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Encontrava-me num bar tomando uma “COCA-Cola” (nome prá lá de problemático) quando escutei um certo cidadão defendente ardentemente a seguinte ideia prá lá de terrorista: distribuir drogas com veneno com o objetivo de matar viciados em massa.

Isso mesmo. Era a ideia do cidadão que fazia seu discurso inflamado diante de uns quatro ou cinco gatos pingados que se encontravam no estabelecimento naquela ocasião.

A ideia é igual àquela comumente usada para matar ratos: espalhar raticida misturado em restos de comida por todos os cantos da casa.

Por que tamanho terrorismo defendido por aquele homem? Por que tanto ódio que já beirava ao genocídio aberto?

É que o dito cujo alegou não aguentar tantos roubos. A gota d´água foi o roubo da fiação de cobre de seu galpão, problema que apareceu justamente numa maré de azar, pois nem estamos falando que a vítima está com muitas dívidas.

Como ele sabe que esse tipo de crime é realizado por viciados que vendem esse metal no mercado negro para obter o dinheiro com o qual compram drogas, literalmente um ciclo vicioso sem fim, entende-se a revolta desse homem e como ele chegou a sua maquiavélica vingança imaginada.

Sim, é tudo imaginação. O homem está defendendo uma ideia genocida, mas isso está apenas no campo das ideias. Não teria coragem nem capacidade estratégica para pôr em ação tamanho extremismo.

Não existe nada no plano do real a não ser resumir-se em apenas palavras revoltadas. Ele não conhece venenos, nem qual o mais indicado, que fosse bem “discreto” e fácil de colocar. Também não conhece traficantes com os quais poderia negociar a compra de drogas. E se consegui-las, como iria distribui-las sem arriscar-se a ser preso pela polícia? Se ele fosse concretizar esse plano, seria arriscar-se demais, pois pelo tamanho do desafio, é algo só digno de grandes terroristas.

Aliás, interrompi-o comentando que tamanha ideia extremista não lhe era original. Comentei que o famoso terrorista Bin Laden, conforme noticiou a Folha de São Paulo, certa vez reuniu-se com mega traficantes colombianos para os quais fez a seguinte proposta: iria comprar não se sabe quantas toneladas de cocaína pagando três ou quatro vezes a mais.

A ideia era colocar certo tipo de veneno na carga e despachar a droga aos Estados Unidos, o maior mercado consumidor de entorpecentes do mundo devido ao alto poder aquisitivo de seu povo.

O objetivo era muito “simples”: matar o maior número possível de cidadãos norte-americanos. Até descobrir que a onda de mortes não era “overdose coletiva”, mas sim envenenamento, o estrago seria grande.

Os traficantes colombianos não aceitaram a proposta, segundo a Folha de São Paulo. Afinal de contas, o que mais eles querem é que os viciados estejam vivos ao invés de mortos, pois é preciso dar continuidade ao negócio sujo.

E foi assim que disse ao homem revoltado que sua ideia de usar veneno nas drogas já teve antecessor, o famoso já mencionado Bin Laden.

Independente da revolta, o fato é que as drogas são uma usina de flagelos na sociedade. Ela é a causadora de tantas desgraças, tantos roubos, assaltos, mortes, violência, tragédias em todos os sentidos.

O problema é encontrar uma solução prática, universal, eficaz para dar um fim a esse flagelo sem sujar as mãos de sangue e não virar um Bin Laden da vida. Como conseguir isso? O fato é que querer colocar veneno nas drogas é, direta e indiretamente, transformar-se num assassino, mesmo que com a justificativa moral do justiceiro que elimina bandidos. Afinal de contas, um dos mandamentos divino é: “não matarás”.

Como ferir de morte o mega lucrativo tráfico de drogas? Como descobrir uma “vacina” que, aplicada na população, desencadearia reações químicas que neutralizariam os efeitos da cocaína, maconha e outros entorpecentes e, por consequência, tiraria a ânsia pela droga? Será que existe alguma substância capaz dessa proeza?

Aliás, quem descobrir essa substância, certamente ganharia o Prêmio Nobel e iria à cerimônia para receber o cheque rodeados de guarda-costas. Afinal de contas, os traficantes não o perdoariam por destruir justamente o negócio deles.

O desafio é colossal. Querer combater o problema com veneno é enredar-se por caminhos satânicos. O melhor caminho é o da Luz. Sem sangue, sem violência, sem provocar mais tragédias a uma sucessão de tragédias, sem condenar-se diante das leis do Divino.

Mas como chegar lá? Em qual planta está a composição química que dará o caminho correto? Será tal coisa possível? Será mera viagem na maionese, mas sem o uso de drogas?

Eis a questão, a grande questão, um hercúleo desafio de ir à guerra, mas sem querer manchar-se de sangue.

 

 

Ozias Alves Jr (Editor)

E-mail: reportagemjbfoco@gmail.com

 

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