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Biguaçu acabou entrando na confusão do município vizinho porque filha de vereador biguaçuense teria sido contratada na câmara de lá em troca de contratação de parente do vereador josefense em Biguaçu

Se o vereador de São José, Alexandre Rosa, conhecido popularmente como “Velha” e político com notória popularidade naquele município, estiver certo, tudo indica que ele está sendo vítima de complô para tirá-lo da sucessão da prefeitura daquela cidade, com o 5º maior PIB (Produto Interno Bruto) do estado de Santa Catarina.

Vamos aos fatos em torno de dois vídeos que estão circulando desde quinta-feira da semana passada (16/05) nas redes de whatsApp com acusações contra o vereador Velha.

O primeiro desses vídeos, que acabou sendo divulgado pela TV em Foco, de Carlos Wanderley Gomes da Silva, aparece Velha recebendo uma quantia de dinheiro e, em seguida, ele divide parte das notas para alguns assessores.

Um dos assessores gravou a cena às escondidas e a cena foi divulgada como sendo a prova de suposta “rachadinha”, ou seja, a de que Velha estaria cobrando uma parte dos salários dos assessores para si, o que seria ilegal, se isso for comprovado.

Velha, vereador de São José, está sob ataque. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Trecho do vídeo da acusação contra o vereador Velha, de São José, que alega que o dinheiro não é rachadinha, mas sim da publicidade de um programa de TV. (Foto Reprodução)

 

Segundo vídeo que vem circulando nas redes sociais e whatsapp sobre o caso. (Foto Divulgação TV em Foco)

 

Vereador Nei Cunha, de Biguaçu, acabou sendo arrastado na briga de São José porque vereador Velha contratou filha de Cunha em seu gabinete na câmara da cidade vizinha. (Foto Arquivo JBFoco)

 

DEFESA

Velha se diz indignado, pois o dinheiro em questão não era, segundo ele, uma “rachadinha”, mas sim os dois assessores- Ivan Dione Cerqueira Teixeira (ex-chefe de gabinete) e Israel Nunes Cordova- entregando-lhe o que sobrou dos pagamentos de publicidade de um programa de televisão.

Velha é o apresentador do programa “Junto e Misturado”, transmitido há seis anos por uma TV a cabo em São José. Alexandre Rosa alugou um horário, tem uma equipe que vende publicidade e, com o dinheiro arrecadado, paga o aluguel do horário e outras despesas. O que sobra é dividido com a equipe.

Segundo Velha, o vídeo era exatamente isso. Os assessores lhe repassaram o dinheiro e ele dividiu com eles, que trabalham no programa de TV. Mas quem gravou o vídeo, no caso Ivan Teixeira, segundo afirma o vereador, divulgou-o acusando Velha de estar fazendo algo ilegal.

Um exemplo bem didático: seria como o assessor entregasse um saco plástico com um quilo de farinha de trigo e alguém gravasse dizendo que o vereador estaria fazendo “tráfico de drogas”. Nessa situação hipotética, não há como distinguir farinha de trigo de cocaína nas imagens, não é? O exemplo pode encaixar com uma luva para entender a confusão que o tal vídeo em que Velha aparece recebendo dinheiro dos assessores. Como distinguir que aquele dinheiro entregue ao vereador Velha é ou não uma “rachadinha”?

Esta é a grande questão.

 

2º CASO

Como dito antes, aparecem dois assessores entregando-lhe dinheiro. Um era prestando contas do que sobrou dos anúncios do programa de TV, conforme dito antes.

O outro era uma situação diferente. O assessor teria batido com o carro e não pago a dívida. Velha teria assumido essa “bronca” que foi parcelada e, a cada mês, o assessor tinha de pagá-lo, isto é, Velha pagou a dívida que não era sua e o assessor teria comprometido-se a pagá-la a prestação.

No vídeo de seu pronunciamento no Facebook, o vereador apresentou os documentos que, segundo ele, comprovam o acordo como também certos cheques do ex-assessor cujas dívidas teriam sido pagas pelo vereador.

 

VÍDEO

O vídeo certamente será periciado pela justiça, mas aos ouvidos leigos, não há como ter uma certeza 100%. Mostra Velha recebendo o dinheiro e depois devolvendo parte do mesmo aos assessores.

Pelo diálogo, não há como afirmar com certeza absoluta tratar-se de uma “rachadinha”. E se for realmente, conforme alega Velha, um mero pagamento de parte dos lucros do programa de televisão, “Junto e Misturado”?

Por isso, a necessidade de um laudo da perícia para analisar o diálogo e esclarecer do que realmente se trata.

 

DENÚNCIA

Na última quinta-feira (16/05), a câmara de Vereadores de São José recebeu a denúncia contra o vereador Velha. Duas semanas antes, o Ministério Público também recebeu a mesma denúncia tendo como anexo o vídeo em questão.

A denúncia é assinada por Mauro da Silva, conhecido como Mauro Fiscal (DEM). Quem é esse cidadão? Trata-se de um suplente de vereador.

Na possibilidade de Velha ser cassado, por exemplo, quem assumiria a vaga é Mauro Fiscal.

Em seu vídeo respondendo às acusações, Velha observou que a denúncia de Mauro Fiscal não seria “isenta”, mas sim que o denunciante teria muito a ganhar com uma eventual “queda” de Velha.

 

ATA NOTARIAL

Uma das provas apresentadas pelo denunciante Mauro Fiscal ao Ministério Público seria uma “ata notarial” registrada em cartório por Ivan Teixeira, ex-chefe de gabinete de Velha.

Ivan afirmou no citado documento que em 2 de janeiro de 2017, um dia depois da posse do citado vereador, teria feito um acordo com o seguinte termo: durante três meses o assessor Ivan repassaria R$ 2 mil de seu salário para Velha.

Em maio de 2017 voltei a conversar com o Velha sobre a devolução de parte do meu salário e fui informado que teria que continuar a repassar por que se não seria demitido, pois segundo ele ainda teria que pagar alguns compromissos de campanha”, escreveu Ivan em sua ata notarial.

De acordo com a citada ata, Ivan acabou sendo hospitalizado em 2019, pediu exoneração e teria indicado sua irmã em seu lugar com o compromisso de que ela repassaria R$ 2,5 mil de seu salário para Velha. Mas posteriormente ela não mais aceitou o dito acordo.

Mas o documento, apesar de “bombástico”, tem um problema: não prova que realmente Velha teria fechado acordo com esses termos com o antigo assessor, como se fosse um contrato comercial qualquer.

Se o assessor não tiver alguma gravação ou filmagem comprovando o “acordo” que caracterizaria a “rachadinha”, será apenas a sua palavra contra a do vereador.

No entanto, talvez o objetivo nem seja este, mas apenas o de “manchar” a imagem de Velha na comunidade já que o vereador em questão goza de grande reputação no eleitorado.

Como para a população em geral, “político é tudo ladrão”, uma denúncia qualquer contra Velha, que goza de notória reputação popular, acaba virando poderosa arma eleitoral.

Afinal de contas, a justiça brasileira, por causa do excesso de processos, demora muito para julgar e, nesse caso, “periga”, como se diz na linguagem popular, chegar a próxima eleição de outubro de 2020 e o caso ainda não ser julgado, o que prejudicaria Velha, candidato à reeleição ou, quem sabe, a prefeito daquela cidade.

 

NEPOTISMO CRUZADO

O que Biguaçu tem a ver com essa “briga” dos bastidores da política de São José?

O segundo vídeo que está circulando nas redes sociais é uma entrevista que o vereador Velha concedeu a dois repórteres, entre eles, Sérgio Guimarães, ex-RBS, comentando sobre a denúncia de Mauro Fiscal.

Velha foi questionado sobre “nepotismo cruzado”. Ele teria contratado Thuany Cunha, filha do vereador Nei Cunha (PPS), de Biguaçu, para atuar em seu gabinete. Em retribuição, Cunha teria contratado a nora do vereador Velha para atuar na câmara de Biguaçu.

No vídeo, Velha confirma que houve a contratação da filha do vereador, mas observa: quem fez a contração foi o ex-chefe de gabinete, Ivan Teixeira, do qual tinha confiança e quem foi o autor do vídeo da denúncia.

De acordo com Velha, Ivan pediu exoneração de seu gabinete depois de ter sido hospitalizado no início de 2019 quando foi atacado por alguém a faca, episódio ainda não esclarecido. O caso aconteceu em Biguaçu, onde Ivan reside.

No lugar de Ivan, foi contratada a irmã dele, mas não se adaptou ao trabalho e, segundo Velha, então veio a filha do vereador Cunha, de Biguaçu, que atuou alguns meses.

No entanto, segundo Velha, Ivan teria ficado com raiva e usado a gravação que fez em abril de 2018 mostrando o vereador recebendo e pagando assessores. A gravação estava guardada e só agora acabou sendo divulgada.

 

CUNHA

A reportagem do JBFoco não conseguiu contatar o vereador Cunha, mas o jornal está à disposição do vereador para esclarecimentos sobre o caso.

 

TRÂMITE

Nesta segunda-feira (20/05), a câmara de vereadores de São José deverá formar a comissão de ética para apurar a denúncia de Mauro Fiscal e julgar o vereador Velha.

Serão momentos nevrálgicos, pois a comissão, dependendo das provas, poderá afastar Velha do cargo como também solicitar à mesa diretora da Casa a abertura de um processo de cassação contra o vereador acusado como também a sua absolvição. Portanto, como canta Roberto Carlos, “são muitas emoções”.

 

COMPLÔ?

Das duas, uma: Velha seria um “lobo travestido de cordeiro” ou ele estaria sendo vítima de um complô articulado. Vamos analisar.

Alexandre Rosa, o Velha, é o vereador revelação da atual câmara de São José. Dono de um conhecido lava car de Barreiros, Velha é um cidadão muito popular.

Desde a tenra juventude, ele ajuda as pessoas. Se um vizinho teve a casa incendiada, ele logo mobiliza a comunidade para ajudar a vítima. O vereador é muito ativo em auxiliar a comunidade, principalmente a mais necessitada.

Velha atuou muitos anos como cabo eleitoral e, na eleição de 2012, resolveu sair candidato a vereador. Quase foi eleito. No pleito municipal de 2016, acabou sendo eleito e seu nome só vem crescendo na política josefense.

 

CRESCIMENTO

Coincidentemente o vídeo da suposta “rachadinha” envolvendo Velha aparece num momento em que tem gente falando da possível candidatura do citado vereador a prefeito de São José.

Para quem não se deu conta, São José tem o quinto maior PIB (Produto Interno Bruto) do estado de Santa Catarina. A arrecadação da prefeitura local chega a ser BILIONÁRIA se somamos cada período de quatro anos.

A questão é: se na eleição de 2020, se o vereador Velha vier a ser candidato a prefeito e se houver uma onda em prol de uma “cara nova” na prefeitura, as forças “tradicionais” ficariam preocupadas com a possibilidade de perder o controle de um literal “cesto de ovos de ouro” chamado Prefeitura de São José para uma pessoa fora do “grupo”?

É verdade também que isso pode ser pura “teoria da conspiração”, mas quem pode provar que não há fortes interesses no poder da prefeitura de São José e que numa eventualidade Velha ser um novo “Carlos Moisés” ou “Bolsonaro”.

 

VÍDEOS

Confira os vídeos do caso:

 

https://chat.whatsapp.com/KGHnAVR0IDg76hT4dBMrAX

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