Prezado Douglas Borba. Não vamos lhe dar um “Salve”, porque essa expressão é típica das 83 facções criminosas existentes hoje nos presídios brasileiros quando enviam seus “comunicados” aos presidiários com instruções criminosas do dia.

É verdade que, se realmente vier para Biguaçu o anunciado presídio de 400 vagas (podendo através de um “puxadinho” aqui e outro ali, ser ampliado para 800, 1.000 ou 2000 presidiários), o termo “salve” poderá ser uma expressão bem comum associado a nosso município. “O Primeiro Comando da Capital manda um Salve de Biguaçu…”, poderemos ler na imprensa no futuro.

Então, vamos lhe enviar apenas um “bom dia”, palavra sem a mínima conotação “criminosa”.

Douglas, e aí, mermão? Tudo bem com sua pessoa? Pois bem! Estamos acompanhado, pelos bastidores, a “guilhotina” que Vilson Alves, do seu partido, o PP, tal como o antigo carrasco Sanson dos tempos da Revolução Francesa, está armando para executá-lo, isto é, expulsá-lo do PP.

Vilson está “correto”. Afinal de contas, você é um “perigo”. Você é um “Danton” de “Robespierre”. Vilson quer ser o candidato a prefeito de Biguaçu na eleição de 2020 e você, que tem ambições políticas, poderá democraticamente bater chapar com ele na convenção do partido que irá escolher o candidato a prefeito para a eleição de outubro de 2020. É evidente que, a título de “precaução”, é imprescindível que sua cabeça role no cadafalso tal como Robespierre fez com Danton durante a Revolução Francesa.

Douglas. No fundo, isso não é legal. Se ninguém provar o contrário, você não merecia estar passando por esta situação.

Mas independente do que vai ocorrer, você terá a “faca e o queijo na mão”, como se diz na gíria, para dar a maior resposta a Vilson Alves e, por tabela, também a Ramon Wollinger.

Você quer ser candidato a prefeito? Como neutralizar o prefeito Ramon Wollinger (PDB) a não conseguir dar o necessário apoio político/eleitoral/financeiro à candidatura de Vilson?

A resposta é: tirar o tal “Presídio” de Biguaçu. Afaste-nos desse cálice.

Conforme o JBFoco vem noticiando desde outubro último, o prefeito Ramon TRAIU Biguaçu ao autorizar a construção de um presídio bem no perímetro urbano da cidade.

Biguaçu possui uma cadeia atrás da delegacia. Tem 44 vagas, mas hoje ocupadas por uns 80 presos.

O governo do Estado vai construir uma nova “cadeia”, isto é, substituirá a antiga por uma nova entre a entrada do bairro Fundos e o Jardim São Nicolau, no perímetro urbano de Biguaçu.

Ora, o anúncio é que a “cadeia” a ser construída terá 400 presos. É mais que evidente que se trata de uma “penitenciária” disfarçada. Mas o pior é que Ramon autorizou a construção do presídio sem consultar nem a população nem a câmara de vereador.

Douglas, você terá grande influência no futuro governador do estado de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva. A população de Biguaçu não quer o presídio. Sente-se traída.

Os biguaçuense até aceitam uma cadeia pública, mas apenas para no máximo 100 presos, isto é, substituir a cadeia já existente na delegacia por outra nova, mas jamais para 400 vagas, pois Biguaçu não quer ser a futura “Cidade Presidiária” de Santa Catarina, como se não bastasse sermos a “capital do Lixo” do estado.

Se você, Douglas, conseguir fazer o futuro governador Moisés revogar o futuro presídio de Biguaçu mudando o projeto para uma cadeia menor de 100 vagas (trocar 6 por meia dúzia e não seis por um número quatro vezes maior e mais um pouco), mostrará força política e isso o ajudará a crescer eleitoralmente para tornar-se candidato a prefeito em 2020.

Este é o “faca e o queijo” que a história está lhe abrindo neste momento. Aproveite. Não jogue seu Camembert fora.

 

Ozias Alves Jr

Editor

 

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