Na noite da última sexta-feira (23/11), assisti a uma peça no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), em Florianópolis. Tratava-se da apresentação dos alunos da Escola Autonomia, do bairro Itacorubi, na capital.

Essa escola mantém uma oficina de teatro para seus alunos, que ensaiam durante o ano para apresentar-se no final do semestre letivo.

Entre os alunos/atores que apresentaram quatro peças infanto-juvenis, encontrava-se minha sobrinha, Maria Eduarda Costa Casotti, de 8 anos de idade. Ela encenou a peça infantil “Branca de Neve e os Sete Anões”. Na peça apresentada no TAC, houve uma adaptação. Ao invés de “Eete Anões”, foram substituídas por “Sete Anãs”, ou seja, por meninas, entre as quais, a minha sobrinha, que fez o papel de “Soneca”.

Foi muito interessante e muito divertido. A plateia composta em boa parte de pais, avós (geralmente “corujas”), tios e parentes em geral das crianças e adolescentes que enceram as peças. Parabéns aos professores que mantém o núcleo de teatro da Escola Autonomia, que incentiva atividades artísticas de seus estudantes.

Depois de assistir às peças, fiquei pensando: por que um projeto desses não é implantado em Biguaçu?

É verdade que Biguaçu não possui um teatro. O máximo que possui é um auditório minúsculo no centro cultural onde fica a biblioteca pública.

O máximo que possui é o Casarão Born, que funciona como “Centro Cultural”, mas, pelo jeito, está desativado, pois não temos tido ultimamente notícias de atividades culturais no local. Perguntar não ofende: existe alguma atividade no Casarão Born?

Biguaçu poderia e deveria ter algum projeto na área do teatro amador. Poderia funcionar dentro do Casarão Born. Poderia ser uma atividade extracurricular para atender alunos interessados das escolas da cidade.

Os alunos desse projeto poderiam ensaiar durante o ano para apresentar-se no final do semestre letivo, na época de festas natalinas e fim de ano. Mesmo não havendo teatro na cidade, as apresentações poderiam ser no próprio Casarão Born ou nas escolas. É claro que não contaria com os recursos de cortinas e luzes de um teatro de verdade, mas não tem importância. Afinal de contas, como diz o ditado, “quem não tem cachorro, que cace com o gato.”

Uns vão dizer: a prefeitura não tem dinheiro. É inviável, luxo para “filhos de rico”, entre outras desculpas.

OK! Biguaçu não tem investimento nem projeto em teatro, mas o nosso nobre prefeito, Ramon Wollinger (PSD), não teve dúvida em gastar, sem pensar duas vezes, R$ 36 mil, para uma única apresentação da atriz global, Elizabeth Savalla, na praça Nereu Ramos. Como esse dinheiro teria sido melhor gasto num projeto de teatro amador para estudantes.

Como diz o ditado, “santo de casa não faz milagre”. Para teatro amador, não tem dinheiro, mas para atriz famosa, aí tem patrocínio.

Lamentável a falta de visão!

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