A vereadora Magali Prazeres (MDB) solicitou uma reunião com a secretária de saúde, Genivalda Ronconi, mas esta não marcou e se recusa a responder perguntas de um ofício enviado pela parlamentar: por que o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) está parado em Biguaçu desde outubro do ano passado.

E a coisa não para por aí. O governo federal vem repassando normalmente o dinheiro para custear esse serviço. “Tanto o prefeito quanto a secretária de saúde estão recusando responder a uma pergunta básica: onde eles estão gastando esse dinheiro se não tem SAMU?”

Magali observa que a prefeitura demitiu funcionários do SAMU em outubro passado sem prestar quaisquer esclarecimentos à Câmara de Vereadores. “A prefeitura rompeu o contrato com o ISEV (Instituto Saúde e Vida) e, dentro dos cortes, foram dispensados os socorristas do SAMU”, conta a vereadora.

O ISEV era aquela empresa contratada para administrar os postos de saúde do município. A prefeitura rompeu o contrato, mas esquiva-se terminantemente de responder inúmeros questionamentos com relação a vários detalhes tanto do contrato quanto dos pagamentos. E agora o “caldo” engrossou com a questão do cancelamento temporário do SAMU.

 

Genivalda Ronconi, secretária municipal de saúde, esquiva-se de dar explicações. (Foto Arquivo JBFoco)

 

SAMU: serviço paralisado em Biguaçu deste outubro do ano passado. (Foto Arquivo JBFoco)

CONTRATAÇÃO

E o “caldo” de problemas da saúde em Biguaçu tem um “ingrediente” a mais. Segundo a vereadora, a prefeitura contratou dois funcionários para atuar no SAMU.

Até aí, não deveria ser nada demais. Mas o problema é que a vereadora veio a descobrir que os dois funcionários não possuem os critérios mínimos estabelecidos por lei municipal em Biguaçu.

Essa lei estabelece que os funcionários do SAMU precisam ter uma experiência comprovada de dois anos de atendimento pré-hospitalar sem falar de outros conhecimentos específicos.

Se não vier a provar o contrário, conforme Magali, os dois funcionários contratados não preenchem esse critério e a parlamentar desconfia que a dita contratação nada mais, nada menos foi o famoso “contratar aliados políticos”, não importando se preenchem ou não pré-requisitos mínimos.

 

MANIFESTAÇÃO

Está programada uma manifestação na frente da prefeitura de Biguaçu no dia 5 de fevereiro. Magali soube que a prefeitura, para esvaziar esse movimento, mandou avisar que os serviços do SAMU serão regularizados dentro de poucos dias.

No entanto, Magali acredita que a manifestação ainda deva ser feita buscando dois objetivos. O primeiro exigir esclarecimentos onde foram investidos os repasses federais de outubro de 2018 a janeiro de 2019 para o SAMU. Em segundo, exigir a transparência, pois a administração do prefeito Ramon Wollinger (PSD) simplesmente não responde uma só pergunta. Já não responde vereadores, que são autoridades eleitas pela população. Agora imagine o cidadão comum.

 

POST SCRIPTUM: Recebemos a informação de que o SAMU voltou a funcionar em Biguaçu na tarde de hoje (quarta, 09/01/2019). No entanto, a prefeitura de Biguaçu não informou onde gastou os repasses do SAMU entre outubro de 2018 até hoje. Outras dúvidas também não foram esclarecidas. 

 

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