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O que se pode explicar situações como estas?

Chuck Berry (1926-2017) foi considerado o criador do rock´n´roll. Foi um artista que colecionou feitos na música.

Mas o público desconhece sua principal faceta: seus desvios de comportamento. Já foi preso por tentativa de assalto, prostituição de menor e teve problemas judiciais com o fisco dos Estados Unidos. Aliás, puxou cana várias vezes.

Para certas pessoas, basta um único desses “desvios” para simplesmente encerrar a carreira. Mas os escândalos não arranharam a fama de Chuck Berry. Pelo contrário. Parece até que crime não pode ser chamado de crime se o autor for o famoso guitarrista.

Adolf Hitler (1889-1945) é considerado o mais sanguinário ditador de todos os tempos. Mas tirando Stalin e Mao Tse-Tung, Hitler nem chega sequer a terceiro lugar nesse ranking. Perde feio para um certo rei Leopoldo II da Bélgica (1835-1909). O leitor já ouviu falar deste monarca?

Estima-se que o rei Leopoldo tenha sido responsável direto pela morte entre 10 a 15 milhões de civis na antiga colônia belga na África, o Congo. Cometeu atrocidades inimagináveis. O reinado de Leopoldo foi mais cruel do que o próprio regime nazista, mas, mesmo assim, quem levou a fama da maldade universal foi Adolf Hitler.

Agora falemos de Nelson Mandela (1918-2013), o famoso ativista que ficou preso por quase três décadas até ser libertado em 1990 e virar presidente da África do Sul entre 1994 a 1999.

Mandela virou uma celebridade mundial e seu nome ficou associado à luta contra o regime segregacionista Apartheid.

Até aí, nada demais. O problema vem a seguir: a prisão de Mandela não foi porque era um lutador dos direitos humanos da comunidade negra da África do Sul, mas sim por ter sido responsável por inúmeros atentados terroristas indiscriminados contra a população civil. Mandela chegou até mesmo a figurar na lista dos maiores terroristas pelo governo dos EUA.

Uns vão justificar os atos de Mandela sob alegação de que lutava contra a opressão branca em seu país. Não foi bem assim. Grande número das vítimas de Mandela foi de negros que não compactuavam com seu extremismo. Além do mais, Mandela é acusado de beneficiar-se de trabalho escravo em minas de diamante.

Dá um livro, mas, em resumo “resumido”, Mandela foi quase um “Leopoldo da Bélgica” (com as devidas medidas, é claro). Saiu com a imagem santificada, purificada e, ainda por cima, acabou ganhando o Prêmio Nobel da Paz. É chamado de “herói” para cima, mas essa imagem resistiria se sua verdadeira história fosse realmente exibida sem censura nas televisões do mundo inteiro?

Outro caso muito estranho. Basta uma nudez em filme para o You Tube cortar do canal ou dificultar o acesso. Aliás, está correto. Afinal de contas, crianças e adolescentes acessam o site mais popular de vídeos do planeta e é preciso criar barreiras para impedir acesso à pornografia.

No entanto, o filme “Caligula” (1979), com cenas de todos tipos de sexo (grupal, lésbico, homossexual, sadomasoquismo, felação mais que explícita etc) é exibido no You Tube sem o menor tipo de censura, numa boa, como se fosse um inocente filme da sessão das 3.

Se não bastasse isso, Caligula teve outro “feito”: em 1992, esse filme- acredite se quiser- foi exibido nacionalmente na extinta televisão OM sem cortes e na época acabou virando a polêmica justamente pelo questionamento: como é que um filme desses pode ser exibido na televisão como se fosse um filme comum qualquer?

Enfim, Caligula está na mesma categoria de Chuck Berry, Rei Leopoldo II e Mandela. Pode ser ladrão, assassino, terrorista ou pornográfico respectivamente, mas tais categorias não servem para eles nem os desabonam.

Pensando bem, que santo forte é esse?

 

Ozias Alves Jr

Editor

 

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