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Para a Biblioteca Municipal de Biguaçu, o escritor de Antônio Carlos, Professor José André Gesser, entregou dois exemplares inéditos de seu último livro, “Educare, Educação e Inclusão”, na tarde da quinta da semana passada (12/09). A sexta publicação de sua autoria foi inspirada na vivência com seu irmão, deficiente físico. Isso o fez refletir na adaptação do seu irmão ao mundo de hoje, maravilhoso, porém as vezes exclusivo. Ele decidiu estudar o assunto e hoje é pós-graduado.

O escritor natural de Antônio Carlos possui formação superior em Letras, pós-graduado em Psicopedagogia, em Educação Especial Inclusiva e em Neuropsicopedagogia. O livro doado a Biblioteca Municipal baseia-se em um trabalho especializado, de superação. Por exemplo, da sua turma inicial em Letras, com 50 alunos, somente 11 formaram-se.

Posteriormente em sua pós-graduação aprofundou o tema da inclusão, compreendendo e analisando as possibilidades de tentar melhorar a vida do deficiente que precisa se integrar na sociedade.

“Espero que o livro seja bem recebido pela população de Biguaçu. Estimular as pessoas a escrever, a se integrarem à educação, para um letramento melhor e mais atualizado no nosso país que carece tanto. Educação sozinha não adianta, tem que ter também inclusão. Ensinar é aprender, você nunca vai ensinar se não aprender”, diz José André Gesser

 

A ARTE PELO ESCRITOR

Para o cidadão que quer ser escritor o caminho não é fácil, tem que superar muitas barreiras. É comum ter as ideias para fornecer e falte alguém que te apoie, isso muito complica o trabalho.

“Ler é você olhar para a tempestade e ver nela uma maravilha. Pode-se tornar uma poesia e fazer entender um pouco de tudo que existe. Isso é imprescindível em toda a vida. Deve-se sempre persistir e ler. Você pode estar sozinho, mas navegando em um mundo que só existirá se você estiver lendo”, afirma.

José André Gesser está no sexto livro publicado. Em 2011 o lançamento de seu primeiro livro “Como Ser Feliz Verdadeiramente” teve a oportunidade de estar além de Santa Catarina. Ele foi apresentado na capital paulista, para a Universidade de São Paulo (USP), a maior instituição de ensino superior de todo o Brasil.

Seu segundo livro foi lançado em 2013 e publicado em Antônio Carlos, “Máscaras de Nossa Vida”. “A Minha Terra É Um Ótimo Lugar Para Se Viver”, sobre Antônio Carlos, atingiu uma boa aceitação comercial, devido ao tema e o registro dos costumes tipicamente alemães. Também publicou um livro de poesias.

 

LANÇAMENTO E APOIO

O lançamento do livro “Educare, Educação e Inclusão” será dia 22 de setembro, na cidade de Antônio Carlos, com a inauguração do museu Ludwig.

O escritor José André Gesser agradece o apoio do Prefeito de Antônio Carlos Geraldo Pauli e ao professor Alex Sagaz.

 

POST SCRIPTUM: André, parabéns pelo seu trabalho e por doar obras suas para a biblioteca de Biguaçu. Porém tomara que seu livro não seja jogado fora ou mandado para não sei onde.

Afinal de contas, a biblioteca de Biguaçu teve uma diminuição radical em seu acervo. Onde foi parar mais ou menos a metade da biblioteca? Não sabemos direito dos detalhes.

O fato é o seguinte: para deixá-la mais “bonitinha” ou mais “arejada”, o acervo foi diminuído.

Os livros do falecido filósofo antoniocarlense, Evaldo Pauli (1925-2014) que eu doei àquela biblioteca simplesmente “sumiram” do acervo.

Em suma, se o biguaçuense quiser conhecer um pouco da obra de um nativo da região (vale lembrar que quando Evaldo nasceu, Antônio Carlos, sua terra natal, pertencia ao município de Biguaçu), na biblioteca de Biguaçu não terá tal privilégio.

Biguaçu precisa discutir a respeito de sua biblioteca pública. Afinal de contas, não é possível pensar num novo espaço, mais amplo? Não é possível a prefeitura apresentar projeto junto aos governos estadual e federal em busca de verbas para a construção ou ampliação da biblioteca?

Não é possível apresentar algum projeto junto a editais Rouanet (federal) ou Elisabete Anderle (estadual) em busca de verbas para a biblioteca de Biguaçu?

A Fundação Catarinense de Cultura (FCC) não é presidida por uma biguaçuense, Ana Lúcia Coutinho? Não é possível conversar com ela para buscar o apoio dela com o objetivo de melhorar a biblioteca pública?

Além da inércia de iniciativa em prol da biblioteca, há o problema da gestão problemática do dinheiro público. Vejam só o disparate. A prefeitura de Biguaçu gastou entre 2015 a 2019 R$ 180 milhões na educação pública municipal (um gasto astronômico para um resultado pífio. A educação de Biguaçu ficou em último lugar no IDEB da Grande Florianópolis).

Prestem bem atenção. Um por cento (1%) de R$ 180 milhões dá R$ 1,8 milhão. Se a prefeitura tivesse destinado apenas 1% desse montante mencionado para a construção ou reforma da biblioteca, já haveria sido resolvido o problema. Só faltavam dizer que 1% de R$ 180 milhões destruiriam as finanças da educação de Biguaçu.

Em resumo: a prefeitura trabalha com orçamentos milionários, mas oferece serviços muitas vezes abaixo da crítica.

Como é que pode ter gastos milionários na educação e a biblioteca de Biguaçu ter de sumir com mais ou menos a metade do acervo porque não tem espaço para armazená-lo?

Esta é a reflexão que a comunidade biguaçuense precisa fazer. Ou acham que é possível melhorar a educação sem livros?

 

 VÍDEO

 

 

JBFoco Online – Quarta-feira (18/09/2019)

 

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