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Caros leitores. Olhem para esta foto tirada ao meio dia da última sexta-feira (28/09). Mostra um engarrafamento. A fila que aqui aparece é de veículos que querem acessar o túnel da BR-101 em direção ao bairro Areias, em São José. Como são muitos veículos que querem acessar o bairro no mesmo tempo, as filas ultrapassam alguns quilômetros alastrando-se pelo acostamento da BR-101.

Por que isso está acontecendo? É que o bairro Areias, antes não muito povoado, quase rural, recebeu literalmente uma invasão de edifícios e condomínios residenciais. O que antes eram ruas estreitas com casas de um só pavimento, hoje transformaram-se em edifícios residenciais. Até um hipermercado atacadista e um shopping center instalaram-se na região.

Nada contra. Muito pelo contrário. É o progresso, o crescimento urbano, a evolução da vida.

Mas o problemático foi a completa falta de planejamento da prefeitura de São José. Explicamos.

A prefeitura não exigiu um túnel maior ou mais bem localizado quando a BR-101 estava sendo duplicada na década de 1990. Sabendo que a região estava tendo crescimento populacional muito acentuado por causa da instalação dos prédios em ritmo de “pipoca estourando na panela”, a prefeitura local não fez nem solicitou ou exigiu do governo federal um segundo túnel na BR-101 para dar conta do tráfego que cresceria acima da média no bairro Areias.

Na realidade, a região precisa já é de um viaduto. O problema é como fazer um viaduto sobre uma rodovia como a BR-101 com tráfego tão intenso de veículos? Como fechar uma rodovia dessas para essa obra? Desviar o tráfego pela “estrada velha de Barreiros”? Nesta altura do campeonato, só pode ser um delírio ou loucura.

A prefeitura de São José liberou os prédios aos borbotões em Areias sem ter feito perguntas básicas: 1) se não tiver um túnel maior ou um viaduto, qual o número de obras em Areias é possível autorizar para que no futuro não haja problemas com relação ao acesso?, 2) qual o limite máximo de andares dos prédios a serem autorizados seria o ideal para a região dentro de um cenário em que não há outro acesso a não ser um simples túnel?

Em resumo: foi o famoso “deixa construir à vontade para ver como é que fica”. E ficou assim: uma simples ida ao bairro ao meio dia é ficar numa fila quilométrica no “funil” do único túnel de acesso.

O que Biguaçu tem a ver com isso? Que tire lições, se é que a prefeitura de Biguaçu atualmente tem planejamento com relação ao futuro.

 

Ozias Alves Jr

Editor

 

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