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Trovões

 

Trovões. (Foto Johannes Plenio por Pixabay

 

Quando roncava trovoada, eu me escondia,

Tinha medo ao sair de casa em céu escuro.

Quando os raios disparavam, eu temia,

E me ocultava no meu quarto: pavor puro.

 

Vi gente sair do seu lar sem alternativa,

Desconhecidos pelos raios atingidos.

Escondida em mim estava, e não-viva:

Tinha medo de tempestade e seus rugidos.

 

Um dia o sol foi embora, eu vi perigo,

E em mim mesma, pude ver as respostas,

Pude enxergar tanta gente perdendo abrigo,

Gente a levar uma vida inteira nas costas.

 

Não me escondi e enfim peguei minha barca,

Que era pavor insuperável, engano ledo.

Porque um dia com a vida a gente arca

E é de outro tipo de trovão que eu tenho medo.

 

(*) Amanda Arruda, 18, faz parte da nova geração de escritores de Biguaçu. Quem quiser adquirir o romance “A Heroína que virou Lenda”, entre em contato pelo fone (48) 9-9645-7045 ou pelo e-mail amandaarruda2001@yahoo.com.br.

 

 

Jornais em Foco – Quarta-feira (13/11/2019)

 

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