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O vereador Nei Cláudio da Cunha (PPS) apresentou nesta semana um requerimento sugerindo a criação de um programa de instalação de lixeiras subterrâneas em Biguaçu.

Não é algo fora do comum, porém, dentro da falta de ideias, projetos e iniciativas criativas em Biguaçu para lidar com o problema do lixo na cidade, a ideia simples e inspirada numa inovação que o ex-governador do Estado, Raimundo Colombo, viu em Portugal, já salta aos olhos dentro do “deserto” de ideias em que vivemos.

Biguaçu sedia o aterro sanitário da Estiva, no norte do município, fundado em 1991. Trata-se do MAIOR ATERRO DE LIXO de Santa Catarina. Sim, Biguaçu é a “Capital do Lixo” do estado de Santa Catarina.

Já que somos a “Terra do Lixo”, Biguaçu deveria ser a cidade mais avançada em termos de reciclagem e ideias avançadas para reaproveitamento de resíduos.

Mas por que estou falando disso?

REQUERIMENTO

Contendores de lixo. (Foto Google Images)

 

 

 

O vereador Nei Cláudio da Cunha (PPS) apresentou nesta semana a indicação nº 691/2018 sugerindo a criação do “programa de lixeiras subterrâneas e contentores de uso coletivo no município.”

Traduzindo: que Biguaçu tenha espalhado na cidade uma rede de “Lixeiras Subterrâneas” e contendedores, aquelas caixas especiais para armazenamento e transporte de lixo.

De onde Cunha tirou a ideia das “lixeiras subterrâneas”?

 

LIXEIRAS SUBTERRÂNEAS

Não faz muito tempo que o ex-governador recém saído do cargo, Raimundo Colombo, conforme dito antes, esteve em Portugal e conferiu naquele país a existência de lixeiras subterrâneas, que nada mais são do que contendores de lixo guardados em buracos concretados. O lixo ali é guardado por algumas horas, não mais do que um ou dois dias.

Por que subterrâneo? Para não haver a poluição visual das latas e sacos de lixo acumulados nas ruas. Fica dentro do buraco, ninguém vê e os caminhões de lixo logo retiram.

É uma solução simples e boa, que deveria ser implantada em Biguaçu e esta é a proposta do vereador Cunha.

 

FALTA DE VISÃO

Biguaçu já não é a “Terra do Lixo”? Já não faz o “trabalho sujo” de ter de depositar o lixo da capital Florianópolis e de dezenas de outras cidades no aterro da Estiva?

Se a prefeitura de Biguaçu quisesse implantar o projeto das “lixeiras subterrâneas”, não poderia apresentar o projeto ao governo do Estado? Não poderia contar com a empresa administradora do Aterro Sanitário da Estiva para esse projeto?

Na realidade, a atual gestão não tem ideias, nem vontade para buscar inovações para o lixo em Biguaçu.

Não pode ter um terreno livre para que o povo jogue lixo Clandestino. (Foto Arquivo JBFoco)

FALTA DE INICIATIVAS

Prefeitura precisa criar um serviço de Papa Entulho gratuito para que acabar com o lixo Clandestino. (Foto Arquivo JBFoco)Em Biguaçu, a “Terra do Lixo”, o povo joga restos de materiais de construção nos terrenos baldios. Tentar atrair uma empresa de reciclagem para reaproveitar restos hoje jogados no meio ambiente nem pensar.

Uma medida simples de colocar coletores de bitucas de cigarro, principalmente perto de bares e outros pontos de maior concentração de gente, nem passa pela cabeça dos atuais administradores da cidade.

Promover uma campanha criativa e inteligente, quem sabe até uma competição, para incentivar a reciclagem de lixo, quem sabe estabelecendo uma meta de 10 ou 20 anos em busca do “Lixo Zero”, isto é, “100% de reciclagem do lixo” dentro de um prazo pré-estabelecido, nem passa pela cabeça.

Buscar reunir artigos, relatos, reportagens de televisão, experiências de outras cidades ou pesquisadores sobre como eles implantaram projetos bem sucedidos de reciclagem de lixo?

Enfim, trocando em miúdos: a atual gestão é de uma mediocridade latente, pois não aproveita o fato de Biguaçu ser a “Terra do Lixo” para alavancar ideias para buscar verbas e projetos com o objetivo de justamente ter uma gestão eficiente e sustentável para o lixo.

DE “PROBLEMA” PARA “SOLUÇÃO ECOLÓGICA”

E voltando ao Nei Cunha, ele, dentro da sua simplicidade, apresenta ideias e, entre elas, a das lixeiras subterrâneas. Se fossem implantadas, já seriam um grande avanço.

Cunha está de parabéns! O que falta a Biguaçu para ser mais dinâmico para lidar com o desafio do lixo e de como transformá-lo de “problema” para “solução ecológica”?

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