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Quando noticiamos no site www.jbfoco.com.br ontem (segunda, 19/02) sobre a morte do taxista Fernando Meira Goulart, 30, lembramos de uma reportagem que publicamos por volta de 10 anos atrás com taxistas de Biguaçu. Relembramos.

Fernando foi encontrado morto com um tiro no tórax, dentro de seu táxi, na avenida Leoberto Leal, bairro Barreiros, São José, por volta das 3h20 da madrugada de ontem (segunda, 19/02). Literalmente ele foi um “alvo fácil” para o passageiro bandido que a vítima estava transportando. Como não havia “gaiola de proteção”, foi a coisa mais “fácil” do mundo o bandido atirar no motorista. A polícia tem indícios que a tragédia foi um caso de latrocínio, como se chama juridicamente roubo seguido de morte.

Mais ou menos uma década atrás, o JBFoco ouviu inúmeros taxistas de Biguaçu que estavam reclamando justamente da falta de segurança. Sim, o JBFoco publicou a respeito disso. Na época, os taxistas reivindicavam uma linha de crédito especial para poder equipar seus táxis com aquelas “cabines de proteção”, ou seja, o motorista ficaria dentro de cápsula com vidros a prova de balas. O passageiro pagaria a viagem e o motorista acionaria a chave para que a porta se abrisse.

A tal gaiola é cara, mas, se tivesse algum crédito bancário compatível, esses profissionais que atendem a população poderiam adquirir e pagar em suaves prestações. Afinal de contas, eles trabalham e pagam suas contas.

Na ocasião, os taxistas pediam o apoio da prefeitura de Biguaçu para viabilizar a ideia, ou seja, a linha de crédito para a implantação de tais cabines.

 

EMPURRANDO COM A BARRIGA

Pois é! A coisa morreu na casca, houve o famoso “empurrar com a barriga”, “deixa como está para ver como é que fica” e não ficou e a coisa caiu no esquecimento. As autoridades nada fizeram a respeito.

Agora eis que houve uma tragédia. Fernando era jovem, solteiro. Seguiu a profissão do pai, que atua em São José.

Infelizmente no Brasil não há a política da prevenção e da organização. Quem não acha que os taxistas não podem um dia ser vítimas de assaltantes?  Será que é preciso ser Nostradamus para prever que, algum dia, um taxista pode ser rendido por bandido(s) passando-se por passageiro(s)?

E aí, prefeituras, governo do Estado e União? Por que não há uma linha de crédito especial para taxistas e agora para motoristas de Uber poderem trabalhar protegidos em cápsulas dentro de seus carros?

Tem que acontecer tragédias para tomarem alguma providência? Até quando vamos continuar vivendo desse jeito, no mais absoluto “deixa como está para ver como é que fica”.

 

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