Nessa semana o colunista Décio Alves informou que não estava descartada uma candidatura a prefeito de Biguaçu do ex-prefeito Castelo (PP), que até então não admitia de forma alguma essa hipótese.

Diante desse fato o atual secretário da casa civil do governo do Estado, Douglas Borba, vereador licenciado de Biguaçu, declarou apoio a Castelo desde que esse se filie no PSL, partido do governador Carlos Moisés.

Todas essas ações enfraquecem o atual vice-prefeito de Biguaçu Vilson Alves (PP) que até então era para ser o candidato do grupo que detêm o poder em Biguaçu e quer vencer as eleições majoritárias do ano que vem.

Por isso o questionamento que só Vilson Alves poderá responder: Afinal de contas, mataram sua candidatura a prefeito de Biguaçu Vilson?

 

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POSIÇÃO ANTI-VILSON

Douglas, ao apoiar até com certo entusiasmo uma possível candidatura Castelo a prefeito de Biguaçu caso esse decida por isso, deixa subentendido que admite indicar um vice numa coligação que preserva a base montada desde 2008. E com isso reforça a posição anti-Vilson. A atitude de Castelo em não descartar uma possível candidatura sua a prefeito em 2020 demonstra que Castelo admite a fragilidade de Vilson Alves.

 

FERIDA DE MORTE

Com tudo isso fica sem viabilidade a candidatura de Alves dentro do PP. Vilson, segundo especulações levantadas pelos próprios aliados, não é visto como opção eleitoral viável e denota dificuldade de articulação com outros partidos. É uma candidatura ferida de morte. Por isso a matéria de capa dessa edição faz a seguinte pergunta para o vice-prefeito de Biguaçu: Mataram a candidatura de Vilson? O que o pré-candidato tem pra dizer?

 

COMO VAI FICAR?

A coluna abre espaço na edição de sexta-feira para que o vice-prefeito dê sua versão. Alves está muito quieto sobre o assunto. Ou não assimilou ainda o que está acontecendo ou está aceitando tudo de cabeça baixa. Por isso o jornal quer saber sua posição. Como ele vê uma pré-candidatura Castelo? E o apoio de Douglas, um ex-integrante do PP, ao ex-prefeito é avaliado por Vilson como? E seu trabalho para ser pré-candidato, será jogado fora? Alves voltará a ser candidato a vereador ou apoiará outro nome a prefeito da cidade? Estará junto de Castelo se esse vier a ser candidato a prefeito no ano que vem?

Castelo: ao reconhecer uma possível candidatura a prefeito sua, admite a fragilidade de Vilson. (Foto Arquivo JBFoco)
Vilson: candidatura ferida de morte. (Foto Arquivo JBFoco) 

 

Douglas: afirma sua posição anti-Vilson a partir da hora que apóia Castelo. (Foto Arquivo JBFoco)

 COMPARAÇÃO 

Castelo pode ter seus defeitos, mas ninguém pode dizer que, como político, ele sabe buscar verbas públicas e que não tem ideias.

Foi Castelo quem foi a Brasília conversar com deputados, senadores e ministros e conseguiu a macrodrenagem, que custou R$ 35 milhões. Detalhe: a fundo perdido. O dinheiro foi liberado e Biguaçu não pagou um tostão por isso.

O ex-prefeito foi quem viabilizou a construção do hospital de Biguaçu, sem fazer de uma série de pequenas, médias e grandes obras para a cidade, tudo fruto de sua articulação junto a autoridades federais e estaduais.

E Castelo, quando deixou o poder, estava trabalhando para conseguir o molhe da foz do rio Biguaçu e uma ponte no mesmo rio para que os motoristas que estiverem na Saudade possam acessar o hospital.

CONTRASTE

Ramon assumiu o poder com a renúncia de Castelo em dezembro de 2014. O contraste foi gritante.

O que Castelo tinha de dinamismo, capacidade de articulação, saber onde buscar verbas estaduais e federais para obras públicas em Biguaçu, Ramon tinha o contrário: a completa incapacidade.

Que obra Ramon pode dizer que se trata de um projeto seu, que ele foi atrás em busca de verbas, conversou com não sei quem e conseguiu as verbas para tal?

Certamente ele não conseguirá listar um único. Todas as obras que ele fez depois de dezembro de 2014 são “resquícios” do Castelo. Sim, são obras que Castelo tinha conseguido e, como renunciou, foram herdadas por Ramon.

Em linguagem bem simples: Ramon surfou e continua surfando a onda de Castelo. O atual prefeito é de uma incompetência ímpar, de uma mediocridade gritante em comparação a Castelo.

E Biguaçu está pagando o preço de alguém notoriamente incompetente, sem capacidade de trabalho e articulação do antecessor.

 

COMPARAÇÃO

Um vereador falou informalmente e fez a seguinte comparação: “Biguaçu está funcionando como um carro sem bateria. O motorista sumiu e o eletricista ninguém sabe quem é. E o prefeito Ramon pensa que está dirigindo, mas não percebeu que o carro está parado. E temos de estar sempre alertando dos problemas da cidade dos quais o prefeito está completamente alheio. Parece que ele vive num mundo só dele, autista. Lamentável”.

Disse tudo. É o mais perfeito retrato da realidade hoje em Biguaçu.

 

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