O Brasil recebeu a notícia chocante de dois jovens encapuzados terem invadido hoje de manhã (quarta, 13/03) uma escola chamada Raul Brasil, na cidade paulista de Suzano, para praticar aquele massacre típico de escolas norte-americanas.

Os jovens atiraram em tudo que é gente que apareceu pela frente. Acabaram matando cinco estudantes e um funcionário do estabelecimento, sem falar dos inúmeros feridos, alguns graves, ou seja, o número de mortos pode aumentar.

A grande imprensa está realizando a cobertura desse massacre, o segundo do gênero registrado no Brasil. Sim, em 7 de abril de 2011, um cidadão com problemas psiquiátricos invadiu a escola Tasso da Silveira, no bairro Realengo, Rio de Janeiro, e realizou um massacre. No final, ao invés de se suicidar como fizeram os atiradores da escola de Suzano hoje (quarta, 13/03), o assassino do massacre de Realengo morreu trocando tiros com um policial que entrou na escola para defender as vítimas.

O que Biguaçu tem a ver com isso?

Quando houve o assassinato do professor Adair José Marcon, 32, na manhã de 27 de junho de 2007, no meio do ginásio Nagib Salum, em Biguaçu, por um cidadão que atirou na vítima no meio de uma multidão de crianças e adolescentes que participavam de atividades esportivas, que entrou no ginásio armado, sem sequer passar por algum tipo de segurança, o jornal Biguaçu em Foco defendia, naquela época, quase 12 anos atrás, que era preciso cuidar da segurança e entrada tanto do próprio ginásio de esporte onde aconteceu a tragédia como também nas escolas.

Na época, argumentamos que, não seria difícil algum maluco pegar armas, entrar numa escola na porta da frente e resolver seus traumas de bullying e outras más lembranças atirando em estudantes inocentes.

Pois bem! Quatro anos depois, houve o massacre da escola de Realengo, Rio de Janeiro. Hoje, oito anos depois do primeiro massacre, tivemos o massacre de Suzano (SP).

Como já é a segunda vez, não é mais possível não pensar em algum sistema de segurança. Não é fácil. Mas, infelizmente, já temos de pensar em como se precaver com uma situação absurda de alguém invadir escola para praticar uma nova “Columbine”, o mais famoso massacre de escola nos EUA, ocorrido em 1999.

Infelizmente a prefeitura e governo do Estado têm de pensar em alguma estratégia para lidar com a possibilidade de algo assim.

Os malucos dos EUA deram a ideia: praticar massacre em escolas. Malucos brasileiros, inspirados nessa loucura, já praticaram dois desses massacres. Só faltava algum maluco catarinense quer fazer uma aberração mental dessas numa escola de Santa Catarina.

É verdade que a probabilidade é baixa (“livrai-nos desse mal”), mas, infelizmente, existe. Portanto, todo o cuidado é pouco.

 

Massacre da escola de Suzano (SP). (Foto Divulgação WhattsApp)