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Em 2016, o ex-correspondente da rede Globo no Japão, Márcio Gomes, apresentou reportagem sobre uma usina de energia elétrica movida por lixo. Segundo informou o jornalista, no Japão não existe aterro sanitário. Os entulhos são levados para a usina mais próxima, que mais parece uma fábrica comum. O lixo transportado por vans é jogado em grandes reservatórios, onde é queimado e, por esse processo, é gerada energia elétrica que abastece a cidade em volta. Tudo é reciclado, reaproveitado, isto é, não há sobras. Une-se literalmente o útil ao agradável.

O que dizer disso? Não é algo EXTRAORDINÁRIO???

 

SONHO REAL

Saindo do Japão e voltando para Biguaçu, o leitor leu a notícia anterior a respeito da reunião ocorrida em abril de 2017 entre o prefeito Ramon Wollinger (PSD) e representantes de uma empresa que quer fazer justamente isso: instalar uma indústria aqui mesmo no município para queimar lixo com o objetivo de produzir energia elétrica.

Até o presente momento, ao que parece, só foi uma notícia apenas para encher linguiça, pois, de prático, nada foi feito. A empresa não apareceu. Não há notícia de sua instalação. O que aconteceu? Que fim levou a história?

 

DETALHE

Gostaria de chamar a atenção para um detalhe muito importante. A Kogenergy não partiu da prefeitura, mas sim foi da própria empresa que procurou a municipalidade.

Qual o problema disso? O que quero dizer com isso?

Se algum historiador do futuro vier a analisar a coleção do JBFoco ao longo dos últimos 25 anos, vai encontrar uma infinidade de matérias, artigos, editorais e notas em que registramos repetidas sugestões, todas com o mesmo teor: que a prefeitura formasse uma comissão ou designasse algum funcionário para pesquisar oportunidades econômicas para a cidade. Explico.

Por exemplo, certa vez escrevi a respeito de uma reportagem da rede Globo sobre um projeto em Fortaleza, capital do Ceará. A Celesc daquele estado havia implantado um projeto em dois dos mais pobres bairros daquela capital: os moradores da região podiam trocar lixo reciclado por abatimento na conta de eletricidade.

Qual foi nossa sugestão? Que a prefeitura de Biguaçu contactasse a “Celesc” cearense e agendasse inclusive uma visita in loco para conhecer o projeto com o objetivo de estudar a viabilidade- quem sabe- de um projeto semelhante aqui em Biguaçu.

Nada foi feito. Nem sequer estudar o assunto. Não se deu a mínima importância.

 

FALTA DO HÁBITO DE PESQUISAR

Mas o que esse “assunto” tem a ver com o lixo? Também já sugerimos pesquisar alternativas para o lixo de Biguaçu, ou seja, falamos sobre a prefeitura ir atrás de empresas que tivessem a tecnologia de reciclar lixo para algo mais útil do que enterrá-lo. Cheguei a falar sobre a Dinamarca, onde a energia elétrica daquele país é gerada do lixo. Está no JBFoco. É só averiguar. Eu não disse naquela ocasião que Biguaçu tinha de instalar “usina de eletricidade gerada por lixo”, mas sim pesquisar qual empresa trabalhava com isso e qual o preço, ou seja, qual a viabilidade do projeto. Esse era a ideia: pesquisar, verificar e, quem sabe, atrair a(s) empresa(s).

E aí chegamos à notícia da dita reunião. Não foi a prefeitura de Biguaçu que procurou a empresa que trabalha com transformação de lixo em energia elétrica, mas sim foi a empresa que procurou. Não teve NENHUM trabalho da municipalidade. Nada!!!

Eis o detalhe histórico. A prefeitura de Biguaçu literalmente ficou de braços cruzados esperando a oportunidade aparecer e não o contrário: arregaçar as mangas para detectar oportunidades e buscar empresas para instalar no município.

 

DINAMISMO QUE FALTA

Na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) (aqui pertinho, em Florianópolis!!!), há um curso de Engenharia Sanitária. A prefeitura não poderia ter consultado os professores desse curso perguntando: “há empresas aqui no Brasil que trabalhavam com transformação de lixo em energia elétrica? Se não tem aqui, existe em algum país? É caro? É viável? É possível atrair investimentos?”

 

PASSIVIDADE MEDÍOCRE

Enfim, perguntar não custa nada. Pesquisar pode ser algo bem suado, mas sempre é possível encontrar alguma coisa interessante. Mas a prefeitura não faz isso. Não tem o costume de pesquisar, buscar, ir atrás, verificar, planejar uma boa ideia etc.

Em resumo: Biguaçu poderia ter tido o dinamismo de buscar a inovação, de atrair empresas de alta tecnologia, mas não o faz e nunca o fez. Isso porque vivemos ao sabor da passividade medíocre. Infelizmente a população paga bem caro por não saber escolher quem realmente faria a diferença na política.

Era o que tinha a registrar.

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