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Em 2007, quando houve o episódio do cidadão ciumento que matou a tiros um professor dentro do ginásio de esportes Nagib Salum, em Biguaçu, no meio da criançada durante um evento esportivo, o JBFoco publicou na ocasião a necessidade de se investir em medidas de segurança nas escolas.

É verdade que o atentado em questão aconteceu dentro de um ginásio de esportes, mas o exemplo vale para qualquer ambiente público. Afinal de contas, o cidadão que matou o professor com uma arma e não havia um guarda ou uma porta de detecção de metais na entrada do ginásio. O assassino entrou no local sem problema algum. Já imaginou se que portasse uma metralhadora e resolvesse também atingir as crianças?

As escolas precisam de portas de detecção de metais. Os alunos precisam ser vistoriados para ver se alguém está levando às escondidas armas de fogo, facas e outros objetos.

É caro isso? Sim, infelizmente sim. Mas depois do atentado de Suzano em 13 de março deste ano, em que dois jovens ensandecidos entraram na escola e passaram a atirar em todo mundo que aparecesse na frente, deixando 10 mortos, não é mais possível prosseguir com os velhos hábitos, achando que escola não pode ser de uma hora para outra ser invadida por malucos e um massacre ocorrer.

Pois bem! Dito tudo isso, por pouco não houve a repetição desse tipo de massacre e, desta vez, aqui em Santa Catarina.

Um adolescente de 16 anos, depois que ouviu a respeito do massacre de Suzano (SP), passou a divulgar, pelas redes sociais, que iria promover o mesmo na escola Almirante Lamego, no município de Laguna, sul do estado de Santa Catarina.

Não é preciso dizer que o cidadão é completamente “sem noção” e, ainda por cima, duplo. Em primeiro lugar, usar as redes sociais para dizer, em alto e bom tom, que vai invadir a escola para “matar”. Em segundo lugar, dizer isso abertamente, como se isso fosse a coisa mais “natural” do mundo.

Ainda bem que esse maluco (sim, cara que diz que quer matar crianças é tudo, menos gente normal) foi descoberto e a polícia agiu a tempo.

Mas o perigo existe. Nunca se sabe se outro maluco não esteja já preparando um ataque e não cometa o “erro básico” de dizer o que vai fazer nas redes de whatsApp. Afinal de contas, malucos não faltam nesse mundo.

E voltando a Biguaçu, é preciso pensar em maneiras de garantir a segurança das escolas.

A questão é simples: se um cidadão ir a uma escola com armas dentro de uma mochila, ele não vai entrar facilmente no estabelecimento? Haverá um vigilante na entrada? E se existir um guarda, este fará uma checagem na mochila?

A resposta é muito simples: quem quiser fazer um atentado em qualquer escola que seja, ele vai conseguir, pois não há a mínima segurança.

É verdade que as escolas costumam fechar suas entradas e, para entrar, é preciso tocar a campainha ou chamar a secretária.

Sim, e daí? O cara inventa qualquer desculpa tipo “gostaria de falar com a diretora” e a porta será aberta.

Então o cara pode entrar, abrir a mochila, puxar a arma e começar a atirar.

“Vire essa boca lá”. Aliás, estamos virando. Estamos falando de uma suposição, uma infeliz suposição, um exercício de imaginação. Mas vale lembrar que os malucos de Suzano nem precisaram falar com quem quer que seja para entrar na escola. O portão estava aberto, eles entraram com a maior calma e fizeram aquela barbaridade toda.

O que queremos dizer é que, a partir de agora, depois de tantos atentados nas escolas dos EUA e no Brasil (sim, no Brasil já houve oito casos registrados desde 2002, sendo o de Realegndo (2011) e Susano (2019) os que tiveram o maior número de mortos), e agora que detectaram um adolescente maluco em Laguna, é preciso pensar em medidas de segurança.

Todo o cuidado é pouco, como diz o ditado. Não podemos dar chance ao azar. Nunca se sabe se determinado garoto, aparentemente “normal”, não possa surtar e planejar um massacre.

Perguntar não ofende: e aqui em Biguaçu? O assunto será discutido na Câmara de Vereadores? Existe alguma discussão sobre o assunto ou vão seguir o tradicional “deixa como está para ver como é que fica”?

 

Ozias Alves Jr

E-mail: ozias@jbfoco.com.br

 

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