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O site Meio&Mensagem informou na quarta-feira da semana passada (31/07): “National Geographic encerra revista impressa-Marca encerra versão brasileira em novembro, mas segue com canais de TV paga e ativos digitais”.

Transcrevemos a notícia; “A National Geographic Brasil anuncia o fim da circulação de sua revista impressa no Brasil. Até novembro de 2019, a edição 236 do título mensal serão entregues em bancas e para assinantes. Após esse período, clientes serão reembolsados conforme seus planos. No comunicado oficial, a empresa afirmou que busca formas de continuar a oferecer o conteúdo “o mais breve possível”. A National Geographic ainda convidou o público a acompanhar os canais de TV por assinatura da empresa, seu site e redes sociais.”

Finalizou a breve notícia: “Não foi uma decisão fácil. Mas queremos transmitir uma certeza: você, leitor, é o nosso maior patrimônio. Por isso, estamos procurando novos meios de lhe entregar o premiado conteúdo da National Geographic o mais breve possível. Enquanto isso, você pode acompanhar os canais de TV paga National Geographic, National Geographic Wild e Nat Geo Kids. Nossas histórias continuam no universo digital, e por isso lhe convidamos a seguir as reportagens no site, assim como as nossas redes sociais”, diz o anúncio”.

Na terça-feira desta semana (06/08), o site Uol, do grupo Folha de São Paulo, publicou a notícia intitulada “Bolsonaro: Fim de balanço de empresa em jornais “retribui” ataques da mídia.”

Aqui trechos da matéria em questão: “O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou hoje (terça, 06/08/2019) que a MP (medida provisória) que acaba com a obrigação de empresas de capital aberto de publicar seus balanços em jornais retribui parte dos ataques que ele diz ter recebido da mídia. Bolsonaro deu a declaração durante visita a uma fábrica em Itapira (SP). Publicada no DOU (Diário Oficial da União) nesta terça-feira (06/08), a MP permite às empresas de capital aberto a publicação de seus balanços no site da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ou do DO (Diário Oficial) gratuitamente.

“[Fui eleito] Sem TV, sem tempo de partido ou recursos, com parte da mídia todo dia esculachando a gente. Chamando de racista, homofóbico, fascista. No dia de ontem (segunda, 05/08), eu retribui parte do que grande parte da mídia me atacou”, afirmou o presidente. Apesar de dizer que a MP foi uma “retribuição” a ataques, Bolsonaro disse, em seguida, que a medida não é uma retaliação”, disse o presidente Bolsonaro.

“Assinei uma MP fazendo com que os empresários que gastavam bilhões de reais para publicar obrigatoriamente seus balancetes nos jornais agora possam fazer no Diário Oficial a custo zero. Não é retaliação. É tirar o Estado de cima daquele que produz”, completou. O presidente já havia falado sobre a medida em outro evento, mais cedo, ironizando a imprensa. “As grandes empresas gastavam com jornais, em média, R$ 900 mil por ano. Eu tenho certeza que a imprensa vai apoiar essa medida.”.

A MP 892 foi assinada por Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. O texto afirma que: “As publicações ordenadas por esta lei serão feitas nos sítios eletrônicos da Comissão de Valores Mobiliários e da entidade administradora do mercado em que os valores mobiliários da companhia estiverem admitidas à negociação”. Antes, as empresas tinham que publicar os balanços também em um jornal de grande circulação editado no local onde fica a sede da companhia”.

 

REFLEXÕES

Sobre a primeira notícia, a do encerramento da edição IMPRESSA da conceituada revista de reportagens de viagens e assuntos antropológicos, National Geographic, não se trata da “falência” da empresa.

Pelo contrário. É uma adequação de mercado. Dentro dos próximos 10 anos, talvez não existirá mais bancas de revistas por um simples motivo: jornais e revistas não serão mais impressos em papel, mas distribuídos eletronicamente através da internet.

Talvez existirá uma ou outra publicação em papel para atender a algum nicho de mercado de público saudosista, mas a tendência é o desaparecimento completo da mídia impressa. E a National Geographic já está antecipando essa tendência encerrando sua tradicional publicação impressa.

Sobre a segunda notícia, a do decreto do presidente Bolsonaro tirando a obrigatoriedade das empresas de capital aberto (aquelas que têm ações comercializadas na bolsa de valores), que são obrigadas a publicar balancetes para informar ao público sobre sua contabilidade, trata-se de um “duro golpe” contra a grande imprensa.

O termo “duro golpe” depende do sujeito a quem se refere. Para as grandes empresas, sim. Trata-se de um duro golpe. Afinal de contas, quantas vezes abrimos os grandes jornais com balancetes quilômetros de grandes empresas? Essas publicações rendiam pequenas fortunas para os jornais que as publicavam. Tratava-se de uma extraordinária fonte de renda para a grande mídia.

Agora essa fonte secou de vez com o decreto de Bolsonaro. As empresas de capital aberto agora poderão publicar seus balancetes GRATUITAMENTE no Diário Oficial da União. Basta apenas enviar o arquivo eletrônico (e-mail). Diga-se de passagem que o Diário Oficial parou de ser impresso desde 1º de dezembro de 2017, após 155 anos como edição em papel. Como a internet não tem limite de espaço, pode-se disponibilizar verdadeiras “Bíblias” na internet para quem quiser ler.

Arriscamos em prever que, após essa medida de Bolsonaro, muitos grandes jornais da grande imprensa brasileira deverão encerrar bem antes do previsto suas publicações em papel para direcionar-se inteiramente para o meio digital.

Isso é bom ou ruim? Depende do ponto de vista, mas não é o fim do jornalismo. Pelo contrário. É uma mudança de “paradigma”, palavra esta oriunda do grego que significa “padrão”. O “padrão” do jornalismo da era do impresso não é mais compatível agora nos tempos da internet que cada vez mais está tornando-se rápida, pois a troca de mensagens está tornando-se instantânea.

 

FUTURO REPLETINDO O PASSADO

Quem está aproximando-se dos 50 anos, vai lembrar-se das famosas escolas de datilografia. Na década de 1980, não havia cidade onde não houvesse tais escolas onde se treinava a datilografia em máquinas de escrever. Aliás, era um grande negócio.

Com o surgimento do computador e sua popularização na década de 1990, principalmente depois de 1995, quando a internet chegou ao Brasil, as escolas de datilografia simplesmente sumiram, evaporaram-se, viraram sucata. Aliás, boa parte das máquinas de escrever teve o infeliz destino do…ferro velho.

Na década de 1980, surgiram as vídeo locadoras. Era uma febre. Era o prazer de ter um “cinema” dentro de casa a qualquer momento. Claro que desde que alugasse as fitas.

E hoje as locadoras estão sumindo. As poucas que ainda restam estão com os dias contados. Hoje em dia, com o melhoramento do sinal da internet, com o streaming, os usuários da internet podem assistir o filme pelo computador ou pela sua TV digital. O site mais popular dessa nova tendência é a Netflix.

Paremos por aqui. Há outros exemplos de antigos negócios, tecnológicas, profissões, ocupações etc que desapareceram ou modificaram-se rapidamente devido a avanços tecnológicos.

O jornalismo não é diferente. Também está sofrendo mudanças profundas. Quem adaptar-se, viverá, parodiando a famosa “Lei da Sobrevivência” de Charles Darwin.

 

 

Ozias Alves Jr (Editor)

E-mail: reportagemjbfoco@gmail.com

 

JBFoco Online – Quinta-feira (08/08/2019)

 

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