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A greve dos servidores públicos de Biguaçu foi encerrada após 11 dias de deflagração. O acordo foi assinado no final da manhã de ontem (quinta, 23/08), no Tribunal de Justiça, em Florianópolis.

Apesar do acordo firmado, os servidores ficaram magoados com o prefeito Ramon Wollinger (PSD), pois este cidadão é do tipo “Vale Tudo”. Para ele, “os fins justificam-se os meios”.

O que chamou a atenção nesta greve foi o artifício do prefeito para literalmente “ganhar no grito” independente se tinha ou não razão para tal: apresentar “histórias” para influenciar a justiça a assinar decisões que o favorecem.

Por exemplo, um dos argumentos do prefeito Ramon Wollinger (PSD) num pedido de liminar que ele ingressou no Tribunal de Justiça (TJ) foi que o grevistas ligados ao Sintramubi “esvaziaram pneus” de veículos da prefeitura para forçar servidores que não aderiram à greve não trabalhassem.

Tudo bem! Isso não pode e, muito menos, tolerado. O desembargador do TJ fez certo ao aplicar uma multa contra o sindicato.

Mas espera aí? Ramon está baseando em quê ao apresentar essa acusação? Em fotos? Em vídeos? Uma gravação em áudio? Em documentos? Sim, um ofício assinado pelo presidente do sindicato, Jorge Eduardo da Silva, incitando os grevistas a esvaziarem os pneus? Um documento fidedigno que mostra, sem qualquer sombra de dúvida, a ligação do sindicato com o ato em questão?

Não, Ramon não apresentou nada. Parece que tudo está baseado na versão de um borracheiro, mas isso é suficiente para comprovar a “culpa” do Sintramubi no episódio? Se não tiver fotos, áudio ou vídeos, não passa da palavra do acusador (Ramon) contra o desafeto, o sindicato, que nega qualquer participação no episódio.

O comando de greve do Sintramubi está discutindo com seu departamento jurídico a possibilidade de ingressar com uma ação de danos morais contra o prefeito Ramon Wollinger especificamente ou contra a prefeitura de Biguaçu, se for o caso genérico, para que apresentem fotos, vídeos, áudios com gravações de membros do sindicato que comprovem que o Sintramubi realmente realizou o “atentado terrorista” de esvaziar os pneus durante a greve.

Afinal de contas, como diz o preceito jurídico, “o ônus da prova cabe ao acusador.” Ramon tem de provar o que afirmou na justiça contra o sindicato.

Quer queira, quer não, a história dos pneus esvaziados foi forte o suficiente para que um desembargador decidisse aplicar uma multa contra o Sintramubi e esta multa vem sendo usada por Ramon para intimidar o sindicato.

A questão é: e se o prefeito não conseguir provar, com fotos, vídeos, áudios ou documentos fidedignos, que o Sintramubi realmente praticou esses atos? E como é que fica?

Para o presidente do Sintramubi, Jorge Eduardo da Silva, é verdade que há um conflito entre poder público e os servidores com relação a pautas trabalhistas, mas é preciso respeito, cavalheirismo e jamais o “Vale Tudo”.

Ramon tem de ser portar como um “Gentleman” e não como artifícios no mínimo lamentáveis.

Numa briga, Ramon é do tipo que, se precisar jogar areia no olho do adversário, certamente ele não hesitará. Portanto, na próxima greve, os sindicalistas têm de ir preparados para não deixar a mínima brecha, pois o cidadão é desse tipo.

 

Ozias Alves Jr

Editor

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