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Na sociedade vivemos de acordo com um regramento legal, devendo agir dentro da legislação vigente, evitando a transgressão dos padrões atuais que a sociedade entende que devem ser seguidos. Sim, que atualmente devem ser seguidos, pois de tempos em tempos, a legislação muda de acordo com novos padrões sociais.

Algumas coisas que atualmente fazemos com muita naturalidade, algumas décadas atrás seria estar ferindo os bons costumes ou a legislação da época, agora revistos pela sociedade. Assim ocorreu, por exemplo, em relação ao adultério, atualmente não mais previsto na legislação penal.

Na sociedade moderna contamos com muitos meios de manter a harmonia social, devendo cada cidadão ser respeitado em relação aos seus direitos, seja em relação à propriedade privada, direito a vida, dentre outros amparados pelo próprio princípio da dignidade da pessoa humana, previsto na Constituição Federal.

O Ministério Público é um dos principais canais que a sociedade possui para que os seus direitos sejam garantidos, cabendo a nós procurarmos o fortalecimento da referida instituição, que é formada por valorosos funcionários públicos, com conduta ilibada, capacitados e com elevado espírito de Justiça.

As Polícias, como um todo, também são um dos principais e mais rápidos meios de se garantir a harmonia na sociedade, agindo ostensivamente para evitar e apurar o cometimento de delitos que possam afetar a paz social, que significa até mesmo o “simples” direito do cidadão de ir e vir, sem ser importunado por aqueles que procuram obter vantagens ilícitas, sem que tenham laborado arduamente como a vítima.

Na sociedade, o cidadão de bem procura agir dentro da legislação, dentro dos bons costumes, respeitando o próximo nos meios onde atua, seja na família, comunidade e no trabalho.

Ocorre que o referido cidadão de bem, apenas procurando agir corretamente, enfrenta diariamente grandes dificuldades para tal, pois convive em toda parte com a falta de educação e de total respeito a legislação.

São aparentes “pequenos e insignificantes” atos diários de parte da população, que passam a “incomodar” aquele que unicamente procura seguir a lei e quer viver tranquilamente.

Para exemplificar, se apresentará apenas quatro situações corriqueiras do dia a dia de muitas pessoas:

Primeiro: O cidadão de bem guando acorda e pensa em ir trabalhar, se dirige a garagem do seu prédio, quando verifica que o seu vizinho não colocou o carro dentro do seu espaço privado de garagem, passando a avançar os seus limites, o que impede que o carro saia livremente. Tal situação aparentemente simples, mais que se repete quase que diariamente, acarreta a necessidade do cidadão muitas vezes já atrasado para o trabalho, ter que pedir gentilmente que o descuidado vizinho manobre o seu carro, isso quando ele prontamente atende o interfone.

Segundo: O cidadão de bem no caminho para o trabalho, respeitando a sequência normalmente estabelecida pela fila formada, se depara com “espertinhos” que entendem por bem passar pelo acostamento, diminuindo o tempo na fila e desrespeitando os demais motoristas, como também cometendo uma infração de trânsito, que ele espera não ser caracterizada pela presença inesperada de um policial.

Terceiro: No trabalho, o cidadão de bem procura realizar o seu ofício com dedicação, cumprindo entre outras coisas, rigorosamente o seu horário de trabalho, enquanto outros colegas passam a ter seus pontos batidos por colegas, sem a devida e correspondente presença no trabalho, ficando sempre com horas sobrando para inclusive depois serem usadas no banco de horas.

Quarto: No condomínio, o cidadão ainda se depara com vizinhos que não respeitam o horário prudente de fazer silêncio, precisando que os demais moradores peçam insistentemente para que diminuam o volume do som, bem como pedem para que algumas damas não andem com salto alto pela casa durante a madrugada, além de que não deixem a porta de acesso da portaria aberta, como tantos outros simples fatos que ocorrem nos condomínios.

O que se percebe em relação aos quatro casos citados é de que o cidadão de bem, vítima em todas as situações, passa a ser considerado nos locais onde convive, como um verdadeiro CHATO ! Tal denominação de “Chato” é dada ao cidadão de bem, pois avaliando as situações colocadas, podemos verificar que:

No primeiro caso, o cidadão de bem passa a ser considerado chato pelo vizinho culpado pelo simples fato de que passou a acordá-lo, mesmo que o mesmo esteja errado, passando o cidadão de bem nos dias seguintes a se deparar muitas vezes com o pneu do seu carro “curiosamente” vazio, bem como passa a ser hostilizado no elevador e demais áreas comuns do condomínio.

No segundo caso, o cidadão de bem passa a ser absurdamente considerado chato pelo “espertinho”, que passa a proferir aos gritos diversos palavrões, bem como em casos mais extremos a chamá-lo para uma briga. Outras vezes, o que ocorre é uma discussão dentro do próprio carro do cidadão correto, que se depara com a própria esposa e os filhos achando que o mesmo deveria assim também agir ou mesmo deixar os outros passarem livremente na sua frente, sem ao menos poder se indignar com a inversão dos valores.

No terceiro caso, o cidadão de bem passa igualmente a ser considerado chato pelos “colegas” de trabalho, sendo considerado antiquado, moralista, bem como sendo considerado como não solidário para com os colegas, por também não dar uma ajudinha na hora da entrada ou  saída, quando necessário o registro dos pontos. Ora, o cidadão de bem passa ser considerado um verdadeiro “X9”, como muito usado na gíria dos meliantes.

No quarto caso, o cidadão de bem passa também a ser considerado chato, pois para os baderneiros, não sabe conviver em condomínio, respeitando a “alegria” dos demais, o que parece no mínimo cômico. Quanto ao uso de salto alto de madrugada, a “modelo de passarela” passa a chamar ironicamente a moradora correta pelo apelido pejorativo de “rasteirinha”, em alusão ao fato de supostamente não saber se arrumar elegantemente.

Tais situações servem apenas para ilustrar a realidade degradante em que vivemos, de total desrespeito pelo próximo, pelos professores, pelos policiais, pelos idosos, basta ver os assentos reservados nos ônibus, frequentemente ocupados por jovens que parecem sequer estarem vendo os frágeis idosos e deficientes em pé.

De qualquer forma, prefiro pensar como diz a música “O chato” do Osvaldo Montenegro, que o chato “nunca nos faz mal nenhum”, sendo necessário/fundamental na sociedade, para que se possa exerçer plenamente o direito a cidadania, vivendo em espaço democrático, bem como colaborando na melhoria social, mesmo que para muitos seja meramente/simplesmente considerado um CHATO !

 

(*) FERNANDO HENRIQUE DA SILVEIRA

Advogado / Funcionário Público Estadual / Professor / Membro da Academia de Letras de Biguaçu / Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais

e-mail: fernandohsilveira@hotmail.com

 

 

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