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O prefeito de Biguaçu deve ter um laptop, é claro. Nesse computador portátil, pode ou deveria ter um programa de gerenciamento de dados.

Por que “gerenciamento” de informações? Simples, informações organizadas ajudam em qualquer tipo de planejamento. Vamos aos exemplos.

Biguaçu é cortado pela BR-101 e não passa dia em que não há acidentes, atropelamentos e mortes infelizmente.

Perguntar não ofende, mas o laptop do prefeito Ramon está conectado à Polícia Rodoviária Federal (PRF) e os dados estatísticos estão disponíveis?

Quando os policiais rodoviários registram acidentes, eles informam o quilômetro onde aconteceram, dados da(s) vítima(s), se houve mortes, danos graves etc.

Através da computação, é possível esses dados serem organizados automaticamente informando os dados estatísticos das ocorrências em cada quilômetro da BR-101 em Biguaçu.

E o prefeito, no seu café da manhã, ao abrir seu laptop, poderia saber, em tempo real, quais os quilômetros da BR-101 com o maior índice de acidentes, onde há mais atropelamentos e onde há mais mortes.

Mas e daí? Por exemplo, as estatísticos mostram que, no quilômetro tal da BR-101, houve 70% dos atropelamentos com morte ao longo dos últimos 20 meses.

Vendo o local, verificaria que os acidentes acontecem nesta área porque não há um túnel ou uma passarela de pedestres.

E o que o prefeito, tendo essa informação baseada em números concretos, poderia fazer? Solicitar ao governo federal a construção de uma passarela ou exigir alguma outra obra de segurança no local.

Mas perguntar não ofende: o prefeito tem essas informações no seu laptop? Com sinceridade, ele sabe dizer qual é o trecho da BR-101 que concentra o maior número de acidentes?

Outro exemplo. Hoje a delegacia de polícia civil registra no computador os BO (Boletins de Ocorrência). É o registro de uma infinidade de “pepinos”: de roubos, assaltos, tráfico de drogas, acidentes, brigas, atentados contra vida etc.

Esses dados poderiam estar conectados ao laptop do prefeito. É claro que nomes das pessoas não seriam fornecidos, mas apenas dados estatísticos.

O que o prefeito poderia fazer se tivesse tais dados no seu laptop?

Por exemplo, ele verifica que 80% dos roubos acontecem no bairro tal, 50% desse número ocorrem num certo trecho da rua tal e que 60% dos crimes dessa natureza ocorrem na… quinta-feira, conforme a estatística dos últimos cinco anos.

O que o prefeito poderia fazer tendo essa informação específica?

O prefeito não é polícia, mas com esses dados estatísticos, ele pode reunir-se com a Polícia Militar para solicitar blitze na rua tal, no bairro tal na … quinta-feira. Entenderam a dinâmica?

O prefeito, tomando seu café, verifica que 60% dos adolescentes foram apreendidos por tráfico de drogas no bairro tal.

O que poderia o prefeito fazer com esse dado? Continua a beber café como se nada fosse nada, como geralmente acontece se tal exemplo realmente existisse?

Um prefeito dinâmico chamaria seus assessores dando a ordem de, no prazo tal, ter um plano de ação no bairro “x” para tentar afastar os jovens do tráfico de drogas.

No bairro há uma escola tal. Então, chega-se à conclusão que, para tentar combater a tendência dos adolescentes locais de entrarem para o tráfico de drogas, é preciso criar o “contraturno”, ou seja, fazer com que os jovens fiquem das 7h às 18h dentro da escola.

De manhã, escola, e, à tarde, o “contraturno”, os adolescentes participariam de equipes de esportes, música e artes. E haveria quatros refeições- o café da manhã, almoço, lanche e, quem sabe, o jantar.

Uns vão dizer: “é muito caro dar quatro refeições”. É verdade. Não tiramos a razão de quem levantar essa justificativa. Mas prisões são muito mais caras e dispendiosas do que quatro refeições, não concordam.

Ninguém aqui está dizendo que tal ação vai acabar com o tráfico de drogas nessa região específica fazendo o que está sendo sugerido, mas uma informação estatística precisa, atualizada, ao vivo e rápida pode ajudar qualquer prefeito a pensar em estratégias CERTEIRAS para agir no lugar certo, na hora certa e com o menor custo possível sem desperdícios.

Sim, se no bairro “y” não há qualquer registro de tráfico de drogas, não é preciso (pelo menos, agora) de investir num “contraturno” para afastar os jovens locais do mundo do crime, não é? Os esforços da prefeitura estaria concentradas única e exclusivamente (pelo menos neste primeiro momento) nas regiões mais problemáticas.

Perguntar não ofende: a prefeitura de Biguaçu, que está toda informatizada, conseguiria responder perguntas como: quantos alunos na rede municipal têm deficiência física, quais são as ruas ainda não pavimentadas da cidade, quais as regiões ainda não atendidas pela Casan, quantos são os diabéticos no município, quantos cidadãos não possuem carro e dependem de ônibus etc?

O banco de dados das secretarias municipais de saúde, educação, assistência social,  entre outras, está interligado e gerando “n” relatórios no laptop do prefeito?

A prefeitura de Biguaçu já falou com a Secretaria de Estado da Segurança Pública para solicitar uma conexão entre o laptop do prefeito com o banco de dados estadual para que Biguaçu tenha ao vivo, em tempo real, números das ocorrências policiais registradas na delegacia da cidade?

O prefeito já pediu ou consultou a PRF da possibilidade de ele ter, no seu laptop, dados sobre acidentes, mortes, atropelamentos na BR-101 em Biguaçu em tempo real para seu conhecimento?

Antes do advento do computador, tais informações eram impossíveis na velocidade e na dinâmica ideais. Agora tudo mudou. Se souber agir, as estatísticas são preciosas para qualquer tipo de planejamento.

Mas perguntar não ofende: o prefeito tem essas informações no seu laptop? Já pensou nessa ideia? Se alguém sugerir isso para o prefeito, ele vai pensar que estamos falando grego com ele? Ou acha que governar é o famoso “deixa a vida me deixa, a vida leva eu”, do Zeca Pagodinho e da velha e tradicional política?

Existe informação que é apenas decorativa, mas tem sua importância dependo do momento. Mas existe outras que realmente são importantíssimas e podem ser de grande utilidade para o prefeito dinâmico, inteligente, focado, compromissado em buscar administrar um município com o máximo de eficiência possível.

E o JBFoco, mais uma vez, dando sua contribuição para o debate.

 

Ozias Alves Jr (Editor)

E-mail: ozias@jbfoco.com.br

 

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