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Quantas vezes o Biguaçu em Foco já publicou reportagem, artigo, editorial, nota, crônica, recado ou sei lá o quê defendendo a ideia de que o município de Biguaçu precisa de um arquivo público?

Pois é! Quando falamos de arquivo público, não estamos falando de uma sala abarrotada de papel velho amontoado sabe-se lá como.

O arquivo que defendemos é DIGITAL. A ideia é scanear, ao longo dos anos, TODOS os papéis públicos da prefeitura e câmara de vereadores. Com a tecnologia de hoje, pode-se guardar não milhões, mas BILHÕES de páginas sem ocupar espaço a não ser de alguns HDs, muitos dos quais cabendo na palma da mão.

Se a pessoa quiser localizar qualquer documento, que vai desde leis municipais até formulário preenchido de pedido de não sei o quê, estando no computador, essa procura será quase que instantânea.

O leitor já se perguntou quanto a cidade perde de tempo e oportunidades por não ter uma gestão de informação? Que o diga o já citado vereador Ricardo Mauri com uma lei que já existe, mas que certamente o papel em que está escrita encontra-se sabe-se lá onde no amontoado de papel perdido em algum canto qualquer da prefeitura.

O ex-vereador dos anos 1990, Tuquinha, certa vez comentou a respeito dessa bagunça: a falta de gestão dos papéis públicos faz com que vereadores apresentem projetos de lei sobre assuntos que já estão regulamentados faz tempo.

 

BAGUNÇA

Não faz muitos anos que certo funcionário público da prefeitura de Biguaçu veio no escritório do JBFoco desesperado para procurar fotos de enchentes antigas da cidade. Ele queria anexar tais fotos num relatório em que a prefeitura de Biguaçu solicitava verbas estaduais e federais para cobrir prejuízos de uma enchente recente.

Este jornal ofereceu, mas questionamos: “Mas a prefeitura não tem essas fotos? Vocês não têm uma pasta com os decretos de calamidade pública acompanhado de recortes de jornais, relatórios e outros documentos sobre as enchentes da cidade?”

O funcionário respondeu que não tinha nada e, se tinha, é difícil de achar porque… sabe como é que é.

 

PROMESSA

 

O prefeito Ramon Wollinger (PSD) já informou no início de 2018 que iria inaugurar o Arquivo Público Digital.

Bom! Ficou só na promessa, pois de que adianta comprar scanners sem contratar funcionários para operá-los?

Se esses pré-requisitos forem cumpridos, Biguaçu só tem a ganhar, pois arquivo público não serve apenas para que funcionários públicos e vereadores possam encontrar documentos de que tanto necessitam numa emergência. Serve para o público geral que vai desde o historiador que pesquisa sobre tal assunto até cidadão que está entrando com pedido de aposentadoria e que necessita de um documento tal para provar que no ano tal fez tal coisa etc e tal.

Esperamos que num futuro em breve não precisamos mais estar publicando sobre a necessidade da cidade ter uma gestão da informação. Não queremos estar repetindo e repetindo e, mais uma vez, repetindo sobre o ÓBVIO.

 

Arquivo Público Digital com os PDFs dos documentos na Internet como é o caso de São Paulo. É isso que Biguaçu precisa ter (Foto Google Images)

 

Natureza em Biguaçu. (Foto Henrique Azevedo)

 

Editor do JBFoco tem batalhado para que Biguaçu tenha seu Arquivo Público Digital. (Foto Arquivo JBFoco)

 

Editor Ozias na foto do especial de 1999 Biguaçu 251 anos de História. (Foto Arquivo JBFoco)

 

JBFoco Online – Terça-feira (06/08/2019) – Especial 26 anos

 

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