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Recebemos a seguinte mensagem: “Nós no Morro da Boa  Vista (Biguaçu)  estamos  há sete dias sem água. Por favor, dá uma força pra nós. Também   somos filhos de Deus”.

Ok! Aqui está registrado o “pedido de socorro”.

Fiquei aqui pensando. Desde que nós nos demos por gente no JBFoco, não passa ano em que os moradores do Morro da Boa Vista sofrem cortes no fornecimento de água.

O que me deixa pasmo não é a falta d´água em si, mas décadas já terem passado e a prefeitura não ter elaborado algum plano, projeto ou regime especial para o Morro da Boa Vista e outras comunidades situadas em morros, onde geralmente há falta d´água. Explico.

Já é mais que sabido que a Casan não consegue atender condizentemente o Morro da Boa Vista, sem falar de outros morros. E no local há pequenos rios que cortam a região.

A questão é: a água desses riachos é utilizada para o abastecimento local? Há reservatórios para a coleta da água local? Há algum projeto em andamento a respeito?

Não é possível conceber a ideia de que seja aberta uma licitação para que uma empresa particular possa organizar a distribuição de água em certas regiões do município de Biguaçu, justamente onde a Casan não atende ou tem tido muitos problemas?

Com mais de 1.700 funcionários, não é possível designar uma equipe para trabalhar na viabilização de projetos comunitários, entre os quais verificar a possibilidade de financiar caixas coletoras de água da chuva e cisternas, isto é, para que, junto com a água da Casan, os moradores poderem também ter reserva própria, sem depender do abastecimento “casaniano”, para os dias de corte no abastecimento?

Não estou dizendo que isso deva ser feito. Também não tenho ideia se isso é ou não viável. Mas o que estou propondo é ter a iniciativa de, em primeiro lugar, ter um relatório do problema.

Perguntar não ofende, mas algum funcionário comissionado da prefeitura de Biguaçu já foi designado a fazer uma pesquisa in loco para mapear os problemas de falta d´água?

Alguém na prefeitura já foi designado a levantar dados das regiões mais afetadas pela falta d´água? Há dados dos últimos anos a respeito do problema? Alguém já fez um levantamento dos rios, riachos, olhos d´água, enfim, nascentes dessas regiões? A Casan possui esse estudo?

Por que essas informações? Em primeiro lugar, não há como pensar em alternativas, projetos e melhorias sem primeiro ter o óbvio: as informações. Perguntar não ofende: o prefeito Ramon já teve algum relatório da situação em sua mesa para ele ler e interar-se com exatidão do problema.

Tendo isso, pode-se ir à luta, isto é, pensar nos projetos em si. Será que não é possível abrir licitações para empresas particulares assumirem a água de determinadas regiões explorando as nascentes locais? Não é possível conversar com universidade para saber dos especialistas a respeito do que se pode ser feito?

Aliás, a água do manancial do Amâncio não poderia ser explorada por outras empresas? E aquele reservatório do bairro Saudade, hoje desativado? Continuará desativado?

Conclusão de tudo isso: percebe-se nitidamente que a prefeitura não está nem aí. Com funcionários saindo pelo ladrão, conforme diz a gíria referindo-se àquele dispositivo que impede que a caixa d´água transborde (algo que muitos biguaçuenses mais queriam hoje nesses tempos de escassez), a prefeitura não tem sequer a iniciativa de reunir informações sobre o problema, que dirá buscar alternativas.

Passa ano, entra ano e a cidade de Biguaçu é governada ao ritmo da mediocridade. Lamentável.

 

Ozias Alves Jr

E-mail: reportagemjbfoco@gmail.com.

 

 

JBFoco Online – Terça-feira (01/10/2019)

 

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