absurda…) do jovem taxista Fernando Meira Goulart, assassinado  num latrocínio.

Nada contra a prefeitura publicar nota de pesar, expressar os pêsames à família da vítima.

Mas gostaria de lembrar que o JBFoco, conforme a matéria que o leitor poderá conferir na página 7 desta edição, publicou mais ou menos 10 anos atrás, talvez menos, reportagem em que os taxistas de Biguaçu reivindicaram apoio da prefeitura para que conseguissem uma linha de crédito especial para poder instalar “gaiolas de proteção”.

 

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Sim, uma década atrás, os taxistas de Biguaçu já sofriam na pele a insegurança de estar trabalhando e poder, a qualquer momento, ser alvo de assaltos.

Mas a prefeitura, pelo jeito, não fez nada, empurrou com a barriga e deixou a coisa rolar.

Agora, como se vê, eis que a tragédia se consumou. Se a prefeitura tivesse batalhado para convencer o governo do Estado ou a União para a liberação de empréstimos bancários especiais para que os taxistas instalassem gaiolas de proteção, hoje não estaríamos chocados com a morte do taxista Fernando.

A melhor homenagem que a prefeitura possa fazer hoje por Fernando não é publicar uma “Nota de Pesar” para depois, daqui a uma semana, esquecer o assunto e continuar a mesmice de sempre. Que a morte de Fernando não seja em vão. Os taxistas merecem e precisam e têm de ser ajudados a conseguirem as gaiolas de proteção para que possam trabalhar em paz e não serem os próximos “Fernando”.

Pensem nisso. A tragédia é o momento em que temos de repensar e não seguir os erros da falta de planejamento e organização.

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