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Karl Marx (1818-1883). (Foto Pixabay)

 

Karl Marx (1818-1883), o “guru” da ideologia esquerdista, defendeu abertamente o genocídio de povos inteiros em nome da “Revolução Mundial”? Marx era um verdadeiro “lobo em pele de cordeiro”, um gênio do Mal? Por que o questionamento?

Um historiador britânico chamado George Grimes Watson (1927-2013) afirmou que em janeiro de 1849 o jornal editado por Karl Marx defendeu abertamente o genocídio. Trata-se do “Neue Rheinische Zeitung” (Novo Jornal da Renânia). Vale lembrar que, antes de vagar como exilado político pela Europa até mudar-se definitivamente para a Inglaterra, onde faleceu, Marx fora jornalista e publicou um jornal onde defendeu as teses políticas que se transformaram na ideologia comunista.

Observou Watson: “Eu não sei se muitas pessoas sabem, mas só o socialismo publicamente advogou genocídio nos séculos XIX e XX. É um fato bastante desconhecido e parece chocante se você mencionar. Eu lecionei aqui (Universidade de Cambridge-Inglaterra) e em outras universidades e sempre houve um certo sentido de choque. Primeiro apareceu em Janeiro de 1849, no jornal de Karl Marx, Neue Rheinische Zeitung (Nova Gazeta Renana), Friedrich Engels (o grande companheiro de ideias de Marx) escreveu: “Quando a revolução socialista acontecer, a guerra de classes, haverá sociedades primitivas na Europa dois estágios atrás, porque nem sequer são capitalistas ainda.”

Ele tinha em mente os bascos, bretões, escoceses e sérvios. Chamava-os de Völkerabfälle (“lixo racial”). E eles teriam que ser exterminados porque estando dois estágios atrás na luta histórica, seria impossível trazê-los ao nível dos revolucionários. Marx foi o predecessor do modelo político do genocídio. Eu não conheço nenhum pensador europeu num período anterior a Marx e Engels que tenha publicamente advogado um extermínio racial. Eu não consigo achar mais nada antigo, então presumo que começou com eles.

George G. Watson concedeu entrevista a um documentário de 2008 onde repetiu a mesma tese. Confira no seguinte link:

 

 

 

POLÊMICA

 

Trecho do documentário em que um historiador britânico acusa Marx e Engels de defender abertamente o genocídio de povos inteiros. (Foto Reprodução)

 

 

Otávio Pinto, um advogado brasileiro que mantém um blog sobre política (www. otaviopinto.com), comentou: “ (…) não existe essa expressão ‘lixo racial’ no texto original”. Ou seja, citando um artigo de Marx de 1853 e o já citado texto de Friedrich Engels (1820-1895) datado de janeiro de 1849, não se encontra o termo “lixo racial”.

Otávio Pinto observou: “Como se pode perceber, o autor do documentário, ao atribuir a “citação” a Marx, não prestou atenção nas palavras proferidas segundos antes pelo próprio historiador, o qual mencionou um texto escrito por Engels, não Marx. Mediante um malabarismo incrível, talvez surgiu nesse momento a falsa frase de Marx, pois apenas a partir de 2008 (data do documentário), ela começou a ser divulgada dessa forma na internet”.  (Fonte:

“Holocausto revolucionário”: Marx escreveu isso?

)

 

 

VÖLKERABFÄLLE”

Perfeito. Segundo Pinto, subentende-se que o historiador britânico está “mentindo”. Ótimo. Mas no vídeo documentário já mencionado neste artigo, o historiador Watson citou a palavra em alemão, “Völkerabfälle” (resto populacional, ou seja, “Völker”= popular e “abfälle= resíduo, i.e, “lixo racial” ou “resíduo popular”). Ou seja, Otávio Pinto está tentando desqualificar o historiador britânico George G. Watson afirmando que se trata de uma falácia a tese segundo a qual Marx e Engels teriam defendido ideias genocidas, mas, ao contrário do que afirmou Otávio, realmente aparece uma página do citado antigo jornal de Marx com a palavra “Völkerabfälle” (resto), tal como o intelectual britânico afirmou. E agora?

Pena que o documentário não gastou um tempo para mostrar o texto mais detalhadamente o texto em questão e a tradução frase a frase do parágrafo onde aparece o tal “Völkerabfälle”. Isso para não deixar quaisquer dúvidas quanto à existência ou não do termo no original.

Se Marx e Engels utilizaram o termo “resto racial” ou “lixo racial”, em qual contexto foi usado? Por que estavam referindo-se a “lixo racial”? Que termo é esse? É uma gíria? O que é então? Com que propósito?

Aqui não estamos afirmando absolutamente nada, mas sim chamar a atenção para uma pesquisa quase de caráter policial que pode e deveria ser feita para responder à pergunta: Marx defendeu realmente o genocídio em nome da revolução socialista?

Por trás de uma ideologia em que prometia a felicidade na terra, Marx defendia que os meios para chegar a tamanho ideal passavam inevitavelmente pelo extermínio de povos inteiros?

O primeiro passo desta pesquisa começa em acessar a edição original de janeiro de 1849 do jornal Neue Rheinische Zeitung (vasculhar a internet para ver se estão disponíveis exemplares originais escaneados) e ler o material. Numa rápida consulta, verificamos que há traduções inglesas e francesas, mas é preciso encontrar o material original.

Vale lembrar que é preciso ter o alemão bem afiado para ler esses textos e verificar se existe algum “Völkerabfälle” (resíduos racial= lixo racial= resto popular) na edição e analisar o contexto em que foi expresso.

Independente do resultado da pesquisa, que dá certamente uma excelente dissertação de mestrado ou tese de doutorado, o fato é que a ideologia marxista teve enorme impacto na humanidade. O genocídio político que praticaram é inegável.

Sim, segundo o “Livro Negro do Comunismo” (1997), um relatório conjunto de uma equipe de pesquisadores do mundo inteiro para computar dados sobre o comunismo mundial, os regimes comunistas que se instalaram no mundo depois de 1917, com o surgimento da antiga União Soviética, foram responsáveis “por baixo” por 94 milhões de assassinatos por motivos políticos.

 

Ozias Alves Jr (Editor)

E-mail: reportagemjbfoco@gmail.com.

 

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