Publicamos recentemente matéria em que Biguaçu está na última posição entre os municípios da Grande Florianópolis no indicador de desempenho dos alunos da rede pública, o IDEB. A posição muito desconfortável mostra baixo desempenho dos alunos tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais e é medido através de provas bianuais nas matérias de português e de matemática, realizadas desde 2007.

SEM EXPLICAÇÃO

Diz o ditado que para o enforcado resta espernear. Sem explicação a secretária fala nada com coisa nenhuma. O presidenciáveis estão perdendo voto em não divulgar que a futura ministra da educação vai vir de Biguaçu. Só para se ter ideia, o assunto acabou chegando à Câmara Municipal e segundo vereadores da oposição de forma bastante desanimadora, a secretária de Educação Kátia Bichels, enviou ofício ao legislativo onde ao contrário do que se esperava, não apresentou nenhuma proposta para a melhoria da educação dos alunos ou qualificação dos professores, apenas informou estar questionando detalhes técnicos em relação ao índice junto ao Ministério de Educação.

O DESEMPENHO É INFERIOR CARA PINTADA

Segundo os vereadores da oposição não se discute a legitimidade dos questionamentos propostos pela secretária, mas o fato concreto é que levantamentos do indicador desde seu inicio (2007), mostram que a educação em Biguaçu apresenta desempenho inferior a municípios de SC de tamanho similar, apesar de ser uma das prefeituras que mais gasta com educação dentre as analisadas. O que ainda não entendeu essa secretária?

IDEB ABAIXO DA META

Exemplificando, os vereadores apontam que Biguaçu (67 mil habitantes) nos últimos dois anos gastou em média 28,82% (dados do TCE) na Educação, apresentando em geral  IDEB nos limites ou abaixo da meta estipulada e elevados níveis de reprovação  (IDEB 5,5 – com 8% de alunos reprovados nos anos iniciais e 4,6 com 14% de alunos reprovados nos anos finais) comparativamente à cidade de Itapema (63 mil habitantes), por exemplo com ( IDEB 6,30 – com 4% de alunos reprovados nos anos iniciais e IDEB 5,10 – com 9% de alunos reprovados nos finais), mas gastando 26,97% em educação no mesmo período.  Isto para não se falar de Antônio Carlos, aqui ao lado, que gastou 26,78% em Educação no último biênio e apresenta (IDEB 6,60 com 3% de alunos reprovados nos anos iniciais e IDEB 5,8 com 8% de alunos reprovados nos anos finais), com um dos mais elevados índices de proficiência do estado.

GASTAM E GERENCIAM MAL

Ou seja, para a bancada da oposição o governo Ramon e sua secretária de educação, a partir de dados comprovados desde anos anteriores, mostram que estão gastando mal na formação dos alunos e gerenciando mal as escolas. Não há clareza nas ações e projetos pedagógicos para melhorar a educação e apenas questionar aspectos técnicos desta última avaliação equivale à situação ridícula aonde um paciente que fosse ardendo em febre ao seu médico e este depois de medir a temperatura e constatar o fato o mandasse de volta para casa sem tratamento, dizendo que o problema está no termômetro.

VAI APRENDER NA VIZINHA ANTÔNIO CARLOS SECRETÁRIA

Biguaçu tem seu Conselho Municipal de Educação, cujo mandato expira no fim deste ano e conta, além disso, com a Academia Biguaçuense de Letras, composta por pessoas de grande experiência em educação e gestão pública na área, além de estar a poucos quilômetros de Antônio Carlos. Não seria inteligente e razoável que estas entidades fossem consultadas para se desenvolver ações objetivas para melhorar nossa Educação e tirar Biguaçu da vergonhosa posição de lanterna na Grande Florianópolis?

É assim tão difícil para a Secretária de Educação se deslocar ao município vizinho com sua equipe e trocar experiências sobre como melhorar o desempenho de professores e alunos?

A resposta ao problema do IDEB não está lá no Ministério da Educação, está aqui e exige seriedade e vontade de trabalhar sem política na educação.

 

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