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Mais ou menos R$ 327 mil deixarão de entrar nos cofres da prefeitura de Biguaçu em junho por causa da greve nacional dos caminhoneiros, que durou uma semana.

De onde vem essa soma? É que a Central de Distribuição de Combustíveis da Petrobrás em Santa Cruz, em Biguaçu, também chamada de “Transpetro”, deixou de abastecer combustíveis durante a greve, pois o acesso estava fechado pelos manifestantes.

De cada carregamento de combustível que sai da Transpetro, é cobrado ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e uma alíquota é reservada para a prefeitura do município onde a base de distribuição está instalada, no caso Biguaçu.

Como são mais ou menos R$ 3,8 milhões de movimentação de combustíveis que saem da base, a cada dia a prefeitura de Biguaçu arrecada R$ 46,7 mil em ICMS. Como a base ficou uma semana paralisada, a prefeitura vai deixar de arrecadar R$ 327 mil mais ou menos.

“Estamos preocupados com a situação. Além dos problemas causados nos serviços prestados à população durante a paralisação, aqui em Biguaçu temos um impacto ainda maior com a queda da arrecadação. Existe uma preocupação do Governo do Estado com a diminuição do ICMS mas a nossa preocupação é muito maior. Além da Transpetro, várias outras empresas estão com os serviços e produção prejudicadas. Nós estamos na ponta e temos que manter os serviços funcionando”, observou o prefeito Ramon Wollinger.

PREOCUPAÇÃO

Mas, na realidade, Ramon tem de estar preocupado com o “Plano B”. Conforme noticiado pela imprensa nacional em abril deste ano, a Petrobrás pretende fechar várias bases de distribuição e a de Biguaçu deverá estar no plano de cortes. A estatal deverá preservar a base de Itajaí, isto é, os caminhões tanques que antes transportavam combustíveis de Biguaçu deverão ir àquela cidade. As operações do litoral catarinense deverão ficar concentradas em Itajaí.

Em resumo: saindo a Transpetro de Biguaçu, qual será o “Plano B” do município para conseguir empresas que possam compensar a perda de impostos que deverão cessar com saída da Petrobrás da Grande Florianópolis?

A cidade precisa pensar numa solução, pois o “baque financeiro” será muito grande.

 

John Kennedy tinha razão: a base da Petrobrás de Biguaçu será vendida ou fechada

 

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