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No início da tarde de terça (14/08), a prefeitura de Biguaçu conseguiu uma liminar assinada pelo desembargador Luiz Fernando Bolleer, do Tribunal de Justiça de SC, determinando que o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Biguaçu (Sintramubi) mantenha os serviços essenciais como saúde, educação e assistência social. Se o sindicato não mantiver um número mínimo de funcionários trabalhando nesse setor durante a greve, a entidade poderá ser multada em R$ 50 mil por dia.

Os servidores entraram em greve na segunda-feira desta semana (13/08) e, mal completou o segundo dia de paralização, o prefeito Ramon Wollinger (PSD) ingressou com esse pedido na justiça.

Os sindicalistas estão indignados, pois, por causa da liminar, eles foram abordados pela polícia na tarde de hoje (terça, 14/08). Para o presidente da entidade, Jorge Eduardo da Silva, foi como se os sindicalistas fossem “bandidos”. De acordo com Jorge, os trabalhadores não podem ser tratados como se fossem “delinquentes” ao mesmo tempo que a prefeitura simplesmente ignorou inúmeras reivindicações dos trabalhadores.

MANIFESTO

Aqui o manifesto do Sintramubi sobre o episódio: “Durante manifestação, no fim de tarde do dia 14/08, a polícia militar abordou aos trabalhadores em greve, com cópia da uma liminar. Estranhamente, a polícia militar já tinha em mãos uma cópia de parte da sentença do juiz, mesmo antes do presidente do sindicato ter sido notificado oficialmente pelo oficial de justiça.

Tal notificação teve origem em uma denúncia apresentada pelo prefeito em relação ao movimento de greve, com o objetivo de amedrontar, coibir e enfraquecer a mobilização. Mesmo que de forma velada, o prefeito tenta utilizar-se da polícia militar como ferramenta para represar uma manifestação que o Executivo considera ilegal.

O sindicato entende que a abordagem junto aos servidores não grevistas e à população em geral não configura qualquer tipo de ameaça. A ideia do prefeito de tentar enfraquecer o movimento, usando das mais variadas estratégias, torna o movimento mais sólido, pois os servidores estão coesos e conscientes do direito constitucional de greve.

Lamentamos muito que, no estado de direito democrático do nosso país, um chefe do executivo, eleito pelo povo, venha sistematicamente se esquivando de participar de mesas de negociação, alegando, muitas vezes, compromissos para ausentar-se, além de usar meios arbitrários e antidemocráticos junto daqueles que prestam relevante serviço à sociedade biguaçuense no seu dia a dia.

Nós do movimento sindical, salientamos que em momento algum da greve e manifestação dos servidores, houve qualquer tipo de agressão, sempre respeitando o direito de ir e vir da população. Igualmente, nenhum de nossos colegas não grevistas foram desrespeitados ou coagidos a aderir ao movimento. Portanto, a solicitação de desocupação do espaço público (a praça) é indevida e descabida.

Ressaltamos que os motivos do movimento são justos e visam a melhores condições de trabalho que, certamente, refletirão em atendimento de qualidade aos munícipes.

Comando de Greve – Sintramubi.

 

CONFIRA A DECISÃO JUDICIAL

 

TJSC-greve-Sintramubi-2018

 

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