Em São José, o ex-vereador, o professor Marcos Canetta, apresentou um projeto de lei que deu a maior polêmica na época: decretar que menores de 18 anos não podem circular na cidade após às 22h sem estarem acompanhados de seus pais ou responsáveis.

Canetta foi criticado acidamente, mesmo tendo ele explicado que o objetivo é combater a delinquência juvenil e dar mais segurança aos menores.

Pois é! Lembrei-me dele ao ler a notícia sobre a morte do adolescente Marcos Júnior Graff Machado, de apenas 16 anos, ocorrida na madrugada do último sábado (02/06), num bar em frente ao campus da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), em Florianópolis.

No meio da festa, houve uma briga, alguém sacou arma e começou a atirar. E o adolescente Marcos Júnior, que não tinha nada a ver com o rolo, que não tinha passagens policiais, enfim, um menino tranquilo que estava no local apenas para se divertir, foi atingido pelos tiros e morreu, enfim uma grande tragédia.

 

DESABAFO

Ênio de Oliveira Mattos, ex-delegado de Biguaçu e hoje responsável pela delegacia que investiga assassinatos em Florianópolis, desabafou: “Estes adolescentes, ao invés de estarem em casa, na madrugada ficam bebendo.”

O que dizer dessa declaração do delegado? Criticá-lo? Claro que não, pois ele tem toda a razão. Aliás, o ex-vereador de São José, Marcos Canetta, tinha razão quando defendeu a lei do “Toque de Recolher” dos menores depois das 22h, projeto este que foi rejeitado na época.

É verdade que não é fácil. Os jovens querem sair, divertir-se, namorar. Estabelecer uma lei de “Toque de Recolher” de menores é uma ideia drástica e polêmica que fere o direito de ir e vir dos jovens, mas é algo tão “absurdo” assim dentro da perspectiva da política de combate à delinquência.

Vale lembrar que jovens andando de madrugada pelas ruas é um convite ao consumo de álcool e drogas, a participar de crimes (tráfico e roubo) ou estar vulneráveis à violência, como foi o caso citado do adolescente Marcos Júnior, um inocente que estava no lugar errado e na hora errada.

Cidades como Guarapari (ES), Bela Vista (MS), Caracol (MS), Guaxupé (MG), entre outras, já implementaram toques de recolher de menores.

É de se pensar. Em nome da proteção dos nossos jovens (mesmo com protestos), não é de descartar ideias como toque de recolher e outras medidas.

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