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Em dezembro de 2000, eu, Ozias Alves Jr, editor do JBFoco, publiquei uma reportagem especial sobre a comunidade negra do bairro Prado, em Biguaçu. Quem quiser conferir, o link dessa matéria é http://oziasjornalismo.blogspot.com.br/2008/01/comunidade-negra-do-prado-biguau-100.html (infelizmente não possui fotos).

Até ai, nada demais. Tratava-se de uma reportagem sobre a comunidade em questão, sua gente, suas reivindicações, alegrias, talentos, história etc.

Na época, registrei rapidamente algumas peculiares histórias de assombração contada por aquela comunidade. Aliás, aqui a reprodução do que publiquei na ocasião, conforme o leitor pode verificar ipsis litteris:

O bairro de Prado tem suas histórias folclóricas. São a dos 1) misterioso(s) macaco(s), 2) cachorrão preto/ lobisomen? e 3) a carroça/caminhão e kombi sem motorista. 
Não são histórias dos negros. São do bairro. Aqui foi contada pelos entrevistados dessa reportagem sobre a comunidade negra, mas o leitor não confunda como histórias exclusivas dessa etnia.
A entrevistada Juracir Cecília Silva, 67 anos (idade em 2000), conta que no meio da madrugada aparecia uma carroça sem cavalo puxando com sete macacos batendo lata. A misteriosa carroça vinha de São Miguel. Já de Três Riachos, vinha outra carroça, mas com apenas um macaco gigante.
Já Miguel Manoel dos Passos, 65 anos, relata que muita gente já viu a tal “carroça fantasma” vinda de Três Riachos puxada por dois cavalos brancos e conduzida por um macacão bugio sentado na boléia.
A outra história é a de um misterioso cachorrão preto que aparece de madrugada. Miguel Passos conta que já viu o tal animal que para alguns trata-se do lobisomen. “Isso aparecia antigamente quando não tinha luz elétrica”, salienta Miguel. Outro entrevistado, Felipe Emílio da Conceição, 88 anos, morador antigo do Prado, também diz que já viu o misterioso cachorro.
A terceira lenda é a carroça que passa pela rua principal do Prado sem condutor. O mistério continua. Hoje o povo local conta que, volta e meia, no meio da noite, passam um caminhão e um kombi pela rua principal da região sem motorista dirigindo.
É outro tema interessante para estudos.”

 

Ser misterioso em forma de macaco que aparece de madrugada alimenta folclore paranormal no bairro Prado, em Biguaçu. (Foto Google Images)

MISTÉRIO

Na época, não dei importância a não ser registrar as histórias folclóricas. Conforme visto, alguns entrevistados falaram abertamente a respeito desses seres misteriosos assombrados.

Por que estou falando a respeito? A razão é simples. Um casal contatou-me para dizer que recentemente presenciou a passagem da uma carroça pelo bairro Prado por volta das 3h da madrugada ao som de batidas de lata.  Terá sido o lendário espírito do(s) “Macaco(s) do Prado”?

O casal pediu para não ser identificado. O motivo é não ser alvo de chacotas dos amigos e vizinhos. No entanto, eles garantem que a lenda tem algum fundo de verdade.

Registro aqui o depoimento do casal, que solicitou que também o nome de sua rua não fosse mencionado observando que, se viesse a ser revelado, alguns vizinhos irão identificá-los e novas chacotas poderão ocorrer. O que podemos informar é que a rua fica no bairro Prado, nas proximidades da sede da Auto Pista Litoral Sul.

DEPOIMENTO

“A história do fantasma de um macaco conduzindo uma carroça e fazendo barulho com lata no meio da madrugada é antiga na nossa região. Os mais antigos contam e tem gente que jura que viu. Esses fantasmas passam pela rua 13 de Maio vindo de Três Riachos e dizem também que há outros que vêm de São Miguel”, conta o homem de meia idade.

“Não faz muito tempo que eu e minha esposa testemunhamos a passagem dessa carroça com batidas de lata. Era de madrugada, por volta das três horas da madrugada. Estávamos dormindo quando de repente acordamos eu e ela assustados. Tínhamos a impressão de que alguma coisa fora do comum estava passando pela nossa rua”, relata.

“Nós já havíamos escutado a lenda, mas não dei muita bola porque pensava que era lenda. Eu pensava assim até aquela noite quando escutamos nitidamente o som da batição de latas com o som de alguma coisa arrastando parecido como uma carroça. Sim, era uma carroça. Eu escutei nitidamente. Também escutei um som de algazarra, mas não era de gente. Era de animal, parecido com o de macacos”, observa.

Indagado se chegou a sair de casa para observar a rua com o objetivo de saber de onde vinha aquele barulho estranho no meio da madrugada, o homem disse que não teve coragem.

“O barulho da lata era muito nítido como também de que quem batia não era humano. Do que ouvi, eu não tenho a mínima dúvida. É verdade que eu não tive coragem de ir na rua como também minha esposa. Ficamos com muito medo. Por morarmos muito tempo aqui no bairro (Prado), conhecíamos a lenda e naquela noite tivemos a confirmação, pelo menos auditiva, de que é verdade. A lenda é real”, acredita o entrevistado.

CONCLUSÃO

Como a lenda existe, tem um bom número de relatos, alguns dos quais de testemunhas oculares, quando ouvimos o relato do casal mencionado, apesar de que afirmaram que não viram, mas sim “escutaram”, resolvemos registrar porque pode ajudar pesquisadores de fenômenos paranormais a reunir dados sobre o assunto.

O JBFoco está a disposição de moradores do bairro Prado que porventura tenham visto ou ouvido o fenômeno de seres paranormais na região. Quem quiser o sigilo, daremos. O que gostaríamos é que as testemunhas contem suas histórias a respeito. Entrem contato pelo fone (48) 9-9616-7773 ou pelo e-mail ozias@jbfoco.com.br.

Como diz o ditado, “no creo em brujas, pero que hay, hay” (tradução: não acredito em bruxas, mas que há, há).

Quem pode garantir que tais seres misteriosos não possam existir? Até que ponto é possível afirmar que tais coisas não existem?

 

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