Enzo é o milésimo bebê a nascer na Maternidade de Biguaçu, inaugurada há menos de um ano (Foto Paulo Rodrigo Ferreira – DICOM PMB)

 

Transcrevemos a matéria publicada no site oficial da prefeitura de Biguaçu sobre o nascimento do bebê número 1000. Detalhe: em 11 meses de funcionamento, a maternidade de Biguaçu já teve mil nascimentos. Aqui vai:

Nasceu na segunda-feira da semana passada (05/08), o milésimo bebê na Maternidade de Biguaçu. Enzo Gabriel nasceu às 16h23, com 3.650 kg e 53 centímetros. Ele é filho de Letícia Vieira da Silva e Jailson Emanuel Verri do Carmo. Enzo é o segundo filho do casal, que já tinha Isabela, de 5 anos. A família mora no bairro Prado, em Biguaçu.

Na manhã de quinta-feira (08/08), o prefeito Ramon Wollinger visitou o bebê e sua mãe, cumprimentando-os pelo nascimento que entra para a história da Maternidade e da cidade. Após Enzo, outras oito crianças já nasceram.

Funcionando junto ao Hospital Regional de Biguaçu Helmuth Nass, a estrutura da Maternidade de Biguaçu desafogou o movimento em outras unidades da região e tornou-se referência pelos serviços prestados à comunidade. “O atendimento que recebi foi muito especial, desde minha entrada, preparação para o parto e até minha saída, fui bem acompanhada por toda equipe. A Maternidade de Biguaçu é excelente, é maravilhosa”, comentou Letícia.

“O nascimento do Enzo é muito mais que um número, é um momento especial para Biguaçu. Saber que na nossa maternidade já nasceram mil crianças nos enche de alegria e emoção. Desejo muita saúde ao Enzo e a todas as crianças, muitas felicidades aos seus pais e a todas as famílias”, comentou Ramon Wollinger”.

 

A MATERNIDADE

Continua: “Prestes a completar um ano, a Maternidade de Biguaçu foi inaugurada em 28 de agosto de 2018. Recebeu o nome de Maria Rosalina da Silva, em homenagem a uma parteira da cidade. A unidade funciona 24 horas por dia, realizando partos normais e cesáreas e atendendo a população de 22 municípios da Grande Florianópolis. O primeiro bebê, Bernardo da Silva Escobar, nasceu no dia 2 de setembro (de 2018)”.

 

EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA

Caramba! A maternidade de Biguaçu não tem um ano. Para ser mais exato, funciona há 11 meses, o que representam 341 dias (arredondando cada mês para 31). Isso dá mais ou menos 2,9 crianças POR DIA nascendo nessa maternidade.

Neste exato momento, agosto de 2019, a população mundial está em 7,640 BILHÕES de pessoas. Estima-se em até 2.100, a população mundial esteja com 11,2 bilhões.

Em 1970, o Brasil tinha 90 milhões de habitantes quando o Brasil conquistou a Copa do Mundo do México. Hoje, 49 anos depois, o país já tem 202,7 milhões de habitantes, ou seja, mais que dobrou.

Dentro desses números, não é de se espantar que mal se inaugure uma maternidade, como foi o caso da de Biguaçu, e, em menos de um ano, já tenham nascido mil crianças. Talvez já sejam mais porque já se passaram oito dias após o nascimento da milésima criança. Vale lembrar que todo santo dia nascem crianças como também morrem pessoas.

 

PLANEJAMENTO FAMILIAR

Nada contra a maternidade. Pelo contrário. Parabéns à equipe que administra a instituição. Minha nossa! Como vocês têm trabalhado!!! Parabéns mesmo pelo trabalho de fazer tantos partos e dar às mães e seus filhinhos tanto carinho e dedicação.

Mas a prefeitura de Biguaçu não pode deixar de lado outra política pública: a do Planejamento Familiar.

Perguntar não ofende: das mil crianças que nasceram na maternidade de Biguaçu, quantas são de famílias carentes? Quantas gestações foram realmente planejadas pelas mães? Quantas dessas crianças foram frutos do acaso?

A pergunta é: se uma mulher em idade fértil que já tenha 25 anos de idade e com dois filhos quiser submeter-se a uma cirurgia GRATUITA de laqueadura, conforme prevê a lei, conseguirá na rede municipal de saúde de Biguaçu?

Como já foi dito, ela já tem dois filhos e decidiu por livre e espontânea vontade manter apenas esse número de filhos, o que é seu pleno direito. A saúde de Biguaçu tem um programa de Planejamento Familiar funcionando? Consegue atender as mulheres que estão de acordo com a lei e desejam laqueaduras? Cidadãos de Biguaçu que desejam vasectomia conseguem essa cirurgia gratuitamente aqui?

Há programas de educação sexual nas escolas? Há a preocupação de esclarecer principalmente as adolescentes sobre cuidados básicos para não engradarem ao acaso e evitarem doenças sexuais transmissíveis? Há distribuição e orientação de métodos anticonceptivos?

Se Biguaçu tem programa de Planejamento Familiar funcionando no famoso mundo do “faz de conta”, precisa acordar-se. O número de nascimento não para. É literalmente uma usina de se fazer crianças. A geração adulta de hoje tem a responsabilidade de deixar um mundo melhor para a geração futura.

Nada contra, mas precisamos ficar atentos às advertências dos cientistas. Pois vejamos.

 

O FUTURO

Segundo os cientistas, ao longo das próximas décadas, ao mesmo tempo que a população for aumentando, ultrapassando as barreiras dos 8, 9, 10 e 11 bilhões, se não chegar a 12 bilhões, haverá a tendência de crescerem problemas como escassez de água potável, comida, poluição, destruição das florestas restantes, sem falar de necessidade crescente de empregos, educação e saúde para uma população em crescimento incessante.

Semana passada, o presidente Jair Bolsonaro disse brincando: “É lógico que sim (é possível crescer com preservação). É só você deixar de comer menos um pouquinho. Quando se fala em poluição ambiental, é só você fazer cocô dia sim, dia não, que melhora bastante a nossa vida também, tá certo?”

Bom! O pior é que o presidente tem certa razão: quando a população cresce muito, logo surge o problema do esgoto. Como e onde jogar tanto “cocô”. Agora imagine o rio próximo das cidades? E a população que precisa de água? Onde encontrar água limpa?

Estas são questões que cada vez mais que a humanidade irá preocupar-se.

 

CONCLUSÃO

Biguaçu não vai resolver os problemas do mundo, mas pode fazer sua parte: manter tanto a maternidade como também um programa eficiente de Planejamento Familiar ao mesmo tempo. Os dois têm de estar funcionando com a mesma qualidade.

Temos de manter um número equilibrado de nascimentos para que as crianças que estão chegando tenham um futuro bom. Que cresçam com boas escolas, boa saúde, boa alimentação e não sofram como as crianças nascidas sem o mínimo controle nas favelas e regiões paupérrimas do planeta.

Vamos fazer a nossa parte.

 

JBFoco Online – Terça-feira (13/08/19)

 

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