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O Tribunal de Contas do Estado (TCE) recomendou a “rejeição das contas” de 2017 do prefeito Ramon Wollinger (PSD). As razões são umas mais cabeludas que as outras.

Só mesmo no Brasil para assistirmos a uma coisa tão esdrúxula: o Tribunal de Contas, onde trabalham técnicos dos mais competentes na área de finanças públicas, detecta irregularidades, mas não pode julgar nada. Precisa mandar o relatório para a Câmara de Vereadores e esta é que aprova ou não, isto é, se aceita ou não o relatório e, no caso de que a recomendação é para a rejeição, a câmara permite que o prefeito responda pelas “broncas” detectadas.

Ramon não tem sido dos mais “cristãos”. Em 2016, quando reelegeu-se prefeito, Ramon fez várias manobras para que as contas daquele ano estivessem de acordo com as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Pelo jeito, os problemas de 2016 continuaram em tal intensidade que Ramon não teve como esconder para debaixo do tapete em 2017 e a conta está vindo agora na fora de relatório do TCE recomendando a rejeição.

Ramon Wollinger problemas com as contas municipais de 2017. (Foto Arquivo JBFoco)
Salmir da Silva, presidente da Câmara, mandou que o setor contábil da prefeitura explique que “coisas cabeludas” constam no relatório que o Tribunal de Contas detectou nas “Contas de 2017” do prefeito Ramon. (Foto Arquivo JBFoco)

ANALISAR MELHOR

O presidente da Câmara de Biguaçu, Salmir Silva (MDB), decidiu não colocar em votação o relatório do TCE, aquele que “recomenda” a rejeição das contas de 2017 de Ramon.

Salmir mandou o relatório para o setor contábil da prefeitura para que eles dêem explicações. A reunião para essas explicações ainda não foi marcada, mas deverá ser em breve.

Salmir fez a coisa certa: ao invés de colocar em votação, podendo ser “rejeitada a recomendação de rejeição”, isto é, a maioria dos vereadores que fazem parte da bancada de sustentação do prefeito decidir se livrar desse relatório o quanto antes aprovando ou não a recomendação, Salmir preferiu buscar mais informações.

Está certo. É isso mesmo. De repente a coisa é mais cabeluda do que se imagina. Afinal de contas, não há como negar que há problemas sérios nessas contas.

O relatório é muito técnico, mas as “broncas” do TCE contra Ramon são de várias ordens: desde problemas com o Fundeb até certos atos realizados em 2016 nas finanças para que Ramon pudesse terminar sua primeira gestão para iniciar a segunda sem problemas com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

O problema é que os “problemas” continuam.

 

JBFoco Online – Terça-feira (13/08/19)

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