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É rir prá não chorar. O posto de saúde do bairro Prado, aquele construído pela prefeitura no alto de uma pedra e sem um acesso para os usuários, ainda continua gerando “piadas” nos noticiários estaduais. A polêmica da vez é com relação ao elevador.

Numa reportagem de televisão quarta-feira passada (28/03), o secretário de saúde da prefeitura de Biguaçu, Heron Pereira, disse que o elevador do posto não foi instalado em fevereiro último porque a empresa “não entregou”.

A televisou entrou em contato com a empresa que ganhou a licitação para instalar o elevador disse o contrário: que não instalou porque a obra do fosso não estava pronta.

E a coisa não para por aí. A própria prefeitura alega que o elevador estará em funcionário entre cinco a seis meses. O quê? Meio ano para instalar e colocar em funcionamento um elevador?

 

OBRA

Não temos dados exatos, mas a construção do novo posto de saúde do bairro Prado já rola entre dois a três anos, acreditem se quiser. O antigo posto que havia na região, no início da rua 13 de Maio, ao lado da oficina Déco, foi desativado. Desde então os moradores do Prado são obrigados a se locomoverem até o centro de Biguaçu para serem atendidos no posto de saúde de lá.

No início, a construção até que foi rápida, mas um “pequeno” detalhe não foi visto: o acesso.

O posto foi construído em cima de uma pedra e a porta de acesso ficou a cinco metros do chão. Mas a prefeitura não havia providenciado o acesso, isto é, a escada ou rampa.

 

TAPEAÇÃO

Chama a atenção que a prefeitura alega que a obra foi planejada em “duas etapas”. Uma era a construção do posto de saúde em si e a outra era a via de acesso.

Estou desconfiado que é outra história prá boi dormir. Não havia nada previsto. Mandaram fazer a obra sem ater-se ao detalhe do acesso. Quando se deram conta, a polêmica estourou. Tudo o que está acontecendo é fruto do improviso e da falta de planejamento puro e simples.

 

ELEVADOR

Não é um posto de saúde fora do comum, mas a obra, segundo informa a citada reportagem de TV, já está orçada em R$ 660 mil, isto é, um valor nada desprezível. A escada (que não tem corrimão até o presente momento) e o elevador aumentaram em R$ 150 mil o valor da obra.

Agora analisem bem. Quanto é que o elevador vai gerar de despesas extras para o posto? Nem estou falando do aumento nos custos de eletricidade no posto em si, mas na manutenção.

Hoje em dia a luta é para economizar, otimizar, fazer planejamento inteligente e, em Biguaçu, pelo jeito, a coisa é ir pelo sentido inverno.

 

ATRASO

E se não bastassem o custo de R$ 660 mil (dinheiro este que, se for bem analisado, daria para construir quase dois novos postos de saúde- afinal de contas, nem é um edifício de dois, três ou mais andares, não é?), a população do bairro Prado está saindo prejudicada por causa do atraso. No mínimo, este posto já deveria estar funcionando há um ano.

O posto de saúde do Prado reuniu todos os elementos do que não deveria ocorrer numa administração séria: planejamento, menos custos, menos improviso, menos atrapalhações.  (Décio Baixo Alves. E-mail: decio@jbfoco.com,br).

 

Foto tirada em fevereiro do ano passado. A posto já estava pronto. Mais de um ano passou e ainda a obra está sendo feita, sem prazo de término. (Foto JBFoco)

 

Obra do Posto de saúde do bairro Prado virou uma piada no Estado. (Foto JBFoco)

 

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