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Caros leitores. Você se lembram daquele episódio do preso da cadeia de Biguaçu, que fingiu estar mal, foi levado à UPA da rua Quintino Bocaiúva e bandidos fortemente armados renderam o policial que acompanhava liberando o preso?

Isso aconteceu em 2017. Agora, dois anos depois, na manhã de terça (16/07), eis que a Polícia Civil, em parceria com a Federal, conseguiu localizar e prender aquele preso resgatado na UPA de Biguaçu.

O cara é conhecido por “Gordão” e sua “bronca” é tráfico de drogas. O cidadão encontrava-se vivendo num condomínio de luxo em Itapema.

Apesar de morar tão próximo de Biguaçu, Gordão não usava sua verdadeira identidade, é claro. Sua carteira era completamente falsa tal como uma nota de três reais.

E Gordão não ficou “mocozado”. Pelo contrário. O cara recebeu a incumbência de administrar as atividades do PCC (Primeiro Comando da Capital, de São Paulo) no sul do Brasil. O cidadão trabalhava como “Executivo” do crime.

O PCC tem uma guerra com outras facções pelo domínio do tráfico de drogas na fronteira entre Brasil e Paraguai.

 

PERGUNTAS

Mas falando sobre o traficante PCCano, Gordão, perguntar não ofende:

  • diante das circunstâncias prá lá de absurdas (Gordão ir para a UPA escoltado por apenas dois agentes), não deveria ter sido aberta alguma sindicância para apurar o que aconteceu?
  • A secretaria de Segurança Pública realizou tal investigação para apurar as falhas de conduta na ocasião?
  • Se o preso estava doente, não poderia um médico atendê-lo dentro da cadeia de Biguaçu ao invés de ele ser levado à UPA?
  • A UPA não poderia ter enviado esse médico para que o preso não fosse até à UPA?
  • Quantos eram os policiais que o escoltavam? Não me lembro mais, mas eram poucos. Parece que dois. Não é evidente que dois policiais seriam facilmente rendidos por bandidos fortemente armados?
  • E alguém já se perguntou do perigo que os cidadãos comuns que estão nas filas do atendimento médico estão expostos quando bandidos da cadeia são levados para a UPA?
  • E se os policiais revidassem e os bandidos atirassem? Como ficariam os cidadãos?

RESGATE

Não faz muitos anos que houve a mesma coisa no posto de saúde de Antônio Carlos. Um preso da Penitenciária de São Pedro de Alcântara alegou dor de barriga ou sei lá o quê e foi levado para o posto de saúde de Antônio Carlos- pasmem.

Lá chegou e os policiais que estavam na escolta foram atacados por bandidos fortemente armados. Rolou o maior tiroteio. Foi o salve-se quem puder. Nunca os “alemãos” de Antônio Carlos escutaram tantos tiros.

E o bandido foi resgatado naquela ocasião. Coisa de cinema!

EFLEXÃO

O JBFoco publicou na ocasião uma série de reflexões a respeito desse caso: o do preso levado para a UPA por apenas dois policiais (se a memória não estiver pregando peça) e de ser resgatado por seus comparsas. E também relembramos o caso de Antônio Carlos.

Perguntar não ofende. O que fez a câmara de Biguaçu? Algum vereador foi a fundo nessa história?

Os questionamentos são os seguintes:

1) o presídio não deveria chamar algum médico para atender presos ao invés de manda-los à UPA?

2) até onde é possível a câmara aprovar uma lei exigindo que, para levar algum preso até a UPA, é preciso ter um bom número de policiais de escolta? Ou seja, para evitar que essa operação seja feita apenas por um ou dois policiais, facilmente rendidos se houver um exército de bandidos que estão ali esperando para resgatar o comparsa?

3) até onde a UPA tem o direito de negar atendimento a presos se não há segurança?

Enfim, o caso do preso Gordão deveria ter impulsionado alguma investigação pela câmara para que seu caso não viesse a ser repetido, mas o fato é que a coisa caiu no esquecimento e às favas quaisquer medidas de proteção.

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