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Nunca se tem falado tanto a respeito dos “Fake News”, ou seja, em bom português, “notícias falsas”. O Tribunal Superior Eleitoral garante que não dará trégua aos “Fake News” na eleição municipal do ano que vem. Será?

Por que a indagação? É que sempre circularam “Fake News” durante as eleições. A diferença é que, ao invés dos panfletos e da fofoca, hoje conta com a tecnologia instantânea das mensagens por meios eletrônicos.

Na época do papel e das conversas de bar, muitos candidatos perderam votos preciosos por conta de mentirosas escabrosas, às vezes absurdas, propagadas pelos adversários no calor da campanha eleitoral.

A Justiça Eleitoral não dava conta do serviço. Postergava a decisão a respeito de processos de calúnia e difamação eleitoral para “depois do pleito”, quando já era tarde, pois a votação havia passado.

Isso era na época do papel. Questionar não ofende: como será agora na era do whattApps e do Facebook? Como a justiça eleitoral, ainda no tempo do processo em papel e toda aquela formalidade burocrática, irá descobrir quem foi o autor do vídeo ou GIF tais com calúnias contra o adversário na eleição? Como irá saber quem foi o autor do “Fake” e puni-lo exemplarmente antes do pleito?

Ninguém aqui está dizendo que será “impossível”, mas a experiência de outras eleições tem demonstrado que as notícias falsas e o estrago que as mesmas fazem seguem em velocidade supersônica enquanto que o poder de ação da justiça mal troteia.

Mas não podemos afirmar que deverá continuar assim. Quem sabe o Facebook, You Tube, WhattsApp e provedores colaborem com a justiça eleitoral brasileira “dedurando” quem postou o vídeo ou a mensagem tal, em que dia, hora e em qual conta ou número de celular.

Torcemos que a Justiça Eleitoral realmente tenha êxito, pois quem é candidato a cargo eletivo e é vítima de ataques sistemáticos de notícias falsas, caluniosas, difamatórias e que ferem a honra e, muitas vezes, a dignidade, sabe como doem as “Fake News”.

Só esperamos que, quando julgarem as “Fake”, que a decisão não seja postergada para “depois do pleito”, porque aí não tem graça.

A questão é muito simples: depois da eleição, mesmo o vencedor do pleito tendo praticado calúnia e difamação contra o adversário, mesmo tendo feito um verdadeiro jogo sujo e mesmo sendo comprovado, nunca é punido, isto é, nunca perde o cargo. Com um recurso aqui, outra liminar ali, o cidadão simples vai empurrando e, quando menos se espera, o mandato já passou. Resultado: impunidade.

O combate contra os “Fake News” tem de ser um marco na justiça eleitoral brasileira: será o elemento que fará com que a rapidez seja a tônica dos julgamento. Mentiu, caluniou ou difamou o adversário através de “Fake News”, tem seja exemplarmente punido. Doa a quem doer.

Os “Fake News” foram responsáveis pela fantástica derrota da candidata a presidenta dos Estados Unidos, Hillary Clinton, em 2016. O exemplo mostrou o tamanho do “Monstro” que surgiu com a tecnologia das notícias instantâneas que inundam as redes sociais.

Em resumo: se notícias falsas são capazes de mudar o resultado da eleição dos Estados Unidos, o país mais poderoso do mundo, berço da tecnologia e da democracia, imagine aqui no 3º Mundo, nesta bagunça “cucaracha” chamado Brasil?

 

Ozias Alves Jr (Editor)

E-mail: reportagemjbfoco@gmail.com.

 

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