Não se não nos enganamos, a construção do prédio da Câmara de Biguaçu começou em 2010. Hoje a obra está completamente parada. Não nos lembramos do valor exato do que já se gastou, mas foram alguns milhões. Mesmo assim, oito anos se passaram e nada de conclusão da obra.

A pergunta que não quer se calar: por que essa obra está parada?

A resposta é muito simples. A obra não foi concluída porque a câmara de Biguaçu gasta tanto com funcionários comissionados que simplesmente pouco ou nada sobra para concluir a construção.

Sim, a câmara poderia fazer uma economia ao longo do ano para garantir os recursos finais com o objetivo de completar a obra, mas não faz porque tem de pagar o pequeno “exército” de funcionários comissionados que contratou.

A lógica é simples. Para garantir votos nas eleições, os vereadores “emplacam” seus cabos eleitores em cargos tanto na câmara como também na prefeitura de Biguaçu.

A base de apoio do prefeito na câmara é “cimentada” por “carguinhos” para os cabos eleitores dos vereadores.

Por “gratidão” pela boca e também já pensando nos quatro anos seguintes, os ocupantes dos cargos vão para as ruas durante a eleição para puxar votos a seus “patrões”.

O Brasil derrubou o PT e os partidos tradicionais ao eleger Jair Bolsonaro (PSL) para presidente.

Mas não basta apenas mudar o governante. Todo um sistema político atrasado precisa ser reformado e, entre as várias medidas, é necessário rever a questão dos funcionários comissionados.

O motivo é simples: a falta de controle das nomeações de comissionados faz com que tais contratações tornem-se uma promíscua “moeda de troca” de eternos favores.

Você, vereador, vai me apoiar na câmara e eu, prefeito, vou empregar seus cabos eleitorais na prefeitura”, “eu dou meu voto para sua candidatura se você me der tantos cargos comissionados para eu colocar meu pessoal” etc. Estas são as falas mais comuns desse “swing” patrocinado pelos nossos impostos.

Em outras palavras: seria o mesmo que somos nós, os “otários” chamados “contribuintes”, estarmos pagando com nossos suados impostos, essa turma para praticar esse “bacanal” de troca de favores.

Temos de nos conscientizar. É preciso acabar com essa farra. Aliás, para que continuar sendo obrigatório a prefeitura ter de dar 6% de seu orçamento anual para custear a câmara de vereadores?

Para que pagar salários a vereadores de cidades com menos de 100 mil eleitores?

Por que não estabelecer regras claras e rígidas para a contratação de funcionários comissionados? Aliás, não há entre os funcionários de carreira da prefeitura gente apta para assumir cargos comissionados?

Esperamos que Bolsonaro não seja uma decepção, mas sim o início de uma necessária faxina no Brasil.

 

Ozias Alves Jr

Editor

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