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Que ROMBO é esse, Ramon?

 

No último dia 11 de julho, o secretário de Administração Daniel da Luz realizou uma audiência pública atendendo a lei de responsabilidade fiscal.

Nesse encontro, que teve a presença de várias autoridades políticas, um fato marcou: oficialmente a PMB (Prefeitura Municipal de Biguaçu) ASSUMIU um rombo de R$ 12 milhões na saúde em apenas 4 meses. O que se arrecadou (R$ 18 milhões) e o que se gastou (R$ 30,7 milhóes) restou um buraco milionário que equivale a R$ 3 milhões de reais mensais.

 

NADA DETALHADO

 

Daniel Luz: audiência pública. (Foto Arquivo JBFoco)

O secretário Daniel Luz trouxe esses dados de forma genérica. Não trouxe nenhuma planilha detalhada dos gastos na saúde que justificassem esse déficit milionário. Não se sabe se houve algum transporte de paciente com “Rolls-Royce” ou se Biguaçu hospedou pela secretaria de saúde enfermos no hospital Sírio Libanês em São Paulo.

O que ficou claro e Daniel Luz fez o seu papel constitucional de funcionário público, foi mostrar a realidade em que se encontra a saúde na cidade. Até porque se esse ROMBO continuar do jeito que está em um ano o prejuízo chegará a casa dos R$ 36 milhões de reais. É muito dinheiro para um município onde a saúde é criticada por causa de falta de remédio, médico e atendimento rápido.

TEM DIFERENCIAL?

Secretária Gê: explicação sobre o ROMBO de R$ 12 milhões. (Foto Arquivo JBFoco)

A LEI manda que o gasto em saúde tem que ser de 15%. Biguaçu gasta mais de 22%. A pergunta é: se a cidade gasta mais, a tendência é que os serviços sejam em maior número e a qualidade melhor.

Infelizmente é o que não acontece. A reclamação com a falta de remédios é constante. O posto de saúde do Prado, por exemplo, ainda não está em funcionamento e a ISEV, entidade que recebia R$ 850 mil reais por mês para administrar os postos de saúde, só deixou ações trabalhistas e um bocado de dúvidas sobre receber sem ter, pelo jeito, as negativas em dia.

O relatório do CGU mostra coisas cabeludas. Ou seja, Biguaçu gasta mais em saúde e oferece serviços medíocres, principalmente depois que assumiu a secretária Gê, que não tem qualificação técnica e, pelo jeito, tornou-se mais uma marionete política no processo.

Essa gente vai ter muito ainda o que explicar sobre terceirizações, rombos e falta de transparência.

 

QUALIDADE x ROMBO

Existe, segundo a própria prefeitura, um rombo de R$ 12 milhões nas contas da saúde. O questionamento é se a qualidade da saúde em Biguaçu justifica esse déficit. Gastasse muito e se oferece um serviço de terceiro mundo.

Agora contrataram um empresa para administrar a UPA que, se ninguém provar o contrário, nem sede tem. Um rombo desse, ou seja, gastar a mais do que se arrecadou, só se justificaria se levassem a população de Biguaçu a um serviço de excelência na saúde, o que efetivamente está longe de ser.

Os vereadores da oposição estão no caminho certo em obrigar a secretária de saúde a explicar bem direitinho sobre esse rombo milionário no legislativo municipal. Era só o que faltava a ala de sustentação de Ramon na câmara barrar essa solicitação de explicação. Quem não deve não teme. Até porque são verbas federais em discussão.

SAÚDE DOENTE

 

UPA: nova gestora tem sede própria? (Foto Arquivo JBFoco)

A saúde de Biguaçu está doente e precisa de esclarecimentos. Os todos poderosos que administram a cidade estão nem aí para questionamentos e subestimam a inteligência dos biguaçuenses. Tem a certeza da impunidade e com os desmandos.

R$ 12 milhões de ROMBO, sem informar se tem ou não negativas e, mesmo assim, pagamentos mais um saúde em frangalhos são os ingredientes da incompetência generalizada em que está a administração de Biguaçu.

Vale lembrar que Biguaçu tem licitações milionárias de banheiros químicos (quase R$ 1 milhão), marmita (quase meio milhão de reais), publicidade (750 mil reais) e posto de saúde do prado sem estar funcionando (R$ 500 mil) e ainda um literal ROMBO DE R$ 12 milhões em apenas 4 meses na saúde de Biguaçu. O cerco está fechando, que o diga a blindagem na nova administradora da UPA Biguaçu.

ISEV

Ramon interdição na ISEV. Rombo de R$ 12 milhões. (Foto Arquivo JBFoco)

Será que é por causa desse ROMBO que interditaram a gestão ISEV na saúde de Biguaçu? Pra quem não sabe, o Instituto Saúde e Vida administrava os postos de saúde da cidade com uma verba de R$ 850 mil mensais. 10% desse valor (R$ 85 mil) era de taxa administrativa. Mesmo assim Biguaçu vivia o caos na saúde com interpelações na justiça do trabalho e falta de medicamentos nas unidades de saúde. Recentemente interviram na ISEV e todas as negociações que se refere a esse setor passou a ficar centralizado nas mãos do prefeito. Será que interditaram a ISEV por causa do Rombo e o Rombo é porque interditaram a ISEV? Uma CPI poderá tirar totalmente essa dúvida.

 

Décio Baixo Alves

E-mail: decio@jbfoco.com.br

 

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