Publicidade

Um vídeo vem circulando as redes sociais de Biguaçu. Trata-se de uma jovem mãe chamada Débora (esqueceu de informar seu sobrenome) que gravou seu depoimento indignado com o fato de que não consegue vaga em creche pública em Biguaçu.

Ela conta que mora no centro da cidade, a pequena distância da creche Algodão Doce, situada próxima à sede da prefeitura de Biguaçu. Débora é mãe de uma linda menina de três anos e quatro meses de idade.

A jovem mãe conta que nasceu e se criou em Biguaçu, mas ficou ausente 20 anos do município, pois acompanhou seus pais num empreendimento fora.

 

Débora gravou vídeo denunciando falta de vaga em creche no centro de Biguaçu. (Foto Reprodução)
No final do vídeo, uma cena quase que dramática. Filha de Débora chorando porque não queria ir embora. O anjo não sabia que não poderia ficar porque não tem vaga. (Foto Reprodução)

Há um ano retornou à cidade, mas está sofrendo um grande dilema: onde deixar sua filhinha de apenas três anos de idade? Débora não é dona de casa. Ela trabalha fora.

Débora não tem com quem deixar uma criança de tão tenra idade. Por isso, precisa de creche e, conforme dito antes, tem uma bem perto de sua casa.

O problema é que não há vagas. Aliás, quem é que consegue uma vaga em creche pública? Estas sempre estão com as vagas preenchidas. É um horror.

No vídeo, Débora conta como tem batalhado para conseguir a vaga de sua filha. Aliás, se conseguisse, seria um imenso alívio.

Vale lembrar que creche particular é muito, mas muito, muito e muito cara. Custa quase que a mensalidade de uma universidade particular. Para muitos pais, é inviável, pois compromete grande parte da renda.

Uma solução é geralmente deixar a criança com os avós, mas a questão é: e se eles morarem longe ou já serem falecidos? E se não tiver algum parente próximo que possa cuidar das crianças?

Pensando bem, é um horror a mais para os trabalhadores brasileiros. Se já não bastasse a falta de transporte coletivos decentes onde os trabalhadores possam ir e vir do trabalho com um pouco de conforto (leia-se sentado), há o problema da falta de creche.

E creche, pelo jeito, não é o forte do prefeito Ramon Wollinger (PSD). Aliás, quem não se lembra (os leitores do JBFoco haverão de se lembrar) do anúncio da prefeitura de que em 2018 não seria construída uma única creche e, muito menos, seria aberta alguma sala de aula para atender crianças do pré-escolar (leia-se creche)?

Sim, a prefeitura de Biguaçu passou o ano de 2018 sem construir uma única creche. No entanto, o gasto publicitário da prefeitura chegou a uma soma vultuosa e no ano passado, acreditem se quiserem, o prefeito Ramon queria gastar quase R$ 1 milhão (faltaram R$ 31 mil para alcançar essa cifra) em … (pasmem) aluguel de banheiros químicos. Nem estamos falando em outros episódios de gastos prá lá de altos para cafezinho, marmitas, entre outros.

Ramon gastou uma pequena fortuna para que a atriz da rede Globo, Elizabeth Savalla, fizesse uma única apresentação do seu “Teatro de Graça”. Só que o “teatro de graça” dela, numa cidade onde não há sequer aulas de teatro amador, custou R$ 36 mil dos cofres públicos municipais.

Quer dizer, gastar R$ 1 milhão em aluguel de “patentes” e outras pequenas fortunas com publicidade, teatro de atriz global, cafezinho etc, o prefeito Ramon considera importante, mas investir em creche, aí não é tão prioridade. Côza linda, como dizem os manezinhos!!!

Um dos episódios mais enigmáticos da péssima gestão do prefeito Ramon, um cidadão que não conseguiu dizer para que veio, foi o da super creche do bairro Saudade.

A notícia era que o governo federal iria financiar a construção de uma creche que seria “super”, no sentido de que a ideia era oferecer tantas vagas que certamente zeraria a fila de espera.

No entanto, apesar do festerê todo, dos toques de trombeta e das matérias ufanistas precipitadas, a super creche não saiu. Por quê? O prefeito Ramon recusa-se a responder, mas nos bastidores fala-se que a razão deve-se ao fato de que a prefeitura não teve sequer a competência de entregar os documentos solicitados e o prazo foi perdido. Haja incompetência!

E outro absurdo a ser comentado. Nos últimos anos, em Biguaçu foram instalados diversos condomínios populares. Só no bairro Fundos, onde a maioria deles foi construída, a população local quadruplicou com esses conjuntos de apartamentos.

Pasmem! A prefeitura de Biguaçu autorizou a construção desses condomínios, mas não exigiu que os mesmos construíssem ou reservassem algum espaço para creches próprias.

Em resumo: os condomínios trouxeram uma infinidade de crianças, pois a maioria dos novos moradores é formada por jovens casais e simplesmente as creches locais já não tinham vagas. Imagine agora com os novos condomínios? A prefeitura não teve a capacidade mínima para fazer um planejamento básico a respeito disso?

Quer dizer, nem para isso, o prefeito Ramon serve: para planejar o crescimento da cidade e tentar amenizar o impacto dos novos condomínios pelo menos exigindo dos mesmos creches próprias. Haja falta de visão! Haja incompetência!!! Haja um mínimo de senso de organização para o futuro!!!

E voltando ao caso de jovem mãe Débora, ela divulgou no final de seu vídeo a triste cena de sua filhinha chorando porque não podia ficar na creche Algodão Doce, para onde tinham ido em mais uma tentativa de verificar como estão os trâmites do pedido de vaga, que não chega nunca.

Enquanto Débora estava tentando conseguir a vaga, sua filhinha ficou alguns minutos dentro da sala com as outras crianças brincando, divertindo-se. O problema foi o ir embora. O anjo não entendia porque tinha de deixar os seus “novos” amiguinhos.

Na realidade, a cena é triste. Débora colocou essa cena gravada em seu vídeo para mostrar seu drama: sua filhinha quer frequentar uma creche e simplesmente não há vagas.

“Mamãe, quero ficar aqui”, dizia a criança antes de chorar quando sua mãe disse que realmente ela não poderia ficar e teve de segurá-la suavemente pelos braços, mas para advertir: “temos de ir embora”.

Este é o cenário da falta de vagas nas creches públicas. Uma tristeza. Tristeza maior é a prefeitura de Biguaçu dizer que gastou R$ 180 milhões em educação municipal nos últimos anos, mas essa “piscina” de dinheiro não ser suficiente para garantir novas vagas nas creches.

Pensem bem! R$ 180 milhões!!! Apenas 1% desse dinheiro dá R$ 1,8 milhão!!! Com esse dinheiro, não é possível construir uma nova creche ou ampliar vagas na já citada creche Algodão Doce, onde a jovem mãe Débora tanto queria vaga para sua filhinha?

E olhem só a tragédia. Os R$ 180 milhões que o prefeito Ramon gastou na educação municipal tiveram qual resultado?

Pasmem! Biguaçu foi o último colocado no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2018 entre os 20 municípios da Grande Florianópolis.

Quer dizer, a atual gestão gasta uma fortuna em educação básica para nada. Não chega a lugar nenhum e, no caso das creches, não resolve o problema da falta de vagas.

Haja show de incompetência! Ramon só tem uma competência: aumentar o número de vaga em “creche” de bandidos, isto é, autorizou a instalação de um presídio em Biguaçu. Esse tipo de “creche” Ramon tem competência de trazer, mas para filhos de trabalhadores, esquece.

Eis o show de incompetência do prefeito Ramon!

 

Ozias Alves Jr (Editor)

E-mail: reportagemjbfoco@gmail.com.

 

VÍDEO

 

 

 

JBFoco Online – Quarta-feira (14/08/2019)

 

https://chat.whatsapp.com/CwLeRbK861A1Ks6fButk29

Clique no link acima e receba gratuitamente notícias do JBFOCO regional. Nesse grupo não existe interação. Somente recebimento de matérias jornalísticas de Biguaçu, Antônio carlos, Governador Celso Ramos e região.

Publicidade