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Em 14 de março do ano passado, o JBFoco publicou o artigo intitulado “Cadê a Responsabilidade e a Seriedade da Prefeitura de Biguaçu para apurar o “Caso Xande”?” com o seguinte subtítulo:”Quais providências a prefeitura irá tomar para investigar “atrapalhada” cometida pela UPA?

Referíamos ao “Caso Xande”. Em 11 de janeiro de 2015, o motorista Carlos Alexandre Santos foi atingido por bala de borracha desferido por um policial militar de Biguaçu durante uma confusão no bairro Rio Caveiras.

Levado para a UPA, Xande teve o ferimento “costurado” com pontos, ou seja, sutura. Uma semana depois, veio a falecer vítima de infecção generalizada.

A família de Xande processou o policial militar, Anderson Felix, o autor do disparo de bala de borracha, acusando-o de ser o “responsável” pela tragédia.

No entanto, o policial Felix foi inocentado pela Justiça. Detalhe: o magistrado que julgou o caso, Marcelo Pons Meirelles, observou que a causa mortis não foi o tiro de borracha, mas sim,  segundo a conclusão do inquérito, por um procedimento errôneo ocorrido na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Biguaçu.

Que procedimento errôneo foi esse? Quem atendeu Xande na madrugada de 11 de janeiro de 2015, esqueceu, segundo a Justiça, de fazer a limpeza correta do ferimento.

Costurou esquecendo pedaços de borracha dentro do corpo de Xande. Esse material, segundo o entendimento do juiz, foi a causa mortis de Xande.

Deixando bem claro: quem está afirmando isso não é o jornal Biguaçu em Foco, mas o magistrado Marcelo Pons Meirelles.

 

PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO

Na época, em março de 2018, ou seja, há quase um ano, publicamos: “E aí, secretário municipal de saúde, Heron Pereira (que ocupava a pasta naquela época). Vai deixar o caso assim- elas por elas? O senhor não vai abrir uma investigação para descobrir quem fez os ditos pontos que acabaram matando o motorista Xande?

Se a prefeitura de Biguaçu não abrir uma investigação, não apurar o caso, não verificar o que exatamente aconteceu, quem deu a ordem para fazer a sutura CATASTRÓFICA, estará mais que provado que não há qualquer senso de seriedade nesta gestão.

Doa a quem doer, esse caso tem de ser investigado. Não pode ficar assim. Quer queira, quer não, o motorista Xande morreu.

A família dele dirigiu a raiva e o ressentimento contra o PM Felix, o autor do tiro de borracha, mas a justiça julgou que o procedimento dele não foi abuso de autoridade e tratou-se de uma decisão legal conforme o regulamento militar policial. Felix não agiu fora da lei. Na realidade, o erro foi da UPA e esse problema não pode ser jogado para debaixo do tapete.

Cadê a seriedade da atual gestão da Prefeitura de Biguaçu?”

Carlos Alexandre Santos no hospital um dia antes de sua morte em 2015. (Foto Arquivo JBFoco)

OMISSÃO

O que fez a secretaria municipal de Biguaçu? Em primeiro lugar, nem sequer uma nota de esclarecimento enviou para este jornal ou que fosse publicado no site oficial da prefeitura. Simplesmente calou-se.

Em segundo lugar, não abriu investigação para apurar quem fez os pontos CATASTRÓFICOS em Xande.

Ora, a Justiça disse que o culpado foi a UPA e a secretaria de saúde de Biguaçu simplesmente cruzou os braços fazendo tal como a faxineira relapsa: jogar a poeira para debaixo do tapete.

Na realidade, isso foi uma vergonha, falta de respeito não com o jornal Biguaçu em Foco, mas sim com a população de Biguaçu.

Alguém da UPA fez uma “meleca” e a secretaria de saúde nada fez para esclarecer a verdade dos fatos.

É cômodo! O Xande morreu e deixa prá lá???

 

MAIS OUTRO CASO

Por que estamos relembrando o caso Xande? Por que acabou de acontecer um novo caso, claro que não com final trágico, se bem que, havendo mais demora, não se sabe o que pode acontecer.

Conforme o leitor poderá conferir, no início desta noite de hoje (terça, 12/02), publicamos uma matéria sobre o caso do sr. Vitorcir Bulin, 57, que cortou o dedo numa máquina de sua oficina em outubro de 2018 e, tendo buscado socorro na UPA de Biguaçu, o médico fez os pontos, mas, segundo ele, esqueceu de um pedaço de metal dentro de seu dedo.

Resultado: o dedo inflamou e o autônomo que mora no Morro da Bina, Biguaçu, precisa urgentemente de uma cirurgia, mas simplesmente não está conseguindo e, no seu desespero, procurou o JBFoco para denunciar seu caso.

Vejam bem. O sr. Bulin alega que na UPA seu dedo recebeu pontos de sutura sem que houvesse uma limpeza total antes do procedimento.

Se estiver isso correto, se o sr. Bulin, que apresentou laudos, não estiver enganado, essa é uma denúncia muito grave, ou seja, mais uma vez houve uma sutura CATASTRÓFICA feita na UPA de Biguaçu.

A do motorista Xande resultou em tragédia. Agora a do sr. Bulin, o exato mesmo erro foi cometido.

A pergunta é: a secretaria municipal de saúde de Biguaçu mais uma vez fará de conta que nada é nada e deixará o caso elas por elas tal como fez com o caso Xande? Vai ser omissa mais uma vez?

Vereadora Magali Prazeres, que é enfermeira de profissão. O caso não merece ser investigado e a senhora não poderia fazer coro na tribuna da Câmara para exigir pelo menos uma investigação tanto do caso Xande como também do atual caso, o do sr. Bulin?

Aliás, além de investigar o caso do sr. Bulin, é preciso ajudá-lo a conseguir a cirurgia para retirada do metal dentro de seu corpo o mais rápido possível. Ou por acaso, a prefeitura está esperando que o sr. Bulin também sofra de infecção generalizada?

Biguaçu merece respeito!

 

Vitorcir Bulin sofreu acidente em outubro do ano passado e até agora não conseguiu cirurgia para reparar erro médico da UPA de Biguaçu. (Foto JBFoco)
Segundo Bulin, médico da UPA fez pontos em seu dedo, mas não retirou fragmento de metal, isto é, costurou tudo junto. Agora fragmento está inflamando sua mão. (Foto JBFoco)

 

Cadê a Responsabilidade e a Seriedade da Prefeitura de Biguaçu para apurar o “Caso Xande”?

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