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A internet é um “espetáculo”. Temos uma “visão panorâmica” da mentalidade de certos indivíduos que se dão ao direito de dar uma “opinião”, mesmo que esta é de uma “inteligência fora do comum”.

Publicamos no sábado (05/01) matéria sobre a tragédia do jovem que infelizmente pulou de cabeça do trapiche da praia de São Miguel, em Biguaçu. Como não mediu a profundidade do trecho em que pulou, bateu com a cabeça na areia e morreu.

Chamamos a atenção para a falta de grades (não simples, mas sim num formato que impeça de alguém sumir e querer pular do trapiche num trecho de pouca profundidade).

Um internauta chamado Juliano Grassi escreveu o seguinte comentário: “Matéria tendenciosa culpando o trapiche, coitado, que sempre esteve ali. O trapiche não ingere álcool, e aposto que também não se joga onde não conhece.” E em outro comentário, indagou: “E a culpa é do trapiche?”

Num terceiro, o mesmo cidadão escreveu: “Jornalzinho, a cada 10 matérias, 11 é culpando a prefeitura de algo. Título tendencioso, onde já se viu o trapiche provocar tragédia? Caiu em cima de alguém por acaso? A responsabilidade vem de si, se jogar de um trapiche sem conhecer é dar sorte pro azar e infelizmente aconteceu o que aconteceu.”

Perfeito. Juliano tem razão. Desde quando temos de nos “preocupar” com “marmanjões” que enchem a cara e se jogam do trapiche de qualquer jeito? O trapiche não toma álcool, não é?

Mas preste atenção. Não sabemos se o jovem que perdeu a vida nesse lamentável acidente estava embriagado. Podia estar como também não. Você está lá na hora em que ele pulou? Ou será que ele se desequilibrou e caiu de mal jeito? Não pode acontecer isso? O fato é que ele caiu ou teve a decisão errada de pular de cabeça no trapiche. Se sobrevivesse, poderia ficar paralítico.

Mas quanto custa colocar uma grade de proteção no trapiche, pelo menos no trecho inicial dessa construção, para impedir de qualquer pessoa querer saltar na área de pouca profundidade? Qual o problema de colocar essa grade? Se evitar uma morte, uma simples morte, já não seria mais que suficiente o investimento?

É verdade que não podemos ser “tutores” de “marmanjões” que fazem a besteira de arriscar a própria vida, mas se podermos antever e fazer certas obras para evitar “possíveis“ tragédias, não deveríamos fazer?

Agora responda Juliano Grassi. Se um irmão seu ou um primo seu bebessem e se acidentassem no trapiche de São Miguel, tal como aconteceu com o jovem da tragédia de ontem (sábado, 05/01), você não ficaria chateado, p. da cara ou sabe-se lá o quê com o fato de que a prefeitura não teve a preocupação de garantir um mínimo de segurança nessa obra?

Recentemente a prefeitura de Florianópolis foi condenada a pagar indenização a uma mãe que perdeu um filme num acidente. O menino estava jogado bola num campinho feito pela própria prefeitura. A trave estava podre e caiu na cabeça da criança. Foi uma fatalidade.

Mas a Justiça entendeu que a prefeitura tinha de fazer a manutenção periódica porque é dever do Poder Público zelar de áreas de uso público.

Se você acha que “onde já se viu o trapiche provocar tragédia”, certamente você deverá achar um absurdo a prefeitura de Florianópolis ser responsável pela trave do campinho que caiu e matou o menino. Quem mandou a criança ficar “debaixo da trave”? Esse deve ser seu pensamento.

Mas é.  O que puder ser feito para evitar acidentes, tem de ser feito. Não custa nada. Prevenção nunca é gasto.

Uma coisa é um trapiche não ter cercas de segurança.

Outra coisa é ter uma cerca de segurança tosca onde qualquer cidadão pode subir e pular irresponsavelmente de cabeça, ainda mais aumento a altura de sua queda.

Uma terceira coisa é instalar uma grade alta, de ferros que impeçam o cidadão (principalmente bêbados e crianças) de subirem e esta grade vai até um trecho em que a profundidade já é maior, ou seja, se algum “maluco”, adolescente ou criança quiserem jogar-se de cabeça na água, certamente não vão machucar-se, pois o local tem mais profundidade e, por causa disso, há mais segurança.

É verdade que, se houver a tal grade alta da terceira opção, e, mesmo assim, alguém conseguir saltar, pois serrou a grade e, por isso, morreu ao pular, aí a culpa não é mais da prefeitura. Pelo contrário. Pois ela cumpriu o dever de garantir o mínimo do mínimo de alguma segurança.

Se alguém não conseguir entender esse “mínimo do mínimo” da responsabilidade, aí nada mais podemos fazer. Não temos culpa da existência de tantos medíocres no mundo que não conseguem pensar em bases lógicas mínimas.

(VÍDEO) Trapiche sem cerca de proteção provoca tragédia em São Miguel

Prefeitura de Biguaçu pode ser passível de responsabilidade pela tragédia de São Miguel

 

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