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Um leitor enviou-nos fotos de uma praça situada no bairro Universitário, em Biguaçu. Chama-se “Erci Marinho”.

As fotos já mostram o tamanho da “bronca”: a praça Erci Marinho está uma lástima. O mato está avançando e os bancos ainda não foram quebrados porque os vândalos ainda não descobriram onde é a tal praça. Nem estamos falando que falta pavimentação neste local que certamente vira um “lamaçal” em dias de chuva intensa.

O JBFoco tem defendido que Biguaçu tenha várias praças. A ideia é que cada bairro tenha, pelo menos, uma praça, símbolo de qualidade de vida.

Sim, cidade que se preza tem de ter praças, parques, áreas verdes, local para conversar, namorar, andar, correr, fazer exercícios, levar seu filho para brincar, seu cachorro para passear etc.

Quando falamos de praça, estamos dizendo também que é preciso ter sempre ter um parquinho infantil para que os pais possam levar seus filhos pequenos a brincar.

Mas queremos deixar bem claro o seguinte: de nada adianta a prefeitura criar novas praças (o exemplo é a “Erci Marinho) se não houver manutenção.

Sim, manutenção. É preciso capinar quando o mato crescer na praça. É preciso arrumar os brinquedos caso houver danos. Se rasgar a rede do campinho de futebol (a praça do Jardim São Miguel, bairro Rio Caveiras, possui um campo), é preciso remendar ou trocar, enfim, sempre manter o patrimônio.

Mas o engraçado é que a prefeitura faz a praça, mas não pensa em como mantê-la. Claro, é preciso definir isso. Faz parte do planejamento mínimo.

A conclusão é simples: construir praça, mas não pensar em ter o responsável pela manutenção, isto é, o zelador, é muito problemático, pois certamente o local irá ser degradado. Vale lembrar que há vândalos e gente sem um pingo de “patriotismo” que adora destruir o patrimônio público pelo simples prazer de fazer arruaça.

Das duas, uma: ou a prefeitura incumbe a secretaria municipal de obras a fazer a manutenção periódica da praça ou abra uma concorrência para fazer um termo de “concessão”.

Por exemplo, no bairro tal, foi construída uma praça. Uma pessoa da comunidade poderia ganhar o direito de explorar a praça. Pode instalar um trailler ou uma lanchonete.

Em troca pelo direito de ter o “ponto” de comércio, essa pessoa ficaria incumbida de zelar pela praça.

E a experiência é das mais positivas. Quem tem uma lanchonete ou banca de revistas ou qualquer negócio numa praça, tudo que essa pessoa quer é que o local esteja limpo e arrumado.

A conclusão é simples: se a prefeitura não tem condições de mandar a secretaria de obras fazer a manutenção, deveria pensar seriamente em abrir concessões para particulares puderem instalar seus negócios em praças públicas com o compromisso de fazer a manutenção.

Por exemplo, há uma pracinha na rua Rosa, bairro Prado de Baixo, ao lado da sede da Auto Pista Litoral Sul.

Não é preciso dizer que essa praça é muito bem cuidada pela Auto Pista. É um exemplo. Quando há alguém ou alguma empresa que faz a manutenção, o vandalismo e o abandono não se criam.

Eis a conclusão. Esperamos contribuir para uma Biguaçu melhor com ideias simples, mas práticas.

 

Ozias Alves Jr

Editor

 

Praça Erci Marinho. Não seria interessante também ter uma placar informando quem foi a pessoa homenageada com o nome do espaço público? (Foto Divulgação)

 

 

 

Local está abandonado. (Foto Divulgação)

 

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