O caso do Anel Viário Biguaçu-Palhoça merecia um livro. Afinal de contas, haja atrapalhadas uma atrás da outra.

Segundo informa o atual prefeito de Palhoça, Camilo Martins (PSD), por causa de “atrapalhadas” do ex-prefeito Ronério Heiderscheidt, que administrou Palhoça entre 2005 a 2012, e dos vereadores que se encontravam na câmara local nessa época, o Anel Viário vai custar bem mais caro do que o previsto no original, isto é, os custos estão na ordem de R$ 1,4 bilhão!

Por quê? Vamos aos fatos.

 

LOTEAMENTO

O primeiro fato foi o seguinte. A prefeitura de Palhoça simplesmente autorizou a construção de um loteamento num terreno que, previamente, já estava traçado para o Anel Viário.

Sim, já estava previsto que o local seria parte da pista da rodovia, mas, mesmo assim, o prefeito da época, Ronério Heiderscheidt, autorizou a obra.

É claro que, em sua defesa, vai alegar que “não sabia”, que não foi comunicado etc e tal.

É verdade que não podemos saber de tudo. Para isso, existem os assessores para pesquisar. A pergunta que não quer se calar: por que os assessores do então prefeito não alertaram Ronério do problema? Ou Ronério autorizou de livre e espontânea vontade, mesmo sabendo que o terreno já era destinado ao Anel Viário?

 

BAGUNÇA

O segundo fato foi o seguinte. O terreno em questão era para a ampliação de um presídio agrícola, mas, no final, a área foi considerada inapropriada.

A especulação imobiliária foi em cima e pressionou. A prefeitura de Palhoça enviou o projeto para a Câmara Municipal e os vereadores aprovaram o dito loteamento.

A alegação é a de que “não sabiam” de nada. Alegam que a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) não enviou qualquer documentação informando que a área em questão já estava destinada ao traçado da futura rodovia.

Mas espera aí. Desde 2001, já se sabia que seria construído o Anel Viário. Como é que assessores tanto do prefeito quanto da câmara não fez uma pesquisa prévia para saber onde a rodovia passaria? A ANTT já não tinha o traçado já definido?

 

CONSEQUÊNCIAS

As consequências foram funestas. Por causa do loteamento, o traçado do trecho final do Anel Viário teve de ser modificado. Três túneis duplos, que não estavam previstos, tiveram de ser incluídos, onerando a obra em mais R$ 1,4 bilhão.

E o problema não parou por aí. O traçado da rodovia foi mudado e acabou atingindo inúmeras propriedades vizinhas. Isto é, inúmeras famílias tiveram de sair de suas casas por causa do novo traçado.

“Ah, mas eles ganharam indenização”. É verdade, se bem que algumas famílias não concordaram com o valor. Para elas, é bem abaixo do mercado.

O problema da indenização é a seguinte: com o dinheiro que o cidadão recebe não dá de comprar uma outra propriedade do mesmo tamanho da anterior.

 

RESPONSABILIZAÇÃO

Ronério Heiderscheidt, os vereadores da época e a ANTT deveriam estar no banco dos réus. O motivo é simples: foi muita falta de responsabilidade. Essa “brincadeirinha” deles provocou prejuízos de toda sorte e, inclusive, o atraso da obra que não termina nunca.

Além disso, eles deveriam ser punidos só para servir de lição.

 

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